Modelos antigos têm maiores descontos; cortes chegam a R$ 2.000, mostra Buscapé; Apple introduziu novo iPhone em setembro e Samsung deve anunciar nova linha em janeiro
SÃO PAULO, SP () – Os smartphones foram o segundo item mais desejado deste fim de semana de promoções e devem continuar com alta procura, mostram dados da plataforma de monitoramento Confi Neotrut. As ofertas de eletrônicos seguem até segunda-feira (1º), quando se oferece a Cyber Monday, a “xepa da Black Friday”.
Essa data historicamente reúne uma quantidade maior de promoções de produtos de tecnologia, como eletrônicos e itens de informática, segundo a plataforma Promobit. As promoções são estratégicas no fim do ano, que é quando ocorre a renovação dos estoques.
O consumidor que está disposto a comprar aparelhos de gerações passadas tende a encontrar descontos maiores.
O iPhone 16 Pro Max, da geração anterior, está até R$ 2.000 mais barato em comparação ao preço médio dos últimos seis meses, mostra o site de histórico de preços Buscapé. O aparelho deixou de ser vendido pela Apple quando se lançou a linha do iPhone 17, em setembro.
O site Buscapé também mostra descontos na casa de R$ 1.000 para os aparelhos da geração Galaxy S25. A Samsung deve renovar sua linha de aparelhos de alta performance no próximo mês de janeiro.
Aparelhos mais antigos têm ainda mais desconto. O dobrável Moto Razr 40, de 2023, está à venda por preços a partir de R$ 1.400, o menor valor já registrado. Na hora de comprar um aparelho mais antigo, é preciso ter uma atenção maior à falta de chips dedicados a tarefas de IA e a memória do celular, que podem comprometer o desempenho e a duração da bateria.
Durante as compras, em geral, o consumidor deve avaliar, além do preço, marca, especificações de câmera, bateria, tela, sistema operacional e memória do celular.
PREÇO
Modelos mais caros geralmente oferecem as melhores configurações, mas é necessário avaliar se esses recursos extras serão de fato utilizados e se o preço mais alto se justifica em relação à concorrência. O WhatsApp vai funcionar tanto em um celular de R$ 1.000 quanto em um de R$ 10 mil.
O mercado é dividido em modelos de entrada, intermediários e premium, que oferecem o melhor em termos de acabamento, desempenho e recursos. A faixa de preço de cada nível varia, com o primeiro custando até cerca de R$ 1.000, o segundo, até R$ 3.000, e o terceiro, acima disso.
TELA
Como a tela dos smartphones hoje chega a ocupar mais de 90% da frente do dispositivo, sua qualidade é crucial na hora de escolher um novo aparelho. Aqui, três características principais devem ser consideradas: a resolução, o tipo de tecnologia e a taxa de atualização.
A resolução refere-se à quantidade de pixels na tela -quanto maior, mais nítida será a imagem exibida em uma tela do mesmo tamanho. Em ordem crescente, há resoluções como HD (720p), Full HD (1080p), Quad HD (1440p) e 4K.
A tecnologia da tela está relacionada à qualidade da imagem. Telas LCD, mais acessíveis, oferecem cores menos vibrantes e menor brilho, enquanto telas OLED, como as encontradas no iPhone 17 e na maioria dos modelos da Samsung, proporcionam cores mais vivas e contrastes mais profundos, embora a um custo mais elevado.
A taxa de atualização representa o número de vezes que o display é atualizado por segundo. Isso significa que frequências mais altas resultam em uma exibição mais suave. Embora a taxa de 60 Hz seja suficiente para a maior parte dos casos, os 120 Hz oferecidos em celulares mais caros proporcionam uma experiência de visualização melhor.
Além dessas características principais, vale a pena conferir se o aparelho tem proteção contra riscos, como a do tipo Gorilla Glass, e compatibilidade com HDR.
DESEMPENHO
O desempenho de um smartphone, que envolve a velocidade com que ele abre aplicativos, a quantidade de tarefas que podem ser executadas simultaneamente e a qualidade gráfica de jogos, depende da capacidade de processamento do aparelho.
O processador, como os modelos Snapdragon da Qualcomm ou os chips projetados pela Apple, determina a velocidade de execução dos programas. Além da versão (como Snapdragon 8 Gen 3 ou A19), sua capacidade é medida pela frequência de operação, expressa em GHz. Processadores mais potentes permitem que o dispositivo execute tarefas complexas com maior rapidez.
A quantidade de memória RAM (4 GB, 6 GB, 8 GB etc.) ajuda a manter múltiplas tarefas funcionando sem engasgos. Geralmente, 6 GB são mais que suficientes para os usuários que alternam entre redes sociais, navegação na internet e jogos leves.
Se o uso tem a ver com tarefas mais pesadas, a unidade de processamento gráfico (GPU) também é importante. Modelos recentes como a Adreno 750, integrada no Snapdragon 8 Gen 3, oferecem bom desempenho.
