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	<title>MUNDO &#8211; JORNAL DA TARDE</title>
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	<description>Notícias do Brasil e do Mundo. No portal JORNAL DA TARDE você fica sabendo em primeira mão de notícias sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo. Informação relevante em primeiro ...</description>
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	<title>MUNDO &#8211; JORNAL DA TARDE</title>
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	<item>
		<title>Zelenski aceita congelar front, e Putin reabre negociações</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/zelenski-aceita-congelar-front-e-putin-reabre-negociacoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; Enquanto o presidente Vladimir Putin debatia a reabertura de negociações sobre a Guerra da Ucrânia com o enviado de Donald Trump em São Petersburgo nesta quarta-feira (21), seu rival Volodimir Zelenski afirmou que um acordo de paz pode ser discutido com o congelamento imediato das linhas de frente [&#8230;]]]></description>
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<p><span class="news_capital_letter">S</span>ÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; Enquanto o presidente Vladimir Putin debatia a reabertura de negociações sobre a Guerra da Ucrânia com o enviado de Donald Trump em São Petersburgo nesta quarta-feira (21), seu rival Volodimir Zelenski afirmou que um acordo de paz pode ser discutido com o congelamento imediato das linhas de frente no seu país.</p>
<p>Questionado por um repórter da Fox News se toparia parar a guerra onde ela está, o ucraniano disse: &#8220;Sim. Se tivermos que congelar tudo agora, acho que essa é a verdadeira maneira de acabar com esta guerra&#8221;.</p>
<p>Segundo o monitor ucraniano DeepState, Putin hoje ocupa 19,4% da Ucrânia, incluindo aí os 7,3% que detinha da Crimeia anexada em 2014 e dos territórios controlados por separatistas pró-Rússia desde aquele ano, quando o governo aliado do Kremlin foi derrubado em Kiev.</p>
<p>A coreografia diplomática do dia foi empregada em um dos piores momentos de Zelenski na guerra iniciada por Putin em 2022. Há duas semanas, Trump adotou novamente uma política favorável a Moscou para tentar solucionar o conflito.</p>
<p>Suspendeu um pacote de sanções contra Moscou e fechou um acordo para comprar diesel russo, de olho no efeito da inflação de combustíveis, turbinada por sua guerra no Irã, e nas chances de manter o controle do Congresso no pleito de novembro.</p>
<p>Tornou intermitente o compartilhamento de informação sobre lançamentos balísticos contra a Ucrânia e a cobertura de satélite militar para as forças de Zelenski, problemas em tese resolvidos agora.</p>
<p>A autoria do corte na rede Starshield ainda é um mistério: o dono do serviço, Elon Musk, diz que os militares americanos são os operadores. Já a Casa Branca negou ter feito o corte, e o Wall Street Journal publicou reportagem culpando Musk pela ação.</p>
<p>Seja como for, o recado foi dado, até porque Trump foi ainda mais explícito: nos últimos dias, pediu a realização de eleições e a saída de Zelenski, irritado com a manutenção dos disruptivos ataques com drones a refinarias russas. Os parceiros europeus de Kiev assistiram a tudo com um misto de horror e impotência.</p>
<p>Apesar de satisfeitos, os russos sabem que este é o modus operandi de Trump, desenhado no livro &#8220;A Arte do Negócio&#8221; (1987), então querem aproveitar o momento de pressão antes que o americano resolva aliviar a situação de Zelenski e virar-se contra Putin, como já fez em outras ocasiões.</p>
<p>Assim, ganham tempo sinalizando disposição para conversas que observadores na Rússia temem escamotear o fato de que Putin acredita em vitória militar contra o vizinho.</p>
<p>O russo afirmou a Witkoff que está pronto para reabrir em novembro as conversas mediadas pelos EUA, que estão estagnadas desde o começo do ano, quando Trump voltou sua atenção para o Oriente Médio. Zelenski conversou com os americanos depois, e disse que também aceita e gostaria de ver as negociações em curso já no começo do mês.</p>
<p>Administrando o tempo, Putin fez um gesto de boa vontade a Steve Witkoff, o negociador americano com quem se encontrou pela nona vez nesta quarta-feira.</p>
<p>Soltou, a pedido de Trump e sem a reciprocidade de praxe, o americano Stephen Hubbard, 74, o último americano detido na Rússia por motivos que o Departamento de Estado considera injustificados. Professor de inglês aposentado, o idoso morava em Izium (Ucrânia) quando foi capturado pelas forças invasoras russas em 2022.</p>
<p>Acusado de ser um mercenário, algo que dizia ser fabricado, ele foi condenado em 2024 a seis anos e dez meses de cadeia, que cumpria em uma colônia penal. Ele foi levado para São Petersburgo e entregue aos americanos.</p>
<p>No início da reunião de três horas com Putin, Witkoff abusou de mesuras, chamando o líder russo de &#8220;um humanitário&#8221;. No segmento aberto do encontro, o presidente falou em parceria econômica com os EUA, enquanto o negociador relatou &#8220;avanços&#8221; na conversa que tivera na véspera em Oslo com Zelenski.</p>
<p>Participou, por vídeo e alegando problemas de saúde para não viajar, Jared Kushner, o genro de Trump que funciona como embaixador informal dos negócios do sogro -o que já abriu várias frentes na própria Rússia. Mais tarde, Witkoff disse que a reunião foi produtiva, &#8220;mas há muito trabalho pela frente&#8221;.</p>
<p>Como costuma fazer, Trump adotou um tom otimista ao comentar o cenário. Disse que está &#8220;mais perto do que nunca&#8221; de finalizar a guerra. Com efeito, sua frase foi dita ao mesmo tempo em que as primeiras explosões de um ataque noturno a Kiev e outras cidades ucranianas eram registradas.</p>
<p>Há a expectativa de que algum avanço possa ocorrer no próximo mês, durante o encontro da associação dos países da Ásia-Pacífico na China. Está sendo costurado um encontro de cúpula entre Trump, Xi Jinping e Putin, algo que críticos do russo veem apenas como uma legitimação de sua posição no conflito.</p>
<p>Logo depois de receber Witkoff, o líder do Kremlin reuniu-se com o premiê chinês, Li Qiang. A imprensa russa só citou a possibilidade da costura de uma reunião entre Putin e Xi na pauta da conversa.</p>
</p></div>
<p></p>
<h4>Zelenski aceita congelar front, e Putin reabre negociações</h4>
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			</item>
