O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, afirmou nesta quarta-feira que qualquer cidadão israelense encontrado no país será deportado imediatamente. A Malásia, de maioria muçulmana, não reconhece o Estado de Israel e mantém uma posição de forte apoio à causa palestina.
A declaração foi dada após jornalistas questionarem o premiê sobre informações de que pessoas com dupla nacionalidade, incluindo a israelense, estariam em Johor, no sul do país.
“Estamos investigando. Não vamos permitir isso. Caso sejam identificados cidadãos israelenses, como não reconhecemos Israel, eles serão deportados imediatamente”, afirmou Anwar, segundo a agência estatal Bernama.
O primeiro-ministro confirmou que diferentes órgãos de segurança participam da apuração sobre a possível presença de israelenses em território malaio.
Na terça-feira, o governo regional de Johor pediu ao Ministério do Interior e a outras autoridades que investigassem o funcionamento de uma escola em Forest City, área próxima à fronteira com Singapura e voltada para o estreito de Johor.
Segundo a Bernama, há suspeitas de que cidadãos israelenses estejam ligados à instituição, embora ainda não esteja claro qual seria a participação deles.
As denúncias surgiram após publicações nas redes sociais afirmarem que estrangeiros com passaporte israelense e documentos de outros países teriam tentado entrar ou permanecer na Malásia.
Anwar, no cargo desde novembro de 2022, tem feito críticas frequentes ao governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por causa da ofensiva em Gaza iniciada após os ataques do Hamas em outubro de 2023.
A Malásia não mantém relações diplomáticas com Israel. O país, assim como a Indonésia, adota uma política externa de apoio aos palestinos.
De acordo com o Departamento de Imigração da Malásia, cidadãos de Israel e da Coreia do Norte não podem solicitar visto de entrada no país.











