Telegram
A Apple suspendeu da loja da App Store o aplicativo Telegram durante um período desta última segunda-feira (3). Com a medida, os usuários de todo o mundo não conseguiam baixar o aplicativo.
As informações são do portal de notícias britânico Reuters. De acordo com ele, a decisão da marca de celular aconteceu após o Telegram violar as diretrizes de proibição de material de abuso sexual infantil.
A reportagem ainda afirma que uma análise da Apple identificou os conteúdos impróprios. Um usuário de iPhone compartilhou o conteúdo usando o aplicativo. A decisão foi confirmada por um porta-voz da empresa.
A medida não durou muito tempo e o Telegram foi restaurado no mesmo dia. A empresa removeu o conteúdo, além de banir o usuário que compartilhou.
“Removemos brevemente o Telegram da App Store depois que nossa análise encontrou conteúdo que violava nossas diretrizes rigorosas, que proíbem material de abuso sexual infantil. O aplicativo foi posteriormente restaurado depois que o desenvolvedor removeu prontamente o conteúdo e baniu o usuário que o publicou”, informou o porta-voz.
Em uma publicação no X, o Telegram afirmou que os relatos sobre o caso são exagerados. Veja:
A medida não afetou quem já tinha baixado o aplicativo e os usuários conseguiam usar normalmente o Telegram. A suspensão só afetou os novos dowloads.
Além disso, o aplicativo permaneceu disponível para a Google Play e na Mac Apple Store. O Telegram já foi reestabelecido.
Outro caso
Ainda segundo a Reuters, em 2018, aconteceu um caso parecido envolvendo as duas empresas.
Na ocasião, a Apple removeu temporariamente o Telegram devido a material que o fundador do aplicativo, Pavel Durov, chamou de “conteúdo inapropriado”.
O acesso foi restaurado após o Telegram reforçar as medidas de segurança.
A reportagem também afirmou que o aplicativo tem sido alvo de escrutínio regulatório pela forma como lida com material de abuso sexual infantil e outros conteúdos ilegais.
Em abril deste ano, a Ofcom, agência reguladora de comunicações do Reino Unido, abriu uma investigação após encontrar evidências que sugeriam o compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
O Telegram negou as acusações do órgão e informou que “praticamente eliminou” a disseminação pública de material de abuso sexual infantil desde 2018.
A empresa também afirmou que usa algoritmos de detecção para monitorar os conteúdos impróprios.