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		<title>Viajando pela Europa? Veja dicas para evitar áreas de protesto e como buscar ajuda</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/viajando-pela-europa-veja-dicas-para-evitar-areas-de-protesto-e-como-buscar-ajuda</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 20:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[MILÃO, ITÁLIA (JORNAL DA TARDE) &#8211; A fotógrafa brasileira Janaina Villela estava no caixa de uma loja de departamentos na praça do Duomo, em Milão, quando uma funcionária disse: &#8220;You must go&#8221;, você precisa ir. Era o meio da tarde da última segunda-feira (19), e comerciantes da região temiam a repetição das cenas de vandalismo [&#8230;]]]></description>
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<p><span class="news_capital_letter">M</span>ILÃO, ITÁLIA (JORNAL DA TARDE) &#8211; A fotógrafa brasileira Janaina Villela estava no caixa de uma loja de departamentos na praça do Duomo, em Milão, quando uma funcionária disse: &#8220;You must go&#8221;, você precisa ir. Era o meio da tarde da última segunda-feira (19), e comerciantes da região temiam a repetição das cenas de vandalismo registradas no fim de semana.</p>
<p>&#8220;Eu chamei minha amiga e disse para irmos embora. Olhei o mapa no celular e decidimos sair por trás da loja. Fomos até [o bairro de] Brera&#8221;, disse Villela. Naquele dia, lojas abaixaram as portas antes do horário no entorno do Duomo, a catedral que é o maior ponto turístico da cidade, e no Quadrilátero da Moda, que concentra grifes de luxo.</p>
<p>Villena mora em São Paulo e está de férias entre Itália e França, em uma excursão organizada por uma agência especializada em arte. Além do susto e da mudança de bairro forçada, a passagem dela por Milão, que durou três dias, não teve outros imprevistos.</p>
<p>Programada no começo do ano, sua viagem coincide com uma onda de protestos em cidades da Itália, França, Portugal, Espanha e Bélgica. Os motivos giram em torno de insatisfações com a alta do custo de vida, o sistema escolar e condições de moradia.</p>
<p>Em Paris e Milão, grupos minoritários quebraram vitrines, incendiaram carros e saquearam lojas. Houve confrontos com policiais, que lançaram bombas de efeito moral. Milhares de pessoas foram detidas, e autoridades anunciaram medidas como toque de recolher, reforço de agentes e penas mais duras. Novos atos estão programados para o próximo fim de semana.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o turismo segue acontecendo nessas cidades, assim como as atividades cotidianas de seus moradores. Nos últimos dias, repercutiram nas redes sociais cenas de pessoas atravessando protestos em Paris arrastando malas, praticando atividade física e bebendo em restaurantes com aparente tranquilidade.</p>
<p>Apesar de países como Itália e Alemanha terem emitido alertas para cidadãos que pretendem ir para a França, não há restrições de viagens em vigor.</p>
<p>Até quarta-feira (21), o Itamaraty não tinha emitido alertas relacionados aos protestos na Europa. Os avisos podem ser verificados no Portal Consular.</p>
<p>Questionado pela Folha de S.Paulo, o ministério recomenda que turistas evitem multidões e locais onde estejam agendados protestos, se informem pela mídia local da realização de atos e sigam &#8220;rigorosamente as orientações das autoridades&#8221;. Também indica que o turista acompanhe sites e redes sociais de embaixadas e consulados brasileiros nos países que for visitar.</p>
<p>Assim como acontece em São Paulo com a avenida Paulista, manifestações na Europa costumam ter como pontos de partida e de encerramento ruas e praças conhecidas pelos moradores por reunir esses atos. A maior parte dos outros bairros não é afetada.</p>
<p>Em Milão, costumam receber protestos a praça do Duomo, a frente da estação Centrale e o corso Venezia. Em Paris, os últimos atos foram registrados no entorno da Place de la République e em Les Halles, com as praças da Bastille e da Concorde também afetadas.</p>
<p>&#8220;Para viajantes, é melhor evitar áreas onde ocorrem protestos e, para isso, perguntar à hospedagem&#8221;, diz Agnès Angrand, diretora para a América do Sul da Atout France, órgão do governo de promoção do turismo. Ela indica monitorar os canais da RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), que tem atualizações em tempo real sobre meios de transporte.</p>
<p>Um dos principais efeitos de manifestações são desvios de linhas de bondes e ônibus e o fechamento de estações de metrô. Os moradores costumam receber notificações dos aplicativos de transporte público antes e durante os atos. Para o visitante em dúvida, vale se informar com moradores, guias turísticos e funcionários de hotéis.</p>
<p>Também é possível que atrações turísticas fechem as portas de forma inesperada. Foi o que aconteceu com o Museu do Louvre na segunda-feira (19), alvo de protestos estudantis. No site, o museu informava que todos os bilhetes seriam automaticamente reembolsados. Para evitar frustrações, confirme antes de se deslocar se a atração está em funcionamento.</p>
<p>Em geral, as manifestações começam no período da tarde, o que deixa as manhãs mais propícias para passeios ao ar livre ou em pontos muitos famosos. Os finais de semana também costumam concentrar mais atos do que os dias entre segunda e sexta-feira.</p>
<p>Embora possa ser conveniente contratar um seguro de viagem internacional, especialmente para imprevistos de saúde, é preciso checar as diferenças entre apólices sobre reembolsos em caso de cancelamentos ou de danos ligados a agitações populares. Em geral, riscos ligados a eventos conhecidos, como uma manifestação, ou o cancelamento por receio de possíveis protestos não estão incluídos.</p>
<h3 class="news_h3" style="font-size: 1.2em; font-weight: bold; color: #006da6;">O QUE O TURISTA BRASILEIRO DEVE FAZER EM CASO DE PROTESTOS NA EUROPA</h3>
<ul>&#13;</p>
<li>Buscar conhecer e seguir as orientações das autoridades locais</li>
<p>&#13;</p>
<li>Evitar multidões e locais da cidade onde estejam agendados protestos</li>
<p>&#13;</p>
<li>Monitorar a imprensa local, para se manter atualizado sobre protestos e seus desdobramentos</li>
<p>&#13;</p>
<li>Procurar se informar com moradores locais, guias turísticos ou funcionários de hotéis sobre manifestações naquele dia</li>
<p>&#13;</p>
<li>Seguir canais e aplicativos de transporte público das cidades visitadas, para atualizações em tempo real sobre protestos e interrupções de serviço</li>
<p>&#13;</p>
<li>Checar antes de ir se atrações turísticas, centros comerciais e restaurantes estão abertos</li>
<p>&#13;</p>
<li>Acompanhar as páginas eletrônicas e redes sociais da Embaixada do Brasil e dos Consulados-Gerais no país para o qual se desloca</li>
<p>&#13;</p>
<li>Ter em mãos números de emergência e endereço de hospedagem. Na União Europeia, o número de emergência é 112 para todos os países</li>
<p>&#13;
                                                                    </ul>
