LUCIANO TRINDADE E MARCOS GUEDES
MORRISTOWN, EUA (JORNAL DA TARDE) – Ibañez, Marquinhos, Léo Pereira, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Éderson, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Luiz Henrique entraram em campo de colete na primeira parte do treino da seleção brasileira nesta terça-feira (9). Os demais, não. Mas isso está longe de indicar qualquer preferência de Carlo Ancelotti para a equipe titular que estreará pelo Brasil na Copa do Mundo.
Ao permitir que a imprensa acompanhe apenas os 15 minutos iniciais das atividades, período normalmente reservado ao aquecimento, o treinador italiano mantém o mistério sobre a formação que enfrentará o Marrocos no próximo sábado (13), às 19h (de Brasília).
É somente quando câmeras e celulares já estão longe do gramado que Ancelotti faz, de fato, a divisão entre titulares e reservas. O que parece certo, porém, é que ele não terá Neymar à disposição -nem mesmo no banco de reservas- diante dos marroquinos.
Ainda em recuperação de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, o camisa 10 permaneceu no hotel onde a delegação está hospedada. É lá que ele segue a rotina estabelecida pela comissão técnica para a recuperação da contusão.
Na segunda-feira (8), a CBF informou que uma ressonância magnética apontou “boa evolução” no tratamento do jogador. Sem estipular uma data para seu retorno aos treinamentos com bola, a entidade acrescentou que ele “segue o processo de recuperação física planejado”.
Caso seja mantida a previsão inicial de duas a três semanas de tratamento apresentada pela comissão técnica, Neymar poderá ficar à disposição para a segunda partida do Brasil no Mundial, contra o Haiti.
No início da semana passada, Ancelotti afirmou que não tem pressa para contar novamente com o atacante. Na ocasião, disse que a recuperação vinha “progredindo bem”.
Mesmo sem o camisa 10, o treinador revelou após o amistoso contra o Egito, no último sábado, que já tem em mente a formação ideal para a estreia brasileira.
O técnico, que utilizou 12 escalações diferentes em seus 12 jogos à frente da seleção, certamente apresentará uma nova configuração na abertura da Copa. Isso porque o lateral-direito Wesley foi cortado por lesão.
Como o volante Éderson foi convocado para ocupar a vaga deixada pelo jogador do Flamengo, ainda não está claro quem será escolhido para atuar na lateral direita.
Contra o Egito, Wesley foi substituído por Danilo, de 34 anos, defensor experiente que tem sido reserva no Flamengo e atuado com mais frequência como zagueiro no clube carioca. Além dele, Ibañez, 27, do Al Ahli, da Arábia Saudita, é outra opção para desempenhar a função de forma improvisada, em uma das posições mais carentes da seleção brasileira nos últimos anos.











