A Procuradoria do Distrito Sul de Nova York pediu à Justiça dos Estados Unidos que o julgamento do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, tenha início em junho de 2027. A proposta foi apresentada nesta terça-feira em documento encaminhado ao tribunal federal.
O cronograma será debatido em uma audiência marcada para quarta-feira. Até lá, a defesa deverá organizar as primeiras manifestações do processo, previstas para setembro, enquanto o governo norte-americano informou que pretende concluir a entrega da maior parte das provas classificadas em novembro.
Segundo a acusação, a expectativa é finalizar a fase de compartilhamento de provas antes da abertura do julgamento. O processo, no entanto, ainda depende da análise de documentos sigilosos e da apreciação de pedidos que deverão ser apresentados pelos advogados de defesa.
O calendário também prevê que a equipe de Maduro tenha até o início de 2027 para protocolar novos recursos. Somente após essa etapa a Justiça deverá definir a agenda definitiva do caso.
Maduro e Cilia Flores voltam a comparecer ao tribunal nesta quarta-feira para mais uma audiência de revisão da ação penal. Eles respondem a acusações de conspiração para narcoterrorismo e importação de cocaína.
Esta será a terceira audiência desde que o casal foi detido, em 3 de janeiro, durante uma operação realizada na residência onde vivia, em Caracas. O ex-presidente se declarou inocente das acusações e permanece preso há mais de seis meses em uma penitenciária federal no Brooklyn.
De acordo com uma reportagem recente do The New York Times, a Justiça dos Estados Unidos poderá enfrentar questionamentos sobre sua competência para julgar o caso, com base em legislação ratificada pelo próprio país. A defesa, liderada pelos advogados Barry Pollack e Mark Donnelly, estuda pedir a anulação do processo alegando irregularidades nas circunstâncias da captura de Maduro na capital venezuelana.
Em abril, o governo dos Estados Unidos flexibilizou parte das sanções impostas à Venezuela para autorizar que o governo venezuelano pagasse os honorários da equipe jurídica responsável pela defesa do ex-presidente e de sua esposa.











