Cuidados com a pele no Carnaval: dicas para uma folia saudável
Repuxamento depois do banho, aspereza, descamação e coceira estão entre as queixas mais comuns quando a pele perde hidratação.
Apesar de frequentemente serem reunidos sob a expressão “pele seca”, esses sinais podem indicar situações distintas. A diferença está tanto na origem do problema quanto no estado da barreira cutânea.
A dermatologista Mariana Pires, parceira da Darrow, explica que reconhecer essa diferença é o primeiro passo para escolher uma rotina adequada.
Condições semelhantes, causas diferentes
Uma pele naturalmente seca apresenta menor produção de oleosidade e pode ter aspecto opaco, textura áspera e sensação de repuxamento, sobretudo depois da higienização. Nesse caso, trata-se de uma característica do próprio tipo de pele.
Já o ressecamento pode surgir de forma passageira mesmo em quem não tem pele seca. Temperaturas baixas, pouca umidade, água muito quente, ambientes climatizados e produtos inadequados estão entre os fatores capazes de alterar temporariamente o equilíbrio cutâneo.
Quando a perda de hidratação se torna mais intensa e a barreira de proteção fica prejudicada, o quadro pode incluir descamação acentuada, irritação, coceira, sensibilidade e pequenas fissuras.
Embora muitas pessoas utilizem esses termos como sinônimos, eles representam situações diferentes. Entender essa diferença é importante porque o tratamento também muda. Enquanto a pele seca faz parte das características naturais da pessoa, a pele ressecada pode ser revertida com mudanças na rotina e produtos adequados. Já a pele extremamente seca exige uma atenção maior para restaurar a barreira cutânea e evitar complicações Mariana Pires
Hidratação vai além da textura do creme
A escolha de um hidratante não deve considerar apenas se a fórmula é leve ou encorpada. Para a especialista, a composição é fundamental, principalmente quando o objetivo é recuperar a proteção da superfície cutânea.
Entre os ingredientes que podem fazer parte dessa estratégia estão a glicerina, conhecida por atrair e preservar água; o esqualano vegetal, que contribui para a nutrição e proteção da pele; a vitamina C, com função antioxidante; e os ácidos graxos, que participam da manutenção da barreira.
“Quando a barreira cutânea está fragilizada, vale priorizar fórmulas que associem agentes umectantes, como a glicerina, a ativos nutritivos, como o esqualano vegetal e os ácidos graxos. Essa combinação ajuda a reduzir a perda de água, restaurar a função de barreira e aliviar os sintomas de ressecamento”, afirma a dermatologista.
O banho também pode interferir
A rotina de limpeza merece atenção especial. Sabonetes excessivamente adstringentes e água em temperaturas elevadas podem retirar parte da proteção natural da pele e agravar a sensação de desconforto.
Nesse caso, vale optar por produtos de limpeza suaves, desenvolvidos para higienizar sem comprometer a barreira cutânea. Muitas vezes, apenas essa mudança na rotina já reduz o desconforto e melhora a hidratação da pele ao longo do dia Mariana Pires,
A consistência do hidratante também pode ser adaptada à necessidade. Produtos em loção podem atender à manutenção diária de peles secas, enquanto fórmulas mais nutritivas tendem a ser indicadas para situações de maior perda de hidratação.
Sinais que não devem ser ignorados
Nem todo quadro de ressecamento pode ser resolvido apenas com mudanças na rotina. Coceira contínua, descamação intensa, rachaduras e episódios recorrentes de sensibilidade justificam uma avaliação dermatológica.
Esses sintomas também podem aparecer em doenças inflamatórias, como a dermatite atópica, que requer abordagem específica.
“Quanto antes a pele recebe os cuidados adequados, maiores são as chances de restaurar a barreira cutânea e controlar os sintomas. Além disso, somente o dermatologista consegue diferenciar um ressecamento comum de outras condições dermatológicas e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente”, conclui Mariana Pires.






