SÃO PAULO, SP (UOL/JORNAL DA TARDE) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter obtido pelo menos US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 11,9 bilhões) em renda ao longo de 2025, primeiro ano de seu atual mandato. O valor consta na declaração financeira anual divulgada nesta semana pelo Escritório de Ética do Governo dos EUA (OGE) e é apontado por analistas como o maior já registrado por um presidente em exercício.
Nos últimos 12 meses, Trump informou ter recebido pelo menos US$ 2,2 bilhões. Desse total, cerca de US$ 1,4 bilhão veio de negócios ligados ao mercado de criptomoedas, incluindo empreendimentos da família e acordos de licenciamento.
A declaração financeira tem 927 páginas e é quase quatro vezes mais extensa que a apresentada em 2024. No documento do ano passado, referente ao período anterior ao retorno de Trump à Casa Branca, ele havia informado renda de aproximadamente US$ 622 milhões em 12 meses.
O montante supera com folga os valores divulgados por presidentes anteriores. À BBC, a historiadora presidencial Barbara Perry afirmou que a dimensão da renda declarada é “algo além de tudo que já vimos na presidência”.
Em resposta às críticas, a Casa Branca negou que haja conflito de interesses ou que Trump tenha lucrado em razão do cargo. Em nota, afirmou que “todas as ações do presidente Trump e de seu governo são tomadas no melhor interesse do povo americano” e acusou parte da imprensa de reproduzir uma “narrativa falsa” sobre o tema.
SALÁRIOS DE FUNCIONÁRIOS DA CASA BRANCA
Relatório enviado ao Congresso detalha os salários dos 411 funcionários do Gabinete Executivo do Presidente. Nove deles recebem a remuneração máxima de US$ 197,3 mil por ano.
Entre os ocupantes desses cargos estão servidores que atuam em áreas menos conhecidas da administração, incluindo funções ligadas à política para ativos digitais. É o caso de Scott Brady, diretor executivo da Força-Tarefa Antifraude; Harry Jung, vice-diretor do Conselho Presidencial de Conselheiros para Ativos Digitais; e Blake Deeley, diretor executivo do Conselho Nacional de Domínio Energético.
Segundo um funcionário ouvido pelo site de notícias NOTUS, todos foram cedidos por outras agências federais. Nesses casos, a remuneração é definida pela agência de origem, conforme a tabela salarial do governo federal.
O segundo maior salário pago pela Casa Branca é de US$ 195,2 mil por ano. Esse valor é recebido por algumas das principais autoridades da administração, frequentemente vistas ao lado de Trump em eventos públicos e entrevistas.
Entre elas estão a chefe de gabinete Susie Wiles, a secretária de imprensa Karoline Leavitt e o vice-chefe de gabinete Stephen Miller. Também recebem esse salário o diretor de comunicação Steven Cheung, o czar da fronteira Tom Homan, o conselheiro sênior de Comércio e Manufatura Peter Navarro e outros integrantes da equipe.
Outros funcionários do Gabinete Executivo recebem remunerações menores. É o caso da assessora Natalie Harp, que recebeu US$ 150 mil por ano. Harp ganhou destaque na imprensa americana após relatos de que teria deixado cartas de admiração para Trump em áreas privadas da Casa Branca, incluindo uma mensagem que dizia: “Você é tudo o que importa para mim.” O menor salário listado no relatório é de US$ 59.661 por ano, pago a três servidores: um taquígrafo, um analista de gestão documental e um operador de serviços de informação.











