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PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

Redação by Redação
janeiro 13, 2026
in ECONOMIA
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O inquérito deve permanecer concentrado em um escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB

BRASÍLIA, DF () – Investigadores da Polícia Federal afirmam que o inquérito sobre as suspeitas de fraude praticada pelo Master na venda de carteira de crédito para o BRB (Banco de Brasília) poderá ser concluído rapidamente.

Integrantes da corporação que acompanham os trabalhos avaliam que já foram colhidas provas robustas para tirar conclusões sobre a participação de acusados no esquema. Um dos agentes diz, sob condição de anonimato, que essa parte da apuração pode ser finalizada após os depoimentos dos investigados, previstos para o fim de janeiro e o início de fevereiro.

O inquérito deve permanecer concentrado num escopo restrito, com foco na compra pelo Master de carteiras atribuídas à empresa Tirreno e a posterior tentativa de venda do banco de Daniel Vorcaro para o BRB. Os fatos dessa apuração são considerados “simples” pelos investigadores.

Na avaliação desses agentes, inquéritos sobre outras pontas da operação do Master, como uma teia bilionária de fundos de investimentos, a carteira de créditos consignados, as relações com a gestora Reag e eventuais conexões políticas do caso, poderiam ficar para um segundo momento.

Como revelou a Folha de S. Paulo, o BC identificou seis fundos de investimento suspeitos de fazer parte do esquema de fraude capitaneado pelo ex-banqueiro.

Segundo integrantes da PF, a conclusão da apuração seria possível porque os investigadores optaram por se concentrar nas relações Master-Tirreno-BRB, que envolveria a fabricação de créditos fraudulentos para inflar a carteira do Master que, em seguida, foi repassada ao BRB. O esquema envolveu crédito inexistentes de R$ 12,2 bilhões.

Por essa acusação, foram presos em 17 de novembro, além de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.

Lima, Bull e Silva foram intimados a depor à PF entre os dias 26 e 28 de janeiro no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de venda ao BRB. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também investigado, prestará depoimento na mesma época, assim como Vorcaro, cujo depoimento está previsto para o dia 27.

A PF ainda pode ampliar a apuração sobre a atuação de Vorcaro, do Master e de outros investigados, com a abertura de novos inquéritos. No entanto, a decisão dos agentes, por enquanto, é concentrar os esforços na apuração sobre as fraudes e evitar que uma única investigação se amplie indefinidamente com a inserção de fatos novos.

A corporação já iniciou apurações preliminares sobre a atuação de um exército de influenciadores para atacar a atuação do BC e a possível participação de Vorcaro na contratatação desses perfis. Como mostrou a Folha de S. Paulo, pelo menos 46 perfis em redes sociais fizeram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso do Banco Master.

Ainda não há inquérito aberto -as investigações estão em curso com um procedimento da PF chamado NCV (Notícia-Crime em Verificação). Uma das possibilidades é abrir um novo inquérito.

Outros inquéritos sigilosos sobre o Master já tramitam tanto no STF (Supremo Tribunal Federal) quanto na primeira instância. A investigação começou na Justiça do Distrito Federal, mas foi remetida ao Supremo depois de uma citação a um negócio imobiliário entre Vorcaro e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).

Agentes da PF afirmam ter provas de que Vorcaro pretendia fugir do país e que o anúncio de negociação para a venda do Master para a Fictor, poucas horas antes da sua prisão, era uma simulação e acabou servindo para desviar atenções sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro.

O dono do Master foi preso pela PF, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior, com o argumento de que fecharia a venda para a Fictor em Dubai. A proposta sustenta a tese da defesa de Vorcaro de que o banco tinha condições de sobrevivência, sem que fosse necessário o BC decretar a liquidação do Master.

Os advogados do ex-banqueiro negam a fuga e dizem que ele estava viajando para fechar o negócio, mas investigadores ouvidos pela reportagem afirmam que o jato particular tinha como primeira parada Malta, para tentar fugir do Brasil e evitar a prisão.

A defesa de Vorcaro tem usado como estratégia o argumento de que houve uma articulação entre BC, Ministério Público e PF para liquidar o banco naquele mesmo dia. Os investigadores sustentam, no entanto, que o BC é obrigado a informar os indícios de fraudes. Para um integrante da PF, essa seria uma tentativa de enfraquecer e desqualificar a atuação do BC ,

No comunicado divulgado no final da tarde do dia 17 de novembro, a Fictor informou que pretendia comprar o Master em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão. Os nomes desses investidores não foram revelados.

Um integrante da PF a par do caso, que falou na condição de anonimato, indagou de forma irônica onde estaria o dinheiro dos árabes que nunca que apareceu. Esse é um dos focos das investigações.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (12), a Fictor admite que tem enfrentado dificuldade de liquidez para honrar compromissos. A empresa, que chegou a anunciar ter dinheiro para comprar o Master, se comprometeu a regularizar a situação no dia 12 de fevereiro de 2026. “Nos próximos dias, anunciaremos a entrada de um investidor relevante no grupo.”

PF prevê conclusão rápida de inquérito sobre fraudes do Master

Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

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