Bombardeio em Teerã matou Abu al Qasem Babaiyan, que havia assumido o cargo há apenas uma semana após a morte do antecessor. Ataque ocorre em meio à escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã na região.
O Exército de Israel confirmou neste domingo (8) ter matado, em um bombardeio realizado no sábado, o chefe do Gabinete Militar do líder supremo do Irã. O militar havia assumido o cargo poucos dias antes, após a morte de seu antecessor no início da guerra.
Segundo as Forças Armadas israelenses, o ataque ocorreu em Teerã e teve como alvo Abu al Qasem Babaiyan. A operação foi realizada pela Força Aérea com base em informações consideradas precisas fornecidas pela Direção de Inteligência Militar.
Babaiyan estava no cargo havia apenas uma semana. Ele substituiu Mohamed Shirazi, morto na primeira onda de ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra a República Islâmica.
Após a confirmação da morte do militar iraniano, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão perseguindo líderes do país rival.
Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã em 28 de fevereiro. Durante os ataques iniciais, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano desde 1989, foi morto.
De acordo com autoridades israelenses, além de Khamenei, ao menos outros 40 altos funcionários iranianos teriam sido mortos durante a ofensiva. Desde então, o governo israelense afirma que continuará atacando eventuais substitutos desses dirigentes.
Na terça-feira, as Forças Armadas de Israel também mataram, em um bombardeio em Teerã, o comandante responsável pelo Líbano da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele havia assumido o posto após a morte do comandante anterior em outro ataque israelense.
Uma assembleia de especialistas religiosos xiitas já escolheu um novo líder, cuja identidade ainda não foi divulgada, para substituir o Conselho de Liderança iraniano responsável pela condução do país.
O Irã respondeu com ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Projéteis iranianos também foram registrados em incidentes no Chipre e na Turquia.






