Solidário à Venezuela, atingida por dois fortes terremotos, Vin Diesel fez uma publicação em sua página no Instagram para demonstrar apoio ao país. O momento também levou o ator a relembrar Paul Walker e um gesto que o colega, morto em 2013, teve após o terremoto no Haiti e que ele nunca esqueceu.
“Esta semana, participei de uma reunião no estúdio em que alguém afirmou, com orgulho genuíno e merecido, que a nossa exibição no Cannes Classics tinha sido a mais viral da Universal nos últimos anos. Entendo por que isso é uma vitória… Mas vocês sabem como é: alguém nos diz algo esperando uma determinada reação, e a nossa mente vai para um lugar completamente diferente, para o seu próprio canto de memórias”, começou o ator, protagonista da franquia “Velozes e Furiosos”.
“A minha mente foi para aquele momento estranho e surreal de tristeza no fim da exibição viral em Cannes. Ver meu irmão na tela, me entregando as chaves, em uma cena da qual me lembro como se fosse ontem. Os aplausos cessaram. A sala ficou em silêncio. Os olhares se voltaram para mim. E eu não consegui impedir a única lágrima que agiu por conta própria e decidiu cair”, contou.
“Em 2010, um terremoto devastou a ilha de Hispaniola. O presidente do país me pediu para ir até lá e percorrer as ruas do Haiti, para mostrar força… e para ligar para todos que eu conhecia e implorar que ajudassem, que ficassem ao lado das pessoas que tinham perdido tudo por algo que ninguém poderia evitar. A única pessoa que respondeu ao chamado foi Pablo”, recordou, referindo-se a Paul Walker.
“Depois disso, ele me perguntou o que eu achava de ele criar uma organização, porque tinha visto a necessidade com os próprios olhos. Ele chegou a me perguntar como deveria chamá-la”, lembrou ainda, ao falar da Reach Out Worldwide, organização sem fins lucrativos fundada em 2010 por Paul Walker, com o objetivo de levar equipes de resposta a desastres para reforçar os esforços locais de socorro.
“Naquele momento, nos tornamos irmãos para sempre… não por causa de um filme, de prêmios ou de recordes quebrados, mas por compartilharmos o mesmo reconhecimento da compaixão pelos abandonados”, afirmou.
“Por isso, enquanto eu estava naquela sala, ouvi a voz dele novamente. Para o estúdio, para a nossa indústria, do nada… fiz a única pergunta que importava: o que estamos fazendo pelas vítimas da catástrofe natural desta semana?”, acrescentou, referindo-se ao povo venezuelano.
“Neste exato momento, em outra área dessa mesma região, famílias estão sendo resgatadas dos escombros de terremotos que aconteceram sem intervalo. Pessoas desconhecidas chegam com suas próprias pás. Equipes de resgate de países distantes entram em prédios destruídos à procura de crianças cujos nomes nunca saberão. Mantenham a Venezuela em seus pensamentos”, escreveu.
“Porque chegará um dia, talvez não durante a minha vida, talvez durante a vida dos seus filhos, em que a graça e a beleza dos abandonados virão em seu socorro. A graça se move nas duas direções. Ela sempre encontra o caminho de volta para casa”, concluiu.
Lembrando que Paul Walker morreu no dia 30 de novembro de 2013, aos 40 anos, vítima de um acidente de carro.










