Em dois comunicados enviados à Bolsa de Valores de Hong Kong, onde é negociado, o grupo revelou, no fim de semana, que vai colocar à venda 710 milhões de novas ações, a um preço unitário de 112,7 dólares de Hong Kong (12,31 euros), representando um desconto de 9% em relação à cotação média dos papéis nas cinco sessões anteriores.
Por causa do desconto, as ações da Alibaba em Hong Kong abriram hoje em queda de 8,13%, com as perdas aumentando para 8,62% por volta das 10h30, elevando para 24,5% a desvalorização acumulada desde o início do ano.
A operação deverá movimentar 80 bilhões de dólares de Hong Kong (8,74 bilhões de euros), e as novas ações representarão 3,7% do capital total em circulação da empresa de tecnologia.
“A emissão é realizada para ampliar a liderança global da empresa em IA. A Alibaba planeja utilizar 100% dos recursos arrecadados para investir em suas capacidades abrangentes de IA, incluindo a expansão e melhoria das infraestruturas de IA”, informou a empresa no comunicado mais recente.
Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, vários bancos já teriam recebido manifestações de forte interesse por parte de fundos soberanos e investidores institucionais globais com horizontes de longo prazo.
A empresa divulgou na semana passada os resultados relativos ao primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho, que revelaram uma queda de 76% no lucro líquido, em parte devido ao forte investimento em infraestrutura e no desenvolvimento da IA, que levou a um aumento de 75% nas despesas de capital.
“Colocamos a Alibaba em uma posição mais favorável para aproveitar o aumento significativo da demanda por IA e capacidade de computação para IA”, afirmou na ocasião o presidente-executivo do grupo, Eddie Wu.








