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Trump captura petroleiro perto da Venezuela, e Maduro fala em 'interferência brutal'

Redação by Redação
dezembro 11, 2025
in MUNDO
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A captura do navio cargueiro ocorreu em águas internacionais, e a tripulação não ofereceu resistência, afirmou o governo americano. Segundo a imprensa dos EUA, trata-se do petroleiro Skipper, de bandeira da Guiana

(CBS NEWS) – Na escalada mais grave da crise militar entre os Estados Unidos e a Venezuela até aqui, as Forças Armadas americanas capturaram um petroleiro em águas próximas à costa do país sul-americano, informou nesta quarta-feira (10) o presidente Donald Trump.

A captura do navio cargueiro ocorreu em águas internacionais, e a tripulação não ofereceu resistência, afirmou o governo americano. Segundo a imprensa dos EUA, trata-se do petroleiro Skipper, de bandeira da Guiana. Plataformas de rastreamento apontam que a última viagem da embarcação foi entre o porto de Basra, no Iraque, e Georgetown, capital guianense.

A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

“Acabamos de tomar um petroleiro na costa da Venezuela -um navio muito grande, o maior já capturado, na verdade. Outras coisas também estão acontecendo, vocês verão mais tarde”, disse Trump à imprensa, sem entrar em detalhes. Pouco depois, o presidente disse que o petroleiro foi interceptado “por uma ótima razão”.

Em resposta, o ditador Nicolás Maduro afirmou em comunicado que a Venezuela “exige o fim da intervenção brutal e ilegal dos Estados Unidos” no país. Trump, questionado sobre o que aconteceria com o navio e sua carga de petróleo venezuelano, respondeu: “Acho que vai ficar conosco”.

Na mesma conversa com a imprensa, o republicano ameaçou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro: “é melhor ele ficar esperto, ou será o próximo. Espero que ele esteja escutando: será o próximo”. Trump também acusa a Colômbia de enviar cocaína aos EUA.

Nesta quarta, Petro pediu anistia geral e um governo de transição para a Venezuela, insistindo em saída pacífica para a crise. O presidente colombiano é alvo de sanções americanas, acusado de “contribuir com o tráfico de drogas” -não há qualquer prova que sustente a afirmação.

Mais tarde, o chanceler da Venezuela, Yván Gil, chamou a captura do petroleiro de “ato de pirataria internacional”. “Não é a primeira vez que [Trump] admite (…) que seu objetivo é ficar com o petróleo venezuelano”, afirmou Gil.

A captura do petroleiro amplia o cerco militar de Washington contra o regime de Maduro, considerado ilegítimo pelos EUA e contra o qual o republicano já ameaçou fazer bombardeios diretos e enviar tropas em meio a sua campanha de ataques a embarcações no Caribe -com um saldo de 87 mortes até aqui.

Apesar da intensa pressão militar contra a Venezuela, essa é a primeira vez que Washington interfere diretamente na principal fonte de arrecadação do regime de Maduro -suas exportações de petróleo, que têm a China como principal destino.

A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, disse que a captura foi conduzida pelo FBI (a polícia federal americana), e pelos Departamento de Segurança Interna e de Defesa com o objetivo de tomar um navio “usado para transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã” que seria usado para “financiar organizações terroristas”.

A indústria petrolífera venezuelana está sob sanções econômicas dos EUA há anos, embora a americana Chevron tenha permissão para operar no país ao lado da PDVSA, a empresa estatal de petróleo de Caracas. Autoridades do governo Trump disseram à Bloomberg que o petroleiro capturado era alvo de sanções relacionadas a comércio com o Irã e que havia saído de um porto venezuelano sem se identificar com a bandeira de nenhum país. Outros membros do governo afirmaram ao jornal The New York Times que o navio exibia uma bandeira falsa e estava carregado de petróleo venezuelano.

Segundo especialistas, um bloqueio dos EUA contra exportações da Venezuela -o que seria um ato de guerra- asfixiaria a economia venezuelana, aumentando ainda mais a pressão pela saída de Maduro. Por outro lado, uma ação como essa poderia aumentar críticas de países latino-americanos, como o Brasil.

O presidente Lula (PT) disse no último dia 3 que pediu a realização de ações conjuntas de combate ao crime organizado com o emprego de inteligência, sem a necessidade do uso de armas, em referência implícita aos ataques americanos no Caribe.

Desde setembro deste ano, as Forças Armadas dos EUA já mataram 87 pessoas em pequenas embarcações que, segundo a Casa Branca, pertenciam a organização criminosas e transportavam drogas destinadas aos EUA. O governo Trump não apresentou provas robustas para sustentar a afirmação.

Também nesta quarta, a Câmara dos EUA aprovou um projeto que pressiona o Pentágono a divulgar o vídeo completo de um desses ataques, que matou 11 pessoas. O texto, que ainda precisa ter aprovação do Senado e depois aval de Trump, condiciona parte do orçamento de viagens do secretário de Defesa, Pete Hegseth, à liberação do material e à transparência sobre as dezenas de ofensivas na América Latina.

Washington aumentou sua presença militar no Caribe, deslocando para a região caças, cerca de 15 mil soldados e o maior navio de guerra do mundo, o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Embora o governo fale em operação contra o tráfico de drogas, a pressão para que Maduro deixe o poder é clara.

Membros da linha dura da Casa Branca defendem uma intervenção direta com o objetivo de derrubar Maduro no poder. Já outras alas incentivam que Trump aceite a suposta proposta feita por Maduro de dar aos EUA participação significativa na indústria petrolífera da Venezuela.

No último dia 30, Trump confirmou ter conversado por telefone com o venezuelano. O ditador disse que a ligação foi cordial e em tom de respeito, mas o cerco militar contra seu regime só cresceu desde então.

A captura do petroleiro ocorre ainda depois de o governo Trump tornar pública a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA. O documento coloca a América Latina novamente em foco e revive a Doutrina Monroe, preceito que estabelece o continente como esfera de influência de Washington e foi utilizado para justificar uma série de intervenções em países da região no passado.

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