</p></div>
<p></p>
<h4>Viajando pela Europa? Veja dicas para evitar áreas de protesto e como buscar ajuda</h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Paris tem toque de recolher decretado pelo terceiro dia</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/paris-tem-toque-de-recolher-decretado-pelo-terceiro-dia</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; A França decretou nesta quarta-feira (21) um toque de recolher em alguns bairros de Paris pela terceira noite consecutiva, para evitar tumultos como a onda de violência do último fim de semana. A medida vale das 23h às 6h, no horário local, e abrange duas áreas da capital: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<p><span class="news_capital_letter">S</span>ÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; A França decretou nesta quarta-feira (21) um toque de recolher em alguns bairros de Paris pela terceira noite consecutiva, para evitar tumultos como a onda de violência do último fim de semana. A medida vale das 23h às 6h, no horário local, e abrange duas áreas da capital: a Praça da República, um dos epicentros dos confrontos de sábado, e a região comercial de Les Halles.</p>
<p>Autoridades da capital também proibiram aglomerações a partir das 20h até a manhã de quinta em áreas estratégicas mais amplas, como a avenida Champs-Élysées, um dos principais pontos turísticos, e as estações ferroviárias.</p>
<p>A França se prepara para uma nova rodadamanifestações no próximo sábado. A Unef, principal entidade estudantil do país, convocou novos atos, e o movimento dos Coletes Amarelos apresentou às autoridades um plano de marcha pelo centro de Paris.</p>
<p>Sob pressão, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou uma mobilização policial maciça. O governo prometeu uma operação de segurança reforçada, após reconhecerer falhas na resposta inicial, e há previsão de que tropas do Exército sejam mobilizadas junto com contingentes policiais adicionais.</p>
<p>A bancada do partido da ultraesquerda França Insubmissa (LFI), liderada pelo presidenciável Jean-Luc Mélenchon,criticou o plano. &#8220;Os manifestantes não são inimigos internos. O governo francês não deve entrar em guerra contra seu próprio povo&#8221;, afirmou a legenda, em comunicado.</p>
<p>Lecornu reuniu-se nesta quarta com as principais centrais sindicais, que denunciaram a falta de anúncios concretos em resposta às reivindicações sobre salários e serviços públicos.</p>
<p>O prefeito do departamento do Rhône anunciou nesta quarta-feira a proibição de uma manifestação prevista para a tarde de quinta-feira, em Lyon, organizada pela Unef.</p>
<p>Macron, que se reunirá na quinta-feira (21) com autoridades de inteligência e ministros de alto escalão para discutir a crise, prometeu impedir a repetição da violência. &#8220;Aqueles que quiserem provocar desordem serão impedidos de fazê-lo&#8221;, disse a jornalistas durante visita ao Qatar.</p>
<p>Na ocasião, Macron classificou como &#8220;estúpidos&#8221; e &#8220;inaceitáveis&#8221; os comentários de líderes estrangeiros sobre os tumultos. O presidente dos EUA, Donald Trump, culpou imigrantes e o islamismo radical pelo cais, sem apresentar provas, e afirmou que a França está sendo &#8220;conquistada, saqueada e reduzida a cinzas&#8221;. Já o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, também se manifestou, ao considerar o país um refúgio do &#8220;islamismo extremista&#8221;.</p>
<p>Macron acusou esses líderes, que enfrentam eleições legislativas nas próximas semanas, de fazer campanha às custas da França. Ele mencionou ainda a &#8220;desinformação estrangeira&#8221; que se seguiu aos acontecimentos e criticou os que &#8220;ingenuamente repetem o que aparece na inteligência artificial&#8221;.</p>
<p>As autoridades têm atribuído parte do caos a pequenos grupos de ultraesquerda. Os saques, por sua vez, são atribuídos a criminosos oportunistas. Segundo o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, cerca de 2.500 pessoas foram detidas após os protestos.</p>
<p>Do total, 917 suspeitos foram encaminhados para responder a processos e 174 estão presas, aguardando julgamento ou já condenadas.</p>
<p>Os protestos começaram com mobilizações de estudantes do ensino médio contra a queda da qualidade do ensino e a deterioração das escolas, mas se ampliaram e passaram a refletir a insatisfação com a alta dos preços e a piora dos serviços públicos.</p>
<p>O ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou que apresentará na segunda-feira suas &#8220;primeiras decisões&#8221; às organizações estudantis.</p>
<p>Uma resposta política que implique mais gastos públicos é complicada. O governo, minoritário no Parlamento, busca aprovar um importante ajuste fiscal em 2027 para sanear as contas públicas e tranquilizar os mercados.</p>
<p>A crise tem efeito político a seis meses da eleição presidencial, com candidatos da ultradireita e da ultraesquerda liderando nas pesquisas. Macron não pode concorrer à reeleição.</p>
</p></div>
<p></p>
<h4>Paris tem toque de recolher decretado pelo terceiro dia</h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer do papa era localizado, e novas terapias não são necessárias, diz boletim médico</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/cancer-do-papa-era-localizado-e-novas-terapias-nao-sao-necessarias-diz-boletim-medico</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 17:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[BRASÍLIA, DF (JORNAL DA TARDE) &#8211; Resultados de novos exames mostram que o câncer diagnosticado no papa Leão 14 era localizado e, retirado com cirurgia, não exige tratamentos adicionais, afirmou boletim médico divulgado nesta quarta-feira (21). O papa recebeu alta no último sábado (17) e já está de volta aos trabalhos no Vaticano. &#8220;Os resultados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<p><span class="news_capital_letter">B</span>RASÍLIA, DF (JORNAL DA TARDE) &#8211; Resultados de novos exames mostram que o câncer diagnosticado no papa Leão 14 era localizado e, retirado com cirurgia, não exige tratamentos adicionais, afirmou boletim médico divulgado nesta quarta-feira (21). O papa recebeu alta no último sábado (17) e já está de volta aos trabalhos no Vaticano.</p>
<p>&#8220;Os resultados do exame histológico final e as análises de biologia molecular do tecido removido durante a cirurgia do Santo Padre foram concluídos hoje. Os achados confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, com a doença permanecendo localizada. Uma avaliação oncológica subsequente confirmou que não é necessária nenhuma terapia adicional&#8221;, afirmou comunicado, assinado pelo médico do papa, Luigi Carbone, e pelo cirurgião Stefano Margaritora.</p>
