Uma americana de 41 anos desenvolveu uma doença ocular crônica e incurável após anos mantendo o hábito de dormir com maquiagem, comportamento que, segundo ela, começou na juventude durante as noites de balada. O problema provocou lacerações recorrentes na córnea, dores intensas e limitações que atualmente afetam atividades como trabalhar e dirigir.
Sarah, que vive em Idaho, nos Estados Unidos, acreditava inicialmente que os olhos secos que sentia eram consequência da genética ou do envelhecimento. Há cinco anos, porém, passou por um episódio que mudou sua percepção sobre o problema. Ao acordar, percebeu que a pálpebra estava grudada ao globo ocular.
“Era como velcro”, descreveu a consultora ao “New York Post”. Depois de conseguir abrir o olho à força, ela sentiu uma dor aguda. A partir de então, passou a sofrer rupturas na córnea aproximadamente a cada três meses.
As crises são tão intensas que Sarah precisa se afastar das atividades cotidianas e permanecer em quartos escuros até que a dor diminua. Segundo ela, os episódios também a impedem de trabalhar e de aproveitar momentos de lazer com os filhos.
A investigação médica identificou a disfunção das glândulas de Meibomius (DGM), uma condição crônica na qual as glândulas responsáveis pela lubrificação das pálpebras ficam bloqueadas.
Sarah relaciona o problema ao antigo hábito de dormir sem retirar a maquiagem. “Sou da geração millennial, então costumava fazer maquiagens malucas nos olhos, com cut crease, delineador gatinho e até delineador na linha d’água, o que é horrível”, explicou.
Ela contou que, após sair à noite, costumava ir diretamente para a cama, dormindo de lado. Com isso, acredita que a maquiagem entrava nas glândulas de Meibômio.
A intensidade da dor fez Sarah comparar as rupturas da córnea a uma tortura. “Eu preferiria passar por um parto novamente do que ter outra ruptura da córnea”, afirmou.
Atualmente, ela utiliza colírios seis vezes por dia, faz higienização com óleo de melaleuca e usa uma máscara térmica. Também encontrou algum alívio com luz pulsada intensa (IPL) e lentes de contato especiais.
Apesar disso, lamenta não ter adotado cuidados antes. “Se eu soubesse que isso ia acontecer, teria implementado uma rotina de limpeza facial noturna”, disse. Para Sarah, a falta de orientação adequada sobre saúde ocular também contribui para situações como a que enfrentou.











