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Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

Redação by Redação
abril 17, 2026
in MUNDO
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Trump disse nesta sexta-feira (17), que os EUA vão manter o bloqueio no Estreito de Hormuz, até concluir as negociações com o Irã, apesar de Teerã dizer que a rota foi reaberta

SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os EUA proibiram Israel de bombardear o Líbano. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Israel “não bombardeará mais o Líbano”.

“Os EUA ficarão com toda a “poeira” nuclear gerada pelos nossos magníficos bombardeiros B-2. Não haverá qualquer troca de dinheiro, de nenhuma forma. Este acordo não está sujeito ao Líbano, mas os EUA, separadamente, trabalharão com o Líbano e lidarão com a situação do Hezbollah de maneira apropriada”, escreveu o presidente americano.

Trump disse hoje que os EUA vão manter o bloqueio no Estreito de Hormuz, até concluir as negociações com o Irã, apesar de Teerã dizer que a rota foi reaberta. Ele publicou a mensagem na sua rede social, Truth Social.

Presidente dos EUA afirmou que a navegação está liberada, mas com restrições ao Irã. “O Estreito de Hormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”, escreveu.

O Irã anunciou hoje a reabertura do Estreito de Hormuz para navegação durante um cessar-fogo com o Líbano. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, em publicação na rede X.

Trump adotou um tom mais conciliador ao comentar a decisão iraniana de reabrir a passagem. Minutos antes da postagem sobre o bloqueio, ele agradeceu ao regime iraniano pela medida.

O presidente dos EUA anunciou ontem que o Líbano e Israel concordaram com um cessar-fogo, que inclui o Hezbollah. Ataques acontecem desde 2 de março e, segundo o governo libanês, deixaram mais de 2.000 mortos.

Trégua terá duração de dez dias, segundo Trump. O presidente dos EUA anunciou o cessar-fogo em publicação na rede Truth Social: “Ambos querem ver a paz, acredito que isso acontecerá em breve”.

O anúncio ocorreu após um mês e meio de conflito entre Israel e o movimento libanês pró-Irã Hezbollah. Este último se somou no início de março à guerra no Oriente Médio ao lançar foguetes contra o território israelense, em solidariedade ao Irã, atacado pelos Estados Unidos e por Israel.

Apesar do cessar-fogo, Israel advertiu hoje que operação no Líbano deve continuar. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, menos de 24 horas depois da entrada em vigor do cessar-fogo, declarou que “as manobras em terra no Líbano e os ataques contra o Hezbollah permitiram alcançar muitos alvos”, mas a operação “não terminou”.

Centenas de petroleiros e outros navios ficaram retidos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O bloqueio deixou também cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico, de acordo com as informações citadas pela agência.

Inicialmente, a via estava sendo bloqueada exclusivamente pelo Irã, como moeda de troca na guerra. O governo iraniano afirmava que o Estreito estava fechado para os EUA e Israel, mas outros países também enfrentavam dificuldade de tráfego devido à insegurança no local.

Em uma tentativa de reverter a situação, Donald Trump anunciou o bloqueio do estreito, após o fracasso nas negociações de paz. Os detalhes sobre o bloqueio foram explicados pelo Comando Central dos EUA em publicação no X no dia seguinte.

Segundo o órgão, navios que tivessem o Irã como destino ou como ponto de partida poderiam ser abordados. “Qualquer embarcação que entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e apreensão”, diz, em nota.

Três petroleiros iranianos deixaram na quarta-feira o Golfo pelo Estreito de Hormuz com cinco milhões de barris de petróleo. Esses são os primeiros desde o início do bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã, informou hoje à AFP a empresa de dados marítimos Kpler. O ‘Deep Sea’, o ‘Sonia I’ e o ‘Diona’, todos alvos de sanções dos Estados Unidos, atravessaram a passagem estratégica, procedentes da ilha iraniana de Kharg.

EUA dizem ter interceptado 10º navio iraniano em meio a bloqueioPor que Hormuz é tão estratégico

O Estreito de Hormuz é um gargalo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do início da guerra, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo transportado por via marítima passava por ali, o que torna qualquer ameaça à navegação um problema com efeito imediato no mundo.

A importância do estreito vai além do petróleo e alcança combustíveis e fertilizantes. A avaliação é que uma interrupção ampla na passagem tem potencial de pressionar preços e afetar cadeias de abastecimento, justamente por concentrar parte relevante do fluxo marítimo desses produtos.

Hormuz se enquadra como estreito utilizado para navegação internacional, com regras específicas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O tratado, conhecido como Convenção de Montego Bay, prevê o regime de passagem em trânsito, que garante travessia contínua e rápida a navios e aeronaves, civis e militares, sem autorização prévia.

Pelo texto da convenção, países costeiros não podem impedir nem suspender a passagem em trânsito. O artigo 44 determina que não haja suspensão e que os Estados deem publicidade a perigos à navegação, enquanto o artigo 39 impõe aos navios o dever de não praticar atividades sem relação com o trânsito, como ameaça ou uso da força.

Mesmo sem ter ratificado a convenção, o Irã é apontado como obrigado a respeitar regras que viraram costume internacional. A avaliação é que disposições sobre estreitos são tratadas como direito internacional consuetudinário, reforçado por decisões anteriores da Corte Internacional de Justiça sobre passagem em estreitos internacionais.

Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

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