<p>O papa Leão 14 voltou à Praça de São Pedro nesta quarta-feira para realizar a primeira audiência geral desde que passou pela cirurgia para retirada de um tumor maligno no pulmão. Ele chegou ao local em seu papamóvel aberto, ovacionado pelo público, acenando para a multidão e abençoando bebês no caminho.</p>
<p>O pontífice de 71 anos, que prometeu no domingo (18) retomar gradualmente suas funções como líder dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, permaneceu de pé na parte traseira do veículo enquanto ele percorria a praça, acenando, sorrindo e parando para conversar com peregrinos.</p>
<p>Leão 14 teve o lobo inferior do pulmão direito removido em uma cirurgia no último dia 13 e foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão. O pontífice, eleito em maio de 2025, é o papa mais jovem em décadas, e o diagnóstico provocou comoção e levantou dúvidas sobre o futuro de seu pontificado.</p>
<p>A audiência desta quarta-feira seguiu o formato habitual. A multidão começou a se reunir horas antes do início, marcado para as 9h45 do horário local, protegendo-se com guarda-chuvas sob um céu cinzento e uma garoa fina.</p>
<p>&#8220;A primeira coisa que quero dizer a vocês é: obrigado pelo apoio e pelas orações&#8221;, disse Leão 14 à multidão em suas palavras iniciais, sem mencionar diretamente seu estado de saúde.</p>
<p>&#8220;Demos graças a Deus por sua generosidade&#8221;, disse o papa, enquanto aplausos irrompiam na praça. &#8220;Renovemos nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus.&#8221;</p>
<p>Depois de percorrer a praça nesta quarta-feira, o pontífice proferiu uma homilia em italiano. A única mudança foi o número de idiomas das saudações finais: sete, em vez de nove. O evento durou 50 minutos.</p>
<p>A cirurgia foi concluída com sucesso, sem complicações. Segundo a Santa Sé, o tumor foi completamente removido e, até o momento, não há indicação de quimioterapia. Novas análises ainda devem determinar se será necessário algum tratamento adicional.</p>
<p>O Vaticano não divulgou a agenda de Leão após esta quarta-feira.</p>
<p>O papa tem uma visita programada para o Uruguai, a Argentina e o Peru, de 6 a 17 de novembro, em uma das viagens mais intensas programadas para um líder católico em décadas. A agenda continua prevista, mas pode sofrer alterações.</p>
<p>O cirurgião-chefe disse que Leão 14 pode estar totalmente recuperado a tempo. Já o secretário de Estado do Vaticano indicou que ele talvez precise reduzir o ritmo das atividades para favorecer a recuperação.</p>
</p></div>
<p></p>
<h4>Câncer do papa era localizado, e novas terapias não são necessárias, diz boletim médico</h4>
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			</item>
		<item>
		<title>Órgão da ONU diz que atuação da Meta pode comprometer eleição brasileira e pede reparações</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/orgao-da-onu-diz-que-atuacao-da-meta-pode-comprometer-eleicao-brasileira-e-pede-reparacoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 16:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos (Special Procedures of the Human Rights Council, no original em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram uma nota nesta quarta-feira, 21, expondo &#8220;preocupações&#8221; com a atuação da big tech Meta &#8211; que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp &#8211; na eleição presidencial brasileira. Segundo o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<p><span class="news_capital_letter">O</span>s Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos (Special Procedures of the Human Rights Council, no original em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram uma nota nesta quarta-feira, 21, expondo &#8220;preocupações&#8221; com a atuação da big tech Meta &#8211; que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp &#8211; na eleição presidencial brasileira. Segundo o órgão, a falta de isonomia pode comprometer o pleito.</p>
<p>&#8220;Os especialistas alertaram que tais restrições podem afetar o acesso à informação, a liberdade de reunião pacífica e de associação, além de comprometer as eleições quando as liberdades fundamentais não são respeitadas durante todo o processo eleitoral&#8221;, diz a nota do órgão da ONU.</p>
<p>O Conselho de Direitos da ONU pediram à Meta que avalie se os sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial acabaram restringindo de forma desproporcional um dos candidatos que disputam o segundo turno das eleições. Também foram exigidas explicações e reparações de eventuais falhas sistêmicas.</p>
<p>&#8220;Também pediram que a empresa forneça explicações e mecanismos de reparação adequados, aplique as regras de forma consistente e sem discriminação, mantenha um diálogo transparente com a sociedade civil e garanta que reclamações possam ser tratadas durante o período eleitoral&#8221;, diz a nota.</p>
<p>Observadores internacionais da ONU disseram estar preocupados com a forma em que um candidato tem seus conteúdos políticos prejudicados por falhas sistêmicas nas plataformas da Meta, que acabam favorecendo o opositor. Apesar de a nota não explicitar, as denúncias foram feitas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se queixa de prejuízos eleitorais por conta dos incidentes.</p>
<p>&#8220;Entre os incidentes relatados estão interrupções temporárias da conta de campanha de um dos candidatos; diferenças no engajamento do público, nos feeds dos usuários, na contagem de visualizações e no alcance; restrições a publicações desta campanha no Instagram; e diferenças entre os principais partidos políticos na geração de imagens por IA, nos resultados de busca de canais do WhatsApp, nos Stories dos candidatos e na distribuição de conteúdo político, potencialmente favorecendo a campanha do candidato oposto&#8221;, declara a nota do órgão da ONU.</p>
<p>Sem citar diretamente a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a nota também diz que é preciso que o Judiciário brasileiro seja &#8220;independente e imparcial, incluindo os tribunais eleitorais&#8221;. &#8220;É um pilar da democracia&#8221;, completa o comunicado.</p>
</p></div>
<p></p>
<h4>Órgão da ONU diz que atuação da Meta pode comprometer eleição brasileira e pede reparações</h4>
