Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República, tentou se afastar politicamente de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (6), ao afirmar que é contra qualquer tentativa de golpe e que tem diferenças em relação ao ex-presidente.
As declarações foram dadas durante um debate promovido pelo grupo Derrubando Muros, em São Paulo. No encontro, o ex-governador de Minas Gerais disse que sua relação com Bolsonaro foi circunstancial e esteve ligada principalmente à eleição de 2018 e à oposição ao PT.
“O que aconteceu foi eu ter sido eleito junto com o Bolsonaro”, afirmou Zema. Segundo ele, o apoio dado ao ex-presidente no segundo turno de 2022 teve como motivação a disputa contra o PT, partido que responsabiliza pela situação financeira de Minas Gerais.
“Onde o PT estiver disputando uma eleição, eu vou lá apoiar quem está do outro lado, mesmo sendo o Bolsonaro. Eu apoiei o Bolsonaro no segundo turno de 2022 contra o PT”, declarou.
Zema também buscou marcar distância da postura adotada por Bolsonaro durante a pandemia. O pré-candidato afirmou que, em Minas Gerais, conduziu o período de forma diferente da do então presidente e disse acreditar na ciência.
Na área institucional, o ex-governador se declarou democrata e afirmou confiar nas urnas eletrônicas. Apesar disso, defendeu a adoção de algum tipo de mecanismo impresso que permita conferências aleatórias e auditorias no sistema de votação.
“Sou totalmente contrário a qualquer tentativa de golpe”, disse.
Mesmo ao tentar se desvincular de Bolsonaro, Zema manteve a defesa da anistia ao ex-presidente. Ele afirmou que o caso poderia passar por um novo julgamento.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Para o STF, o ex-presidente atuou como mentor intelectual da trama golpista, fomentou acampamentos, participou da elaboração de minutas e monitorou autoridades.










