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por que falar de saúde mental é um ato de coragem

Alisson Sakamoto by Alisson Sakamoto
setembro 11, 2026
in LIFESTYLE
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Personare

Setembro Amarelo: por que falar de saúde mental é um ato de coragem

O Setembro Amarelo é a campanha nacional de prevenção ao suicídio, que mantém o lema “Se precisar, peça ajuda!” e tem o dia 10 de setembro como data central. A proposta é falar de sofrimento emocional sem tabu e lembrar que buscar apoio é um caminho possível para qualquer pessoa.

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Resposta rápida sobre o Setembro Amarelo

  • O que é: campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio, criada no Brasil em 2013 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com o Conselho Federal de Medicina (CFM).
  • Lema de 2026:“Se precisar, peça ajuda!”, o mesmo adotado desde 2024.
  • Data central: 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
  • Por que importa: a OMS estima 727 mil mortes por suicídio no mundo em 2021, e o Brasil registrou mais de 16,8 mil em 2023, segundo o Ministério da Saúde.
  • Ajuda imediata: CVV pelo 188 (ligação gratuita, 24 horas) ou pelo chat em cvv.org.br. Em risco imediato à vida, ligue para o SAMU (192).

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre prevenção ao suicídio e combate ao estigma em torno da saúde mental. No Brasil, a mobilização foi criada em 2013 pela ABP, em parceria com o CFM, e ganhou as ruas em 2014, segundo o site oficial da campanha .

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As ações acontecem durante todo o mês de setembro, com o dia 10 como data de referência, por ser o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O CVV também está entre os mobilizadores da campanha desde 2015, conforme o relatório de atividades do CVV .

Em 2026, a ABP promove a iluminação amarela de monumentos e prédios públicos, como o Cristo Redentor e o Congresso Nacional, segundo o portal Qual a Boa Notícias . Escolas, empresas e serviços de saúde aproveitam o período para abrir conversas sobre o tema.

Qual é o lema do Setembro Amarelo 2026?

O lema nacional do Setembro Amarelo 2026 é “Se precisar, peça ajuda!”, adotado pela ABP e pelo CFM desde 2024 e mantido neste ano, conforme a divulgação da campanha de 2026 . A frase convida quem está em sofrimento a procurar apoio antes de chegar ao limite e apresenta o pedido de ajuda como um gesto de cuidado consigo.

No cenário internacional, o tema do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio para o triênio 2024-2026 é “Mudar a narrativa”, definido pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) . A ideia é trocar o silêncio e o estigma por conversas abertas, que facilitem a busca por ajuda.

Prefeituras e hospitais também criam temas próprios para suas ações locais, como “Escutar é estar presente”, adotado pela Prefeitura de Leme (SP) . Esses temas complementam o lema nacional e costumam aparecer em materiais regionais da campanha.

O que os dados mais recentes mostram sobre suicídio e saúde mental?

Segundo o relatório Suicide worldwide in 2021 , publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2025, cerca de 727 mil pessoas morreram por suicídio no mundo em 2021. Isso representa uma em cada 100 mortes, e o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

No Brasil, foram 17.009 óbitos por suicídio em 2023, cerca de 46 por dia, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) reunidos em boletim da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul (2025) . Os homens são a maioria: responderam por 77,8% dos 15.507 óbitos de 2021, segundo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2024) .

Os afastamentos do trabalho mostram outro lado dessa realidade. Em 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais, alta de 15,66% sobre os 472.328 de 2024, segundo o Ministério da Previdência Social .

Ansiedade (166.489 afastamentos) e episódios depressivos (126.608) lideraram a lista em 2025, de acordo com o levantamento da Previdência . As mulheres receberam 63,46% desses benefícios, um recorte que pode ter relação com a sobrecarga entre trabalho, casa e cuidado com a família.

Os números indicam que o sofrimento emocional aparece de formas diferentes em cada grupo. Homens morrem mais por suicídio, enquanto mulheres lideram os afastamentos por ansiedade e depressão, e os dois cenários pedem atenção.

Segundo a cartilha Informando para Prevenir, da ABP e do CFM, 96,8% dos casos de suicídio registrados estão associados a histórico de transtorno mental. Tratar esses quadros a tempo é central para a prevenção, como explica a psicóloga clínica Tatiana Magalhães neste artigo sobre prevenção do suicídio .

Quais são os sinais de alerta de sofrimento emocional?

Algumas falas e comportamentos indicam que uma pessoa pode estar em sofrimento intenso e precisa de atenção. Entre os sinais mais citados em campanhas de prevenção estão:

  • falas de desesperança, como “não aguento mais” ou “seria melhor se eu não estivesse aqui”;
  • sensação de ser um peso para a família ou para os amigos;
  • isolamento repentino e afastamento de pessoas próximas;
  • mudanças bruscas de humor, sono ou apetite;
  • perda de interesse por atividades que antes davam prazer;
  • aumento do consumo de álcool ou de outras substâncias;
  • despedidas incomuns ou organização de pendências sem motivo aparente.

Um sinal isolado não confirma risco, e a combinação de mais de um deles merece uma conversa atenta. Quando o quadro envolve tristeza persistente e falta de energia, vale conhecer também os sinais da depressão e como identificá-los .

Esses sinais costumam surgir sobre uma vulnerabilidade construída ao longo da vida, e um evento difícil, como uma perda ou um divórcio, pode funcionar como gatilho. A diferença entre fatores predisponentes e precipitantes é detalhada no artigo da psicóloga Tatiana Magalhães .

Como ajudar alguém que está em sofrimento emocional?

Quem está por perto costuma ser a primeira ponte entre a pessoa em sofrimento e a ajuda profissional. O mais importante é oferecer presença e escuta, sem pressa de dar conselhos.