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		<title>Ciclone monstro atinge ventos de quase 300 km/h e ameaça Taiwan e China</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/ciclone-monstro-atinge-ventos-de-quase-300-km-h-e-ameaca-taiwan-e-china</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 15:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[O supertufão Champi, de categoria 5, se tornou a tempestade mais forte de 2026 em termos de velocidade máxima sustentada do vento, atingindo quase 185 milhas por hora (o equivalente a quase 300 km/h).  Champi, conhecido como &#8216;Ciclone Monstro&#8217;, atingiu essa intensidade ao se deslocar sobre o Mar das Filipinas, a leste das Filipinas e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span class="news_capital_letter">O</span> supertufão Champi, de categoria 5, se tornou a tempestade mais forte de 2026 em termos de velocidade máxima sustentada do vento, atingindo quase 185 milhas por hora (o equivalente a quase 300 km/h). </p>
<p>Champi, conhecido como &#8216;Ciclone Monstro&#8217;, atingiu essa intensidade ao se deslocar sobre o Mar das Filipinas, a leste das Filipinas e a sudeste de Taiwan, mas a sua trajetória exata continua incerta. Alguns modelos de previsão indicavam que Champi continuaria em direção a Taiwan e depois à China, enquanto outros indicam que ele deverá virar para nordeste em direção ao Japão.</p>
<p>Após se formar como uma tempestade tropical na última quinta-feira, Champi levou menos de dois dias para se intensificar, atingindo a força equivalente a um furacão de categoria 4. A tempestade avançou para noroeste através do Oceano Pacífico e chegou a ficar a menos de 16 quilômetros de Guam no sábado.</p>
<p>Imagens divulgadas hoje mostram mais de 1.000 barcos de pesca atracados no porto de pesca de Ruoshan, na cidade chinesa de Shitang, para se protegerem do tufão. As autoridades locais organizaram o regresso das embarcações ao porto como medida de precaução contra a aproximação do tufão. </p>
<p><span style="text-align: center; margin: 0 auto; display: block;">  </span><span style="font-family: Roboto,sans-serif; font-weight: bold; font-size: 14px; line-height: 17px; max-width: 600px; margin: 5px auto; display: block;">[Embarcações no porto de pesca de Ruoshan]</span><span style="font-family: Roboto,sans-serif; font-weight: 100; font-size: 12px; line-height: 12px; max-width: 600px; margin: 0 auto; display: block;">© Getty Images</span>  </p>
<p>Esta é a terceira vez que Champi atinge o equivalente a um furacão de categoria 5. A primeira vez foi seis horas depois de passar por Guam, em 17 de outubro, com ventos sustentados de cerca de 265 km/h. Em seguida, enfraqueceu brevemente antes de se intensificar novamente para a categoria 5 no dia seguinte.</p>
<p>Os ventos sustentados de Champi ultrapassaram os 290 km/h atingidos pelo furacão Polo, no México, em setembro, mas permaneceram abaixo do recorde de 346 km/h estabelecido pelo furacão Patricia em 2015. Ainda assim, é o quarto ciclone de categoria 5 da temporada no Oceano Pacífico ocidental e o sétimo do mundo este ano.</p>
<p>Apelidado por alguns serviços de meteorologia como &#8216;ciclone monstro&#8217;, Champi pode levar ondas gigantes, chuvas torrenciais e &#8220;ventos potencialmente destrutivos&#8221; a diferentes regiões da Ásia nos próximos dias, alerta a MetSul Meteorologia.</p>
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<h4>Ciclone monstro atinge ventos de quase 300 km/h e ameaça Taiwan e China</h4>
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		<title>Deputada atropelada na Austrália tem as duas pernas amputadas</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/deputada-atropelada-na-australia-tem-as-duas-pernas-amputadas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 06:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[A deputada australiana Helen Haines, atropelada na segunda-feira (19), precisou ter a segunda perna amputada após passar por uma nova cirurgia nesta quarta-feira (21). A parlamentar está internada em um hospital de Melbourne, na Austrália, e, segundo a família, seu estado de saúde é estável. O marido da deputada, Phil Haines, falou sobre a situação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span class="news_capital_letter">A</span> deputada australiana Helen Haines, atropelada na segunda-feira (19), precisou ter a segunda perna amputada após passar por uma nova cirurgia nesta quarta-feira (21). A parlamentar está internada em um hospital de Melbourne, na Austrália, e, segundo a família, seu estado de saúde é estável.</p>
<p>O marido da deputada, Phil Haines, falou sobre a situação durante uma entrevista coletiva no hospital para onde ela foi transferida após receber os primeiros atendimentos em Wangaratta, cidade onde ocorreu o atropelamento.</p>
<p>&#8220;A boa notícia é que Helen está viva e estável. Isso é o mais importante para nossa família. Quando pensamos nela, nos aspectos que consideramos mais importantes, são seu coração e sua mente&#8221;, declarou.</p>
<p>Phil agradeceu às equipes de emergência e aos profissionais de saúde que participaram do atendimento após o que classificou como um &#8220;incidente horrível&#8221;.</p>
<p>Ele também reconheceu que a recuperação da esposa, com quem é casado há quase 40 anos, será longa e difícil.</p>
<p>&#8220;Ela é uma lutadora. É uma pessoa determinada que, com nosso apoio e amor, fará tudo o que puder para se recuperar. É isso que esperamos&#8221;, afirmou.</p>
<p><span class="news_bold">Governadora-geral participa de entrevista com a família</span></p>
<p>A governadora-geral da Austrália, Sam Mostyn, participou da entrevista coletiva a convite de Phil Haines. Segundo ele, a esposa tem grande respeito por Mostyn.</p>
<p>A governadora-geral, que também é amiga da deputada, afirmou ter ficado emocionada com o convite para acompanhar a família em um momento tão delicado.</p>
<p>Ela relembrou uma conversa que teve com Helen duas semanas antes do atropelamento, quando as duas discutiram a importância de promover mais respeito e civilidade na sociedade australiana.</p>
<p>&#8220;Como sempre, Helen pensava em maneiras de unir a comunidade australiana e incentivar uma participação maior em nossa democracia, com a mesma gentileza, cuidado e respeito que sempre demonstrou&#8221;, recordou.</p>
<p>Mostyn também defendeu que a reação ao episódio seja inspirada nos valores da parlamentar, destacando a importância de reconhecer a solidariedade das pessoas em vez de estimular conflitos.</p>
<p><span class="news_bold">Suspeito de atropelamento é filho de amigos da deputada</span></p>
<p>Helen Haines foi atropelada na segunda-feira, quando saía de seu gabinete parlamentar em Wangaratta, no estado de Victoria.</p>
<p>O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como um ataque e informou que o suspeito havia sido detido. Na ocasião, as autoridades ainda investigavam a motivação.</p>
<p>Na terça-feira (20), foi revelado que a família do homem acusado mantém uma relação de amizade com a parlamentar há mais de duas décadas.</p>
