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Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

Redação by Redação
janeiro 12, 2026
in ECONOMIA
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Procuradores federais dos EUA abrem inquérito criminal contra presidente do Fed; movimento acende alerta entre analistas sobre possível interferência do governo Trump na política de juros

SÃO PAULO, SP () – O dólar fechou em leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3718, nesta segunda-feira (12) com investidores reagindo à abertura de uma investigação criminal pelo governo Trump contra o presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Jerome Powell, no domingo (11).

Já a Bolsa recuou 0,13%, a 163.150 pontos, após passar praticamente todo o pregão próxima da estabilidade, em um dia marcado por agenda doméstica esvaziada.

A iniciativa do governo norte-americano foi interpretada nos mercados globais como uma tentativa de pressionar o Fed por novos cortes de juros, o que reacendeu temores sobre a independência da autoridade monetária.

Na véspera, procuradores federais dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o presidente do Fed, Jerome Powell, sobre a reforma da sede do banco central, em Washington. O inquérito, conduzido pela Procuradoria dos EUA de Colúmbia, busca apurar se Powell mentiu ao Congresso sobre o escopo das obras.

Em pronunciamento por escrito, Powell disse que a investigação “deve ser vista no contexto mais amplo de pressão contínua do governo”.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do fato de o Fed definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente [Donald Trump]”, afirmou. “A questão central é se o Fed conseguirá continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação.”

Trump tem pedido repetidamente a renúncia de Powell e pressionado por uma taxa de juros menor. Em novembro de 2025, chegou a afirmar que “adoraria” demitir o presidente do Fed por não reduzir a taxa de juros mais rapidamente.
Questionado sobre o comentário de Powell, Trump afirmou não estar envolvido com a investigação e criticou o dirigente. “Eu não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed, e nem em construir prédios,” afirmou o republicano em entrevista à emissora NBC News no domingo.

A investigação acendeu o alerta entre analistas do mercado financeiro de uma maior interferência de Trump na política de juros dos EUA e levou a queda da moeda internacionalmente.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,23%, a 98.894 pontos.

A notícia também impactou o mercado de commodities. O ouro chegou a subir 2% para US$ 4.600 (R$ 24,66 mil) por onça troy e a prata saltou até 5,9%, alcançando US$ 84,60 (R$ 453,47).

Segundo Ian lopes, economista da Valor Investimentos, os mercados valorizam bancos centrais independentes. “O Fed é a instituição financeira mais importante do mundo e, diante desse ruído, investidores acabam vendendo a moeda americana e ativos alternativos usados como reserva de valor, como ouro e prata, acabam batendo recordes”.

Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, diz que a situação não gera apenas uma maior incerteza em relação à autonomia do Fed. “O reflexo desencadeia também um maior questionamento sobre a trajetória de juros. À medida que esse risco se torna mais presente, os ativos americanos podem se tornar menos atrativos para os investidores, reforçando a tendência de diversificação global, direcionando o capital para outros ativos”.

Para João Daronco, analista da Suno Research, a maior aversão ao risco deve continuar. “Nesse cenário, em que a instabilidade institucional nos Estados Unidos se aprofunda, poderíamos ver uma desvalorização mais acentuada do dólar”.

Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, concorda. “É um momento de reposicionamento, o que acaba chacoalhando ativos. Debates em torno do Fed, Irã e Groenlândia contribuem para uma maior cautela, e os mercados emergentes tendem a sentir esse movimento com mais intensidade”.

No Brasil, a segunda-feira foi de agenda econômica e política esvaziada, com o Congresso Nacional ainda em recesso.

Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 e de 2027 seguiu em R$ 5,50. Já a inflação esperada para 2026 passou de 4,06% para 4,05% e para 2027 seguiu em 3,80%.

A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%.

O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e brasileira, em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$ 6,00 nos últimos meses.

A tese se ampara na estratégia de carry trade, isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas, como a norte-americana, e investem em países de juros mais altos, como Brasil. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

Dólar fecha em alta e Bolsa recua com investigação contra Powell em foco

Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

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