Alerta de tendência! As calças “capri”, ou curtas, estão de volta
A calça capri está de volta. Goste você ou não. E apesar do nome, ela não surgiu na Itália. E sim na Alemanha.
No fim da Segunda Guerra Mundial, a estilista Sonja de Lennart decidiu desafiar uma regra não escrita da época: a ideia de que calça era roupa de homem.
Com materiais improvisados, como cobertores e cortinas, ela criou uma coleção chamada Capri, em homenagem ao destino de férias da família e ao hit “Isle of Capri”.
As mulheres já usavam calças na época, mas principalmente em casa ou no trabalho, especialmente nas fábricas. A capri foi revolucionária porque propôs uma peça casual, mais curta, para os momentos de lazer.
E não só isso: uma calça mais justa, destacando as pernas, também era novidade. Isso porque Sonja tinha um porte mais franzino e queria uma peça que se ajustasse ao corpo dela.
Calça capri
Anos depois, durante uma viagem à ilha italiana de Capri, Sonja dobrou a calça para não molhar a barra. Veio daí a ideia para a versão ainda mais curta que ficou famosa no mundo todo.
Essa fama veio em 1954, quando Audrey Hepburn apareceu usando a peça no filme “Sabrina”.
A gente tinha nos anos 50 as mulheres artistas, e elas conseguiam ousar mais no vestir porque elas não tinham tantas amarras sociais, pelo menos na imagem. Várias celebridades começam a usar como peça de figurino, depois começa a ser fotografada no dia a dia e, aos poucos, as mulheres começam a utilizar no seu dia a dia Maíra Zimmermann, historiadora e coordenadora do curso de Moda da FAAP.
Depois vieram Brigitte Bardot, Elizabeth Taylor e inúmeras releituras. Agora, mais de 70 anos depois, a capri voltou às passarelas e às redes sociais.
Mas e aí? A capri também vai voltar para o seu guarda-roupa?