<p>Rodney Nugent, pai do suspeito, e sua companheira, Christine Cunningham, divulgaram um comunicado no qual manifestaram solidariedade à deputada.</p>
<p>&#8220;Helen é nossa amiga há mais de 20 anos, e o que aconteceu com ela ontem é devastador e incompreensível&#8221;, afirmaram.</p>
<p>Os dois também descreveram a parlamentar como uma pessoa profundamente respeitada pela comunidade local.</p>
<p><span class="news_bold">Homem foi acusado de ataque direcionado</span></p>
<p>O suspeito, morador de Tarrawingee, uma localidade próxima a Wangaratta, foi formalmente acusado pelas autoridades australianas de realizar um ataque direcionado contra a deputada.</p>
<p>Segundo a emissora australiana ABC, ele já participou ativamente do grupo ambientalista Save Our Strathbogie Forest, organização contrária ao corte de árvores na região.</p>
<p>Entretanto, o homem não mantinha contato com o grupo desde a pandemia de covid-19, conforme informações divulgadas pela emissora.</p>
<p>Helen Haines representa a região eleitoral de Indi, no estado de Victoria, no Parlamento australiano desde 2019.</p>
<p>A Polícia de Victoria conduz as investigações com o apoio da Polícia Federal Australiana e dos serviços de inteligência do país.</p>
<p>O acusado permanece detido e deve comparecer nesta quarta-feira (21) ao Tribunal de Wangaratta, responsável pela análise do caso.</p>
<div class="article-embed">
<div class="img-div"></div>
<div class="content">
<p>Helen Haines, de 65 anos, permanece internada em estado crítico após ser atropelada na cidade de Wangaratta. Um homem de 43 anos foi preso, suspeito de provocar o atropelamento intencionalmente. O governo australiano investiga a motivação do ataque, que também mobilizou autoridades de contraterrorismo</p>
<p>                                                                    <small> Notícias ao Minuto | 03:25 &#8211; 20/10/2026 </small></div></div></div>
<p></p>
<h4>Deputada atropelada na Austrália tem as duas pernas amputadas</h4>
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		<title>ONU alerta: Limite de 1,5 grau de aquecimento global já foi ultrapassado</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/onu-alerta-limite-de-15-grau-de-aquecimento-global-ja-foi-ultrapassado</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 04:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[A meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais já não pode mais ser cumprida sem que esse limite seja ultrapassado, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O documento, publicado às vésperas da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span class="news_capital_letter">A</span> meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais já não pode mais ser cumprida sem que esse limite seja ultrapassado, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).</p>
<p>O documento, publicado às vésperas da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada entre 9 e 20 de novembro, na Turquia, alerta que o mundo precisa agir rapidamente para reduzir a intensidade e a duração do aquecimento acima de 1,5°C.</p>
<p>&#8220;A possibilidade de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, sem ultrapassar esse limite ou com uma ultrapassagem limitada, já passou. A tarefa agora é minimizar a duração e a magnitude dessa ultrapassagem e retornar a 1,5°C até o final do século&#8221;, afirma o relatório.</p>
<p><span class="news_bold">O que significa o fracasso da meta de 1,5°C?</span></p>
<p>O limite foi estabelecido como uma das principais referências do Acordo de Paris, assinado em 2015, durante a COP21.</p>
<p>Na ocasião, os países se comprometeram a manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em comparação com os níveis pré-industriais, além de buscar esforços para restringir o aquecimento a 1,5°C.</p>
<p>A nova avaliação da ONU indica que evitar completamente a ultrapassagem desse patamar já não é uma perspectiva viável. Isso, porém, não significa que a temperatura média do planeta permanecerá necessariamente acima de 1,5°C até 2100.</p>
<p>O objetivo agora é impedir que o aquecimento ultrapasse significativamente esse limite e criar condições para que as temperaturas voltem a cair até o fim do século.</p>
<p><span class="news_bold">Emissões precisam cair até 69% até 2040</span></p>
<p>Para reduzir os impactos das mudanças climáticas, o Pnuma analisou um cenário no qual o aquecimento global atingiria um pico entre 1,7°C e 1,8°C, antes de começar a diminuir.</p>
<p>Para que isso aconteça, as emissões globais de gases do efeito estufa precisariam cair drasticamente em relação aos níveis registrados em 2025.</p>
<p><span class="news_bold">Segundo o relatório, seriam necessários cortes de:</span></p>
<p><span class="news_bold">18% até 2030;</span><br /><span class="news_bold">45% até 2035;</span><br /><span class="news_bold">69% até 2040.</span></p>
<p>Além da redução das emissões, seria necessário ampliar significativamente as tecnologias e iniciativas capazes de remover dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera.</p>
<p>O Pnuma ressalta que essas medidas são fundamentais para limitar os prejuízos ambientais, econômicos e sociais provocados pelo aumento das temperaturas.</p>
<p>Mesmo com a adoção dessas ações, a probabilidade de que o cenário se concretize é de apenas 50%, segundo a avaliação da agência da ONU.</p>
<p><span class="news_bold">Compromissos atuais dos países são insuficientes</span></p>
<p>O relatório também alerta para a distância entre as medidas necessárias e os compromissos climáticos já assumidos pelos governos.</p>
<p>As chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que representam as metas individuais de redução de emissões apresentadas pelos países no âmbito do Acordo de Paris, estão longe de garantir os cortes exigidos.</p>
<p>Mesmo que todos os compromissos sejam integralmente cumpridos, as emissões globais cairiam apenas entre 5% e 8% até 2030, em comparação com os níveis de 2025.</p>
<p>Para 2035, a redução estimada seria de 11% a 15%, também abaixo dos 45% necessários para limitar o pico do aquecimento global a aproximadamente 1,7°C ou 1,8°C.</p>
<p>Diante desse cenário, o Pnuma defende a adoção de medidas mais rigorosas e imediatas, especialmente nos setores responsáveis pelas maiores emissões de gases do efeito estufa.</p>
<p><span class="news_bold">Guterres afirma que ultrapassar a meta não significa desistir</span></p>
<p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a impossibilidade de evitar a ultrapassagem de 1,5°C não deve ser interpretada como motivo para abandonar os esforços de combate às mudanças climáticas.</p>
