A fisioterapeuta Carla Rygaard, de 34 anos, viveu uma experiência marcante após sofrer uma fratura na coluna enquanto gravava um vídeo para divulgar seu estúdio de pilates. O acidente ocorreu em setembro de 2024, durante a execução de um exercício conhecido como shoulder stand, posição em que o praticante permanece de ponta-cabeça.
Acostumada à atividade e com experiência como instrutora, Carla conta, em entrevista a Revista Quem que já havia realizado o movimento diversas vezes. No entanto, naquele dia, o cansaço acabou interferindo na execução. Segundo ela, a fadiga muscular impediu que mantivesse o controle da postura, fazendo com que escorregasse do aparelho e caísse de costas no chão.
Logo após a queda, a fisioterapeuta percebeu a gravidade da situação. Sentindo uma forte pressão na região lombar, com dores irradiando para o quadril e as pernas, ela chegou a afirmar imediatamente que havia fraturado a coluna. Sozinha no momento do acidente e sem o celular por perto, precisou usar a força dos braços para tentar se levantar e pedir ajuda. O esforço levou mais de 15 minutos até que conseguisse ficar de pé e ligar para a mãe, que a levou ao hospital.
Ao chegar à emergência, os sintomas haviam se intensificado. Carla relata que a perna direita estava pesada, além de apresentar formigamento, queimação e dores ao caminhar. Após realizar uma radiografia, ela mesma visualizou o exame e confirmou a suspeita: havia sofrido uma fratura na coluna. O diagnóstico ainda apontou o deslocamento de uma vértebra sobre a outra.
Apesar da gravidade da lesão, o caso não exigiu cirurgia. A fisioterapeuta recebeu a recomendação de utilizar um colete ortopédico por dois meses durante a recuperação.
Foi justamente nesse período que surgiu uma nova paixão. Ao acompanhar conteúdos sobre corrida nas redes sociais, Carla passou a sonhar em praticar o esporte. Após receber alta, iniciou caminhadas autorizadas pelo médico. Mesmo enfrentando dores e limitações, insistiu nos treinos. Pouco tempo depois, já conseguia trotar e participou de sua primeira corrida de rua de 5 quilômetros.
Com dedicação e apoio do namorado, que é personal trainer, ela continuou evoluindo. Em maio de 2025, completou uma prova de 5 km correndo sem parar e, posteriormente, alcançou a marca de 15 km. Agora, seu novo objetivo é disputar uma meia maratona. Para isso, em 2026 contratou uma assessoria esportiva, adquiriu um relógio esportivo, passou a contar com orientação nutricional e segue treinando regularmente.
Ao refletir sobre tudo o que enfrentou, Carla afirma que a experiência transformou sua forma de enxergar o próprio corpo e a profissão. Segundo ela, a fratura mudou sua vida, mas não sua disposição para continuar avançando. “Sei que não foi, não é e nem vai ser fácil, mas estou disposta a sempre seguir em frente”, destacou.








