Diego Martins fala carreira e nova fase no Dança dos Famosos
Diego Martins, 29 anos, encara a Dança dos Famosos 2026 como mais do que uma nova experiência profissional. Para o ator, cantor e performer, a competição representa a oportunidade de enfrentar um desafio diferente daqueles que já encarou nos palcos, na televisão e na música.
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Em entrevista ao iG, ele revelou que a dança é justamente a linguagem em que sente, que precisa provar algo para si mesmo. O artista foi anunciado no elenco da nova temporada do quadro no último dia 16 de agosto, durante o Domingão com Huck.
Na estreia da fase de grupos, realizada no domingo (23), Diego integrou o Grupo D, ao lado de Bruna Griphao, Gracyanne Barbosa e Junno Andrade. O quarteto se apresentou ao som de “Panamera”, de Tony Salles, ao ritmo do pagodão baiano.
Apesar de ter experiência com dança desde os trabalhos no teatro musical, nos shows e em performances como drag queen, ele explica que a competição apresenta uma situação diferente: desta vez, é ele mesmo quem está no centro da pista.
“Por mais que eu dance desde pequeno, um dos meus trabalhos é dançar também, seja nos musicais, seja nos meus shows, com o meu trabalho na música. A dança por si só, só dançar e de cara limpa, né?”, afirmou.
Diego Martins fala carreira e nova fase no Dança dos Famosos
Para o artista, retirar os personagens e elementos que normalmente acompanham suas performances torna o desafio ainda maior. “Dessa vez é o Diego dançando lá no palco, primeiro num grupo e logo mais em dupla, ou seja, não tem muito pra onde correr”, contou.
É justamente por isso que ele considera a dança uma área na qual precisa se desafiar internamente.
Eu acho que é um desafio muito grande e é algo que acho que essa das coisas que eu teria que provar pra mim mesmo, acho que a dança é algo que eu tenho que provar pra mim mesmo. Falar: ‘Não, Diego, você consegue sim. Você consegue sim. Tá dentro de você’ Diego Martins, ator e dançarino.
A preparação, segundo ele, exige dedicação, estudo e esforço, mas também tem sido uma experiência prazerosa. “É um desafio em que eu tenho que trabalhar, me esforçar e estudar. Mas eu consigo. Fico muito feliz por ter a oportunidade de viver esse desafio. É muito divertido e eu estou adorando”, acrescentou.
Luta e representatividade
Além da nova experiência na dança, Diego também refletiu sobre outro aspecto importante de sua trajetória: a representação da comunidade LGBTQIAPN+ na televisão brasileira.

Diego Martins fala carreira e nova fase no Dança dos Famosos
Conhecido nacionalmente pelo personagem Kelvin, de Terra e Paixão, o artista avalia que houve avanços na maneira como personagens LGBTQIAPN+ são retratados nas produções, mas acredita que ainda existe um caminho a ser percorrido.
“Eu acho sim que existe um avanço grande na forma de representação da comunidade LGBTQIAPN+ na televisão brasileira. Acho também que tem sido uma preocupação das produções fazerem representações mais justas, mais verdadeiras, com mais enredo”, disse.
Ao mesmo tempo, Diego pondera que essa realidade ainda não foi completamente naturalizada.“Não é algo que ainda é 100% naturalizado, infelizmente. Ainda é um longo percurso”, refletiu.
Para ele, a luta pela presença dessas narrativas na televisão continua sendo necessária. “Existe um avanço, não dá pra negar. Existe um avanço sim, mas a luta ainda continua”, declarou.
A própria trajetória de Diego está relacionada à ampliação desses espaços. Além da atuação, ele desenvolveu sua carreira na música e na arte drag. Em 2025, venceu a quinta temporada do The Masked Singer Brasil, sob a fantasia de Odete Roitman.

Diego Martins como Kelvin em ‘Terra e Paixão’
Ao olhar para a infância, o artista conta que nem sempre conseguia imaginar pessoas como ele ocupando os lugares que hoje fazem parte de sua carreira. “Eu fico pensando na minha infância, em momentos onde eu não via pessoas como eu nos lugares que eu ocupo hoje. Então parecia pra mim um dos muito distantes, assim. E hoje eu ocupo esses espaços”, confessou.
Segundo Diego, a percepção de que poderia ocupar grandes espaços veio justamente enquanto isso já estava acontecendo.“Eu fui percebendo que eu posso ocupar esses espaços quando eu já estava ocupando, sabe? E isso é muito bom”, contou.
Ao imaginar o que diria para o Diego que estava começando, o artista acredita que o garoto não teria necessariamente dificuldade para acreditar no futuro, já que muitos dos objetivos atuais nasceram ainda na infância.
“Os sonhos que eu tenho realizado são sonhos que eu tenho desde criança. E para além de sonhos, eu tornei esses sonhos objetivos. Eu não deixei eles só no campo do sonho. Falei: ‘Não, isso é um objetivo. Eu vou alcançar. Eu vou atrás, eu vou trabalhar’”, concluiu.