<p>&#8220;Falhar a meta não significa desistir. Ainda podemos fazer com que a ultrapassagem seja a mais breve e limitada possível e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5°C até o final do século&#8221;, declarou.</p>
<p>O secretário-geral destacou a necessidade de acelerar a redução das emissões para evitar que o aquecimento alcance níveis ainda mais elevados.</p>
<p><span class="news_bold">Expansão das energias renováveis oferece oportunidades</span></p>
<p>Apesar do alerta, o relatório identifica avanços que podem contribuir para a redução das emissões nas próximas décadas.</p>
<p>Desde a assinatura do Acordo de Paris, a produção de energia a partir de fontes renováveis cresceu de maneira exponencial, impulsionada pela ampliação da capacidade de geração solar e eólica.</p>
<p>O documento também aponta que o fornecimento global de energia proveniente do carvão e do petróleo cresceu em ritmo inferior ao que havia sido projetado anteriormente.</p>
<p>Além disso, políticas climáticas adotadas por diferentes países contribuíram para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em diversas regiões do mundo.</p>
<div class="article-embed">
<div class="img-div"></div>
<div class="content">
<p>Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 102 seções eleitorais tiveram alterações de endereço para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). O número ainda pode mudar, e a Justiça Eleitoral recomenda que todos os eleitores consultem seu local de votação antes de sair de casa</p>
<p>                                                                    <small> Folhapress | 03:17 &#8211; 21/10/2026 </small></div></div></div>
<p></p>
<h4>ONU alerta: Limite de 1,5 grau de aquecimento global já foi ultrapassado</h4>
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		<title>Milei lança plano para demitir 21 mil servidores na Argentina</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/milei-lanca-plano-para-demitir-21-mil-servidores-na-argentina</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 18:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo da Argentina de Javier Milei publicou decreto, nesta segunda-feira (19), com plano de demissão voluntária que pode alcançar até 21 mil servidores públicos. Desde janeiro de 2023, o governo Milei fechou 77 mil vagas no serviço estatal argentino.  A política faz parte da agenda de corte de gastos de Milei, que assumiu a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<p><span class="news_capital_letter">O</span> governo da Argentina de Javier Milei publicou decreto, nesta segunda-feira (19), com plano de demissão voluntária que pode alcançar até 21 mil servidores públicos. Desde janeiro de 2023, o governo Milei fechou 77 mil vagas no serviço estatal argentino. </p>
<p>A política faz parte da agenda de corte de gastos de Milei, que assumiu a Casa Rosada empunhando o símbolo da motosserra, instrumento que representaria o corte de despesas e a redução do Estado.</p>
<p>A Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) da Argentina destaca que milhões de pessoas vão ficar sem serviço público com essa demissão em massa e acusa o governo de intimidação de funcionários para aderir à proposta. O governo, por sua vez, defende que a adesão é voluntária. O Decreto 1.203 de 2026 prevê a demissão voluntária de três grupos distintos dentro do serviço público federal, com exceção dos militares e funcionários da segurança e inteligência. O decreto prevê que as vagas dos servidores que aderirem serão suprimidas de forma permanente. </p>
<p>A norma abrange funcionários perto da idade de se aposentar, entre 58 e 64 anos, ou que já tenham alcançado os requisitos para aposentadoria. O plano prevê, entre outras modalidades de rescisão, o pagamento de um salário por ano trabalhado no Estado, além de um pagamento mensal de 60% do salário pelos próximos três anos.</p>
<p>O ministro da desregulação e transformação do Estado, Fede Sturzenegger, destacou que quem aderir ao plano de demissão não poderá voltar a ocupar emprego no Estado pelos próximos oito anos “para evitar uma porta giratória”.</p>
<h3 class="news_h3" style="font-size: 1.2em; font-weight: bold; color: #006da6;">Motosserra de Milei</h3>
<p>Entre dezembro de 2023, logo após Milei assumir o governo, e agosto de 2026, foram 77,5 mil postos de trabalho suprimidos no setor público argentino.</p>
<p>Desse total, foram 44,7 mil vagas fechadas na Administração Pública direta e indireta; 11,1 mil vagas nas Forças Armadas e entre membros das forças de segurança, além de 21,6 mil funcionários das empresas públicas.</p>
<p>“Nesse período, a Administração Pública Nacional (APN) reduziu seu quadro de pessoal em 21,8%, enquanto, nas empresas estatais, a diminuição atingiu 23,7%. Por sua vez, o número de postos de trabalho na APN centralizada reduziu-se em 30%, ao passo que, na descentralizada, a redução foi de 18%”, diz informe do governo. </p>
<p>O governo Milei apresenta esses cortes como uma “economia” para a Argentina da ordem de US$ 3,2 bilhões.</p>
<p>“Esta medida reflete o compromisso do governo com a redução do gasto público e sua determinação de cumprir as promessas de eficiência e austeridade na administração pública”, diz o governo.</p>
<h3 class="news_h3" style="font-size: 1.2em; font-weight: bold; color: #006da6;">Servidores públicos</h3>
<p>Os servidores organizados na Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) publicaram nota contra a iniciativa do governo. O secretário-geral da ATE, Rodolfo Aguiar, denuncia que as chefias têm pressionado os empregados para aderir ao plano.</p>
<p>“Se é realmente voluntário, por que estão ameaçando os trabalhadores? Se há intimidação, então o consentimento não é livre. As declarações dos funcionários são como: ‘Ou você assina os papéis da aposentadoria ou eu te coloco em licença e depois te demito’”, destacou o líder sindical. </p>
<p>Ainda segundo Aguiar, a ATE Nacional vai recomendar a não adesão ao plano considerando a experiência de demissão voluntária da década de 1990 na Argentina, que teria deixado milhares de servidores sem emprego e sem aposentadoria.</p>
<p>“Essa decisão deixará milhões de argentinos sem serviços públicos essenciais. Não podemos permitir que desmantelam o Estado e o deixem sem seu bem mais precioso: um valioso recurso humano com experiência e histórico comprovado”, concluiu o secretário-geral da ATE Nacional.</p>
<h3 class="news_h3" style="font-size: 1.2em; font-weight: bold; color: #006da6;">Desemprego</h3>
<p>A taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa, segundo dados oficiais do Indec. </p>
<p>Sob o comando do presidente Javier Milei, a Argentina fechou 31,3 mil empresas, 6,1% do total das companhias registradas no país. Além disso, 245 mil postos formais de emprego foram encerrados em 31 meses, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa). </p>