Algumas atitudes ajudam nesse momento:

  • Pergunte com calma como a pessoa está e ouça sem julgar ou minimizar o que ela sente.
  • Se perceber sinais de risco, pergunte diretamente se ela tem pensado em tirar a própria vida. Como destaca o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva , responsável por trazer a campanha ao Brasil, falar sobre suicídio com responsabilidade não estimula o ato e pode abrir caminhos para o cuidado.
  • Evite frases como “isso é frescura” ou “tem gente em situação pior”.
  • Incentive a busca por ajuda profissional e ofereça companhia para marcar ou ir à consulta.
  • Se houver risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e ligue para o SAMU (192).

Quem apoia também precisa de apoio, e dividir a responsabilidade com profissionais e outras pessoas da rede faz parte do processo. O Personare tem um guia específico sobre como ajudar uma pessoa com depressão .

Onde pedir ajuda no Brasil?

Existem canais gratuitos para diferentes situações, do apoio emocional ao atendimento de emergência:

  • CVV (188): apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas, por telefone, chat ou e-mail em cvv.org.br . Os voluntários são treinados para ouvir sem julgar e sem dar opinião.
  • SAMU (192): para situações de risco imediato à vida.
  • CAPS e UBS: os Centros de Atenção Psicossocial e as Unidades Básicas de Saúde fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS e oferecem acolhimento e tratamento em saúde mental.
  • Psicólogos e psiquiatras: acompanhamento contínuo para ansiedade, depressão e outros quadros.

No Personare, você encontra especialistas em Psicologia e em terapias integrativas para consultas online ou presenciais. As terapias integrativas podem complementar o cuidado emocional no dia a dia, e em casos de depressão, pensamentos suicidas ou crise o acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra continua indispensável.

Como cuidar da saúde mental no dia a dia?

Pequenos hábitos tendem a fortalecer a saúde emocional ao longo do tempo e funcionam como apoio ao tratamento, quando ele é necessário:

  • Respeite seus limites: dizer “não” a demandas excessivas também é autocuidado.
  • Crie pausas ao longo do dia: respirações profundas, caminhadas curtas ou alguns minutos de silêncio ajudam a reorganizar a mente.
  • Pratique a autocompaixão: fale consigo como falaria com uma pessoa querida em um momento difícil.
  • Cultive uma rede de apoio: conversar com alguém de confiança antes de chegar ao limite faz diferença.
  • Busque acompanhamento profissional: terapia e acompanhamento psiquiátrico podem prevenir agravamentos.

Se o cansaço vem acompanhado de dores, irritação e falta de energia, o corpo pode estar sinalizando cansaço emocional . Quando a exaustão está ligada ao trabalho, vale conhecer os sintomas de burnout e como preveni-los .

Para seguir no tema, a editoria de Depressão e Ansiedade do Personare reúne outros conteúdos com orientação de especialistas.

Conclusão

O Setembro Amarelo 2026 lembra que o sofrimento emocional é comum, tem tratamento e pode ser compartilhado. Os dados mais recentes mostram um desafio crescente no Brasil e reforçam o valor da informação, da escuta e do acesso ao cuidado.

O cuidado com a saúde mental continua depois de setembro, em rotinas de pausa, reflexão e autoconhecimento que fortalecem os dias comuns. Se precisar de apoio agora, o CVV atende pelo 188, a qualquer hora.

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Perguntas frequentes sobre o Setembro Amarelo 2026

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é a campanha brasileira de conscientização sobre prevenção ao suicídio e combate ao estigma em torno da saúde mental. Foi criada em 2013 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), e acontece durante todo o mês de setembro.

O dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, é a data central das ações, que incluem iluminação amarela em monumentos, palestras e materiais informativos.

Qual é o lema do Setembro Amarelo 2026?

O lema nacional do Setembro Amarelo 2026 é “Se precisar, peça ajuda!”, o mesmo usado pela ABP e pelo CFM desde 2024. A frase incentiva quem está em sofrimento a procurar apoio antes de chegar ao limite.

No âmbito internacional, o tema do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio para 2024-2026 é “Mudar a narrativa”, definido pela IASP. Prefeituras e hospitais podem adotar temas locais complementares, como “Escutar é estar presente”.

Falar sobre suicídio pode incentivar alguém?

Falar sobre suicídio com responsabilidade não estimula o ato, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), e a própria campanha Setembro Amarelo nasceu para quebrar esse silêncio.

Perguntar diretamente a uma pessoa em sofrimento se ela tem pensado em tirar a própria vida tende a abrir espaço para o acolhimento. O cuidado está na forma: escutar sem julgar, evitar detalhes sobre métodos e sempre indicar caminhos de ajuda, como o CVV (188).

Como ajudar alguém que está em sofrimento emocional?

O primeiro passo é oferecer presença e escuta, sem julgamentos e sem minimizar o que a pessoa sente.

Pergunte como ela está, ouça com atenção e incentive a busca por ajuda profissional, oferecendo companhia para marcar ou ir à consulta. Se houver sinais de risco imediato, não deixe a pessoa sozinha e ligue para o SAMU (192).

Para apoio emocional a qualquer hora, o CVV atende gratuitamente pelo 188.

Onde encontrar ajuda gratuita e 24 horas?

O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, em todo o Brasil, e também por chat e e-mail em cvv.org.br. O atendimento é sigiloso e feito por voluntários treinados para ouvir sem julgar.

Em situações de risco imediato à vida, a orientação é ligar para o SAMU (192). Para acompanhamento contínuo pelo SUS, os CAPS e as Unidades Básicas de Saúde oferecem acolhimento em saúde mental.

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