Para tarefas cotidianas, como usar redes sociais e rodar jogos simples, 4 GB de RAM e um processador de nível médio, como o Helio G85, de 2 GHz, ou o Snapdragon 695, de 2,2 GHz, são suficientes.
No entanto, para uma experiência geral com menos engasgos, para jogos pesados e uso intenso, processadores de ponta como o Snapdragon 8, junto com 8 GB de RAM ou mais, são mais recomendados.
Como os aplicativos tendem a ficar mais complexos e pesados com o tempo, um desempenho maior no presente pode também aumentar a vida útil do aparelho.
O parâmetro Antutu, que dá uma pontuação geral para o desempenho dos celulares, é útil para comparar diferentes dispositivos e visualizar a diferença entre aparelhos de entrada, intermediários e premium.
CÂMERA
A qualidade da câmera de um celular pode muitas vezes ser o fator decisivo na hora da compra. De modelos mais simples a outros com conjuntos de várias lentes, vale se atentar a alguns fatores.
A resolução da câmera, medida em megapixels (MP), é um dos principais chamarizes de alguns celulares, mas não é o fator determinante da qualidade das fotos.
Altas resoluções capturam mais detalhes, mas o resultado final também depende das lentes, da qualidade do sensor e do processamento feito pelo software de cada celular. Hoje, recursos com inteligência artificial também podem ajudar.
Por exemplo, o Samsung Galaxy S25 Ultra tem uma câmera principal de 200 MP, enquanto o rival iPhone 17 Pro Max tem uma câmera principal de 48 MP. Apesar da resolução menor, o aparelho da Apple se destaca pelo processamento de imagem, que garante cores e um balanço de branco mais precisos.
Isso não significa que o aparelho da marca sul-coreana, tão caro quanto o concorrente, tenha uma câmera ruim -pelo contrário, se destaca em fotos tiradas em ambientes bem iluminados.
Também importante é a abertura da lente, indicada por números como f/1.8 e f/2.2. Quanto menor o número, maior a abertura, permitindo que mais luz entre, o que é importante para fotografar ambientes escuros, por exemplo.
Um recurso útil para interessados em fotografia no celular é a plataforma especializada DxOMark, que mantém um ranking atualizado das melhores câmeras partindo de critérios pré-estabelecidos, testes detalhados e exemplos práticos. Nessa lista, por exemplo, o iPhone 17 Pro Max está na 2ª posição, enquanto o Galaxy S25 Ultra, na 21ª. O melhor avaliado é o chinês Huawei Pura 80 Ultra.
BATERIA
A autonomia da bateria é fundamental para quem carrega o celular consigo o tempo todo. A sorte é que a maioria dos smartphones modernos, especialmente de marcas populares, vem equipada com módulos que duram pelo menos um dia inteiro de uso moderado.
A duração varia conforme as atividades realizadas no aparelho. Leitura de reportagens e troca de mensagens consomem menos energia, enquanto assistir a vídeos em alta definição ou jogar games pesados drenam a bateria mais rapidamente.
Um dos principais indicadores da autonomia é a capacidade, medida em miliampère-hora (mAh). Em geral, uma bateria de 5.000 mAh é um bom ponto de referência para dispositivos novos.
Alguns fabricantes também fornecem estimativas de quantas horas de vídeo ou uso misto o dispositivo aguenta com uma carga completa, o que pode ajudar na hora de escolher. Por exemplo, o iPhone 17 Pro Max reproduz até 37 horas de vídeo, enquanto o Galaxy S25 Ultra, até 31 horas.
Também vale olhar se o celular tem suporte a carregamento rápido e carregamento sem fio, recursos que podem quebrar um galho na hora do sufoco.
ARMAZENAMENTO
O armazenamento interno é essencial para guardar fotos, vídeos, aplicativos e outros arquivos importantes. As opções de armazenamento variam de 64 GB em dispositivos de entrada até 2 TB em alguns modelos premium.
A escolha da capacidade deve estar relacionada ao tipo de uso, levando em conta que o sistema operacional e aplicativos pré-instalados também ocupam uma parte do espaço. Como nos outros casos, um armazenamento maior, com pelo menos 128 GB, dá mais vida útil ao aparelho.
CONECTIVIDADE
A conectividade de um celular abrange itens como redes móveis (4G, 5G), Wi-Fi, Bluetooth, NFC e GPS.
Com a expansão do 5G desde 2022 no Brasil, optar por dispositivos compatíveis com a rede garante maior longevidade ao dispositivo. A nova geração da internet móvel oferece velocidades maiores e tempo de resposta menor em relação ao 4G.
Já o NFC (comunicação de campo próximo) torna o celular compatível com pagamentos por aproximação, como aqueles feitos via Google Pay ou Apple Pay. Versões mais recentes de Bluetooth e Wi-Fi também permitem que o celular seja compatível com dispositivos novos, como fones de ouvido sem fio e objetos de casa inteligente.
Cyber Monday, a 'xepa da Black Friday', deve oferecer smartphone com desconto
Fonte: Gazeta Mercantil – Economia