</p></div>
<p></p>
<h4>Milei lança plano para demitir 21 mil servidores na Argentina</h4>
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			</item>
		<item>
		<title>França decreta novos toques de recolher e começa a julgar detidos após onda de caos</title>
		<link>https://jornaldatarde.com/franca-decreta-novos-toques-de-recolher-e-comeca-a-julgar-detidos-apos-onda-de-caos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alisson Sakamoto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 17:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornaldatarde.com/franca-decreta-novos-toques-de-recolher-e-comeca-a-julgar-detidos-apos-onda-de-caos</guid>

					<description><![CDATA[SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; O governo da França anunciou uma nova noite de toques de recolher nesta terça-feira (20) em cidades afetadas pela onda de violência dos protestos no último fim de semana, enquanto os tribunais começaram a julgar os detidos durante os distúrbios. As autoridades tentam retomar o controle da situação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>
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<p><span class="news_capital_letter">S</span>ÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) &#8211; O governo da França anunciou uma nova noite de toques de recolher nesta terça-feira (20) em cidades afetadas pela onda de violência dos protestos no último fim de semana, enquanto os tribunais começaram a julgar os detidos durante os distúrbios.</p>
<p>As autoridades tentam retomar o controle da situação e demonstrar que aprenderam com as falhas de segurança que deixaram áreas de Paris, Marselha, Lyon e outras cidades vulneráveis a confrontos, incêndios e saques.</p>
<p>O caos de sábado (17) está entre os episódios mais graves de violência nas ruas da França nos últimos anos. Imagens de edifícios públicos incendiados e lojas saqueadas circularam pelo mundo, levando países como Estados Unidos, China e Alemanha a recomendar vigilância redobrada a seus cidadãos em território francês.</p>
<p>As autoridades foram criticadas por mobilizar um efetivo policial insuficiente para conter os distúrbios. Na segunda (19), foram decretadas restrições de circulação no período da noite em bairros de Paris, Lyon, Bordeaux, Lille e Nice.</p>
<p>O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou, em publicação na rede social X, que os toques de recolher poderão ser ampliados &#8220;onde a situação exigir&#8221; e que as medidas contribuíram para a tranquilidade desta madrugada.</p>
<p>Na capital, a presença policial e o sobrevoo de helicópteros marcaram a noite. As restrições não devem afetar a partida da Liga dos Campeões entre Paris Saint-Germain e Barcelona, disputada nesta terça em Paris, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez.</p>
<p>O toque de recolher oferece ao governo uma trégua após semanas de manifestações que pressionaram a polícia e as autoridades públicas. Os protestos começaram com mobilizações de estudantes do ensino médio contra a queda da qualidade do ensino e a deterioração das escolas, mas se ampliaram e passaram a refletir a insatisfação com a alta dos preços e a piora dos serviços públicos.</p>
<p>A crise também aprofundou a tensão política no país, a cerca de seis meses da eleição presidencial que definirá o sucessor de Emmanuel Macron, que não pode concorrer à reeleição. Candidatos da ultradireita e da ultraesquerda lideram a disputa pelo pleito.</p>
<p>A Justiça começou a processar os detidos durante os protestos. Das mais de 2.500 pessoas detidas, 123 estão presas, seja à espera de julgamento ou já cumprindo as primeiras condenações, informou o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, à rádio Europe 1.</p>
<p>Vários dos detidos à margem das manifestações, antes da escalada de violência de sábado, compareceram à Justiça na segunda-feira. Os envolvidos nos episódios mais graves serão ouvidos a partir desta terça-feira.</p>
<p>Um dos primeiros condenados foi Manuel, trabalhador temporário de 21 anos que viajou do centro da França até Paris para comemorar o aniversário com a namorada. Ele afirmou que a viagem ocorreu por impulso e que pretendia realizar um churrasco. Em uma revista antes da manifestação, porém, os policiais encontraram em sua bolsa garrafas de vidro, trapos e um isqueiro -materiais que, segundo o promotor, poderiam servir para fabricar um coquetel Molotov.</p>
<p>Dois vídeos recuperados de celulares colocaram em dúvida a versão do jovem. As gravações mostram Manuel tentando lançar artefatos incendiários. Segundo a acusação, ele também havia perguntado ao ChatGPT, dias antes, &#8220;Como se proteger de um coquetel Molotov?&#8221;. Sem antecedentes criminais, foi condenado a dois meses de prisão, pena que deverá cumprir imediatamente.</p>
<p>As autoridades atribuem parte dos distúrbios a pequenos grupos de extrema esquerda que atacariam símbolos do Estado. Os saques, por sua vez, são atribuídos a criminosos oportunistas.</p>
<p>Para identificar os responsáveis, a polícia passou a analisar vídeos publicados nas redes sociais e imagens de câmeras de segurança. Na segunda-feira, Lecornu ironizou os suspeitos que teriam participado dos saques sem cobrir o rosto, chamando-os de &#8220;gênios&#8221;.</p>
<p>O toque de recolher dá ao governo uma trégua após semanas de protestos que esgotaram a polícia e as autoridades públicas. Mas novos atos estão previstos para o próximo sábado.</p>
<p>O principal sindicato estudantil francês, a Unef, prometeu manter a pressão sobre Macron e seu governo para exigir mudanças no sistema educacional. Separadamente, o movimento Coletes Amarelos convocou protesto em diferentes locais contra a disparada dos preços dos combustíveis.</p>
<p>O grupo, que perdeu força consideravelmente nos últimos anos, surgiu em 2018, durante o primeiro mandato de Macron, em reação aos planos de aumentar os impostos sobre a gasolina. Bloqueios semanais de vias e episódios de violência nas ruas continuaram por meses.</p>
<p>Os principais sindicatos trabalhistas franceses, entre eles a CGT, uma das forças tradicionalmente mais influentes na organização de grandes manifestações, não aderiram aos apelos para novos protestos no sábado.</p>
<p>O governo agora tenta impedir que a insatisfação social se transforme novamente em uma onda de violência. Embora as restrições noturnas tenham reduzido a tensão imediata, a convocação de novas manifestações mantém a pressão sobre as autoridades.</p>
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<h4>França decreta novos toques de recolher e começa a julgar detidos após onda de caos</h4>
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