ISABELA FAGGIANI
SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) – Cauã Reymond, 46, contou como construiu uma relação de confiança com a filha, Sofia, 14, fruto de seu antigo relacionamento com Grazi Massafera. Durante participação no Angélica Ao Vivo (GNT), nesta quinta-feira (8), o ator afirmou que procurou criar um ambiente de diálogo e liberdade para que a adolescente se sentisse à vontade para conversar sobre assuntos delicados, como sexo e sexualidade.
“Quando eu cheguei pra ela a primeira vez e falei: ‘Filha, eu quero que você traga a sua namorada ou seu namorado aqui pra casa’. Eu nunca questionei, eu nunca impus o meu ponto de vista. Sempre deixei aberto, qualquer que seja a escolha dela”, afirmou.
A preocupação do ator não é apenas respeitar as escolhas da filha, mas também garantir que ela não precise esconder seus relacionamentos. Cauã disse que prefere abrir as portas de casa para quem Sofia decidir namorar a vê-la procurar outros lugares para ter privacidade. “Eu prefiro aumentar o som do meu quarto do que minha filha em outros lugares que eu não sei onde tá”, contou.
A abertura para essas conversas, segundo ele, não surgiu por acaso. Cauã contou que precisou rever a própria criação para construir uma relação diferente com Sofia. Acostumado a uma educação mais rígida, passou a prestar atenção até mesmo na maneira como falava com a filha.
“Meu pai me educou de um jeito muito militar. E eu fui desenvolvendo um jeito mais delicado, mais sutil, mais carinhoso, controlando, às vezes, o meu tom de voz e tentando não repetir o padrão de educação que eu tive. E, a partir daí, foi nascendo uma amizade”, relatou.
O ator percebeu que essa mudança havia dado resultado quando Sofia teve sua primeira menstruação. A adolescente estava na casa de Grazi, mas fez questão de contar ao pai o que havia acontecido. Para Cauã, o gesto mostrou que ela se sentia confortável para dividir com ele uma experiência que muitos pais ainda deixam exclusivamente a cargo das mães.
“Foi o maior elogio que eu podia ter em relação à forma como eu fui me empenhando como pai”, afirmou. Ele contou que já havia tomado a iniciativa de abordar o assunto com a filha, mesmo sabendo que poderia ser uma conversa desconfortável. “Eu puxei essa conversa chata, que era uma conversa que a maioria dos pais às vezes tem medo, deixa pra mãe.”










