Deborah Secco
Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, apresentado por Maria Fortuna, que foi ao ar no YouTube do GLOBO na quinta-feira (13), Deborah Secco, de 46 anos, falou sobre diversos assuntos difíceis, como maternidade, divórcio e até mesmo a violência praticada por um ex-namorado, que não queria que ela engordasse.
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Ao longo da conversa, a atriz relembrou que chegou a ser trancada no quarto para que não comesse. Além disso, a veterana confessou ter enfrentado agressões físicas e psicológicas em relacionamentos tóxicos.
Ao ser questionada sobre já ter se submetido a certos tipos de situações em relacionamentos que jamais aceitaria hoje, Deborah Secco foi sincera. “Com certeza. Relacionamentos tóxicos, abusivos, aquele looping de aprisionamento, de a pessoa te manipular a ponto de se sentir dependente dela”, disse.
“Passei por coisas muito graves, agressões físicas, verbais… Já fui trancada para não comer. ‘Não vai comer isso, senão vai ficar gorda.’ Eu achava que era tão ruim que precisava daquilo. Uma carência do cara que não esteve quando devia estar”, acrescentou a atriz.
Fiquei buscando uma vida inteira por isso (por um pai), essa figura, masculina, que não escolheu por mim. Quando era criança, busquei essa aprovação, essa aceitação. E faria o que fosse preciso para tê-lo. E fiz durante anos coisas que jamais faria novamente para ser aceita e ter pessoas. Porque esse foi o padrão que me foi apresentado lá atrás. Fui traída, machucada, enganada. Deborah Secco, atriz.
Ao refletir sobre o assunto de uma forma mais profunda, a intérprete explicou ter buscado um ‘padrão de abandono’ em todas as suas relações, fossem elas amorosas ou não.
Deborah Secco
“Busquei o padrão de abandono em todas as relações: amorosas, de amizade, pessoas que tinha que conquistar, batalhar, que tendiam ao abandono e não ao cuidado. Fazia tudo para ser escolhida. Nossa mente reproduz padrões. É bom saber que minha filha vai crescer sabendo o tipo de pessoa que tem que escolher: quem brigue por ela, quem escolha por ela, quem a ame enlouquecidamente, gaste tempo e atenção com ela”, declarou.
Maternidade
Ainda durante a conversa, ao falar sobre a filha, que hoje está com 10 anos, Deborah revelou que a guarda compartilhada foi um dos momentos mais dolorosos de sua vida. Separada do pai de Maria Flor, ela contou que precisou aprender a lidar com a ausência de parte da rotina da filha.
“Guarda compartilhada foi a minha maior dor. Existe metade de uma vida da minha filha da qual não participo. Isso era inaceitável”, disse.

Deborah Secco, Hugo Moura e a filha Maria Flor
A atriz contou que, no começo, chorava muito e se sentia culpada, como se fosse uma mãe ausente. Com o tempo, porém, a dinâmica familiar foi se ajustando. Deborah também falou sobre a relação de Maria Flor com o pai, Hugo, e afirmou que acompanhar a presença dele na vida da filha tem um significado profundo para ela.
“A paternidade do Hugo me cura , porque tive um pai que não esteve comigo. Acompanhar a experiência da Maria Flor com o pai presente, um pai afeto, que se preocupa e se responsabiliza tanto quanto eu, me cura”, declarou.







