quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
JORNAL DA TARDE
  • Login
No Result
View All Result
JORNAL DA TARDE
No Result
View All Result
Home POLÍTICA

STF retoma julgamento do marco temporal em meio a novo embate com o Congresso

Redação by Redação
dezembro 15, 2025
in POLÍTICA
A A

A tese do marco temporal afirma que os indígenas só têm direito às terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Em setembro de 2023, o Supremo decidiu que esse entendimento é inconstitucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta segunda-feira, 15, em sessão virtual extraordinária do plenário, o julgamento das ações que discutem a constitucionalidade da Lei do Marco Temporal das Terras Indígenas. Relator dos processos, o ministro Gilmar Mendes deve apresentar seu voto durante a deliberação.

Na última sexta-feira, 12, Gilmar solicitou o agendamento da sessão virtual, com início nesta segunda e término na quinta-feira, 18. O julgamento teve início na semana passada, no plenário físico do STF, com a leitura do relatório e a apresentação das sustentações orais de advogados e de terceiros interessados.

De acordo com apuração do Estadão/Broadcast, interlocutores do ministro afirmam que Gilmar quis ouvir as partes presencialmente, mas pretende concluir o julgamento ainda neste ano.

O objetivo do ministro foi fazer com que o julgamento no Supremo avançasse logo após a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que incorpora a tese do marco temporal ao texto constitucional. A votação da PEC ocorreu na semana passada e foi pautada um dia antes do início da análise do mesmo tema pelo STF.

A aprovação da PEC no Senado também ocorreu em um contexto de insatisfação do Congresso com decisões recentes do ministro Gilmar Mendes, especialmente relacionadas à abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Impasse entre Poderes

A tese do marco temporal afirma que os indígenas só têm direito às terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Em setembro de 2023, o Supremo decidiu que esse entendimento é inconstitucional. Dias depois, o Congresso aprovou uma lei que recria a tese. O trecho foi vetado pelo governo e os vetos foram derrubados pelo Legislativo.

O caso voltou ao STF por meio de ações que questionam ou pedem para confirmar a validade da lei. Gilmar, então, enviou as ações para conciliação para dar um fim ao que chama de “espiral de conflito”.

O tema foi discutido em uma comissão ao longo de 23 audiências. Participaram representantes da União, do Congresso, dos Estados e municípios, e dos partidos que ajuizaram as ações. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que representaria os indígenas no grupo, decidiu deixar a mesa de conciliação na segunda audiência, após Gilmar Mendes negar a suspensão temporária da Lei do Marco Temporal.

A comissão foi encerrada em junho com poucos avanços, sem excluir a tese do marco temporal por falta de consenso entre os membros. O Supremo deve avaliar se homologa ou não o acordo e também irá se pronunciar sobre os pontos em que não houve consenso.

Gilmar indicou que deve descartar a tese do marco temporal em si, porque ela já foi declarada inconstitucional pela Corte. Mas o ministro pretende manter mudanças propostas na comissão sobre os procedimentos de demarcação. Um dos pontos é a obrigatoriedade de participação de Estados e municípios onde se localiza a área reivindicada, em todas as etapas do processo. A minuta apresentada pela comissão também propôs que a Funai deverá tornar públicos todos os dados sobre as demarcações em seu site.

Se o produto da comissão for homologado, o texto será enviado ao Congresso, que poderá realizar alterações ou até mesmo engavetá-lo.

STF retoma julgamento do marco temporal em meio a novo embate com o Congresso

Veja Também

Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, diz Alckmin

janeiro 15, 2026

Pacheco recebe Messias e diz que aprovação para o STF ainda depende de ajuste entre Lula e Alcolumbre

janeiro 15, 2026

Haddad diz que vai ajudar na campanha de Lula, mas não quer ser coordenador

janeiro 15, 2026

Veto de Lula a emendas contraria parlamentares, mas Congresso pretende evitar crise com governo

janeiro 14, 2026
Previous Post

São Paulo está fora da Libertadores após frustração com Corinthians e Vasco

Next Post

Liberdade de expressão mundial recua 10% desde 2012

Related Posts

POLÍTICA

Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, diz Alckmin

janeiro 15, 2026
POLÍTICA

Pacheco recebe Messias e diz que aprovação para o STF ainda depende de ajuste entre Lula e Alcolumbre

janeiro 15, 2026
POLÍTICA

Haddad diz que vai ajudar na campanha de Lula, mas não quer ser coordenador

janeiro 15, 2026
POLÍTICA

Veto de Lula a emendas contraria parlamentares, mas Congresso pretende evitar crise com governo

janeiro 14, 2026
Marcelo Generoso surge como potencial candidato ao Senado ou à Câmara pelo Amazonas - Jornal da Tarde
POLÍTICA

Marcelo Generoso desponta como potencial candidato ao Senado ou à Câmara pelo Amazonas

janeiro 14, 2026
POLÍTICA

Lula vai se reunir com líderes da União Europeia no Rio de Janeiro

janeiro 14, 2026
Next Post

Liberdade de expressão mundial recua 10% desde 2012

JORNAL DA TARDE

contato@jornaldatarde.com

  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo

No Result
View All Result
  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies.