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Austrália: médico é acusado de tirar útero e ovário de mulheres saudáveis

Redação by Redação
fevereiro 24, 2026
in MUNDO
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Várias mulheres acusam um ginecologista australiano de remover órgãos devido à suspeita de endometriose, apesar da falta de evidências que comprovem o diagnóstico. A polícia local está a investigar as denúncias

Um cirurgião de Melbourne, na Austrália, está sendo acusado por várias pacientes (e até por outros médicos) de realizar cirurgias, incluindo de remoção de órgãos, sob o pretexto de um diagnóstico de endometriose grave, a mulheres com poucos ou nenhuns sintomas.

Segundo a emissora australiana ABC, algumas destas mulheres foram sujeitas à remoção do útero e dos ovários, mesmo sem apresentar praticamente nenhum sinal de endometriose. Várias pacientes relatam sentir dores durante meses ou anos após a cirurgia.

O médico, Simon Gordon, foi afastado do Hospital Privado Epworth (o maior hospital privado do estado de Victoria) em outubro, quando a administração descobriu que o programa Four Corners estava investigando ele. O cirurgião optou por se aposentar no fim de semana seguinte. 

O especialista negou qualquer irregularidade e disse à ABC que nunca realizou cirurgias de endometriose sem estar “absolutamente convencido” dos seus benefícios para as pacientes.

“Durante gerações, a dor sofrida pelas mulheres foi ignorada, minimizada e não tratada”, disse ele. “A minha preocupação era tentar aliviar a dor e restaurar a qualidade de vida das pacientes, um grupo antes negligenciado e desconsiderado.”

“Ao longo da minha carreira em ginecologia, sempre agi de forma ética e responsável com as minhas pacientes”, assegurou ainda.

Contudo, a investigação, que durou sete meses, gerou diversas queixas de médicos e pacientes à administração do hospital e aos órgãos reguladores da área médica.

A maioria das mulheres entrevistadas pelo programa Four Corners tinha sido submetida ao chamado procedimento 35641, destinado a casos de endometriose grave, em circunstâncias nas quais os seus exames não apresentavam endometriose ou apenas uma endometriose leve.

Esta cirurgia custa mais de mil dólares (cerca de 5,2 mil reais), um valor significativamente maior do que outros que cobrem procedimentos como a laparoscopia, para casos de endometriose menos grave.

Entre as pessoas que receberam queixas sobre o Gordon em Epworth, estavam três diretores de serviços médicos e uma enfermeira-chefe que supervisionava as enfermeiras do centro cirúrgico.

A endometriose grave, ou “endometriose infiltrativa profunda”, afeta apenas cerca de 20% das mulheres com a doença. Ginecologistas entrevistados pela ABC afirmaram que submetem as pacientes à cirurgia 35641 apenas em circunstâncias muito raras.

A primeira-ministra de Victoria, Jacinta Allan, já reagiu à reportagem, afirmando estar indignada com as alegações e garantindo que as denunciou à polícia.

“Remover os órgãos de uma mulher sem necessidade clínica é crime”, afirmou em um comunicado divulgado na terça-feira. A polícia local confirmou posteriormente que estava investigando as denúncias.

Ao longo dos últimos cinco anos, médicos e pacientes apresentaram diversas queixas sobre os métodos do médico Simon Gordon à Agência Reguladora de Profissionais de Saúde da Austrália.

Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.

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