O cofundador e CEO da OpenAi, Sam Altman, acredita que é importante que o governo dos EUA elimine alguns dos problemas com a cadeia de abastecimento de forma a impulsionar a adoção de ferramentas de Inteligência Artificial.
O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, reconhece que, como tecnologia, a Inteligência Artificial não está passando por um bom momento em relação à sua popularidade nos Estados Unidos.
Altman participou da conferência US Infrastructure Summit, organizada pela BlackRock, realizada na terça-feira, dia 10, e afirmou que a baixa popularidade da Inteligência Artificial está relacionada ao fato de ela estar sendo responsabilizada por uma série de problemas.
“Neste momento, a Inteligência Artificial não é muito popular nos EUA”, observou Altman, de acordo com o site Business Insider. “Os data centers estão sendo culpados pelos aumentos no preço da eletricidade. Quase todas as empresas que fazem demissões estão culpando a Inteligência Artificial, mesmo quando isso não está relacionado. Há um verdadeiro debate acontecendo sobre o poder relativo entre os governos e as empresas”.
As tensões citadas por Altman entre governos e empresas podem estar relacionadas com o caso entre os EUA e a Anthropic, empresa que foi classificada pela administração do presidente Donald Trump como “um risco para a cadeia de abastecimento”. Por sua vez, a empresa liderada por Dario Amodei decidiu entrar com um processo contra o governo dos EUA, acusando-o de “retaliação ilegal” por ter recusado permitir que seus modelos de Inteligência Artificial fossem usados — sem restrições — para fins militares.
Por outro lado, a OpenAI firmou um acordo com o Pentágono para a utilização dos modelos de Inteligência Artificial da empresa — que estão por trás de ferramentas como o ChatGPT — destacando no anúncio oficial que essa implementação ocorrerá com garantias de que acontecerá apenas “em redes na nuvem”.
Mesmo assim, o fato de a OpenAI ter chegado a um acordo com o Pentágono levou algumas figuras importantes a deixarem a empresa. Entre elas está a diretora da divisão de Robótica da OpenAI, Caitlin Kalinowski, que citou esse acordo como o motivo de sua decisão.
“A vigilância dos americanos sem supervisão judicial e a autonomia letal sem autorização humana são questões que mereciam mais debate do que receberam”, afirmou a engenheira, destacando que sua decisão foi baseada em uma questão de princípios.
Com desafios claros pela frente, Altman afirmou na conferência da BlackRock que é importante que os EUA se mantenham à frente da China nessa corrida global pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial. Ao mesmo tempo, destacou que é necessário eliminar desafios relacionados à cadeia de abastecimento para ampliar a adoção dessas ferramentas.
“Se não avançarmos tão rapidamente quanto outros países na adoção [da Inteligência Artificial], acredito que perderemos a vantagem que temos por sermos a potência econômica que somos”, disse Altman. “E isso depende da rapidez com que as empresas a adotam. Depende da rapidez com que nossos cientistas a adotam e da rapidez com que o nosso governo a adota.”
O CEO da OpenAI afirmou ainda que “esta é uma oportunidade única em muitas gerações para realmente melhorar a economia” e “reescrever algumas das regras da sociedade que não estão funcionando diante desta nova e incrível fonte de riqueza.”






