Técnicas de reparação automotiva também fazem parte dos trabalhos realizados nos bastidores de produções cinematográficas.
Quem assiste a um filme dificilmente imagina quantos cuidados existem por trás dos carros que aparecem nas cenas. Além da escolha dos modelos e da preparação para as gravações, a conservação dos veículos também pode fazer parte do trabalho realizado longe das câmeras.
E nem sempre um amassado exige que o automóvel seja repintado.
Uma técnica conhecida como Paintless Dent Repair (PDR), utilizada para corrigir determinadas deformações na carroceria, também já apareceu nos bastidores de produções de Hollywood. Em 2005, o jornal americano Los Angeles Times relatou o uso desse tipo de reparação em veículos ligados a uma produção cinematográfica.
O procedimento, que busca preservar a pintura original, também é utilizado em oficinas, concessionárias e fábricas. Mas existe uma condição importante: nem todo dano pode ser corrigido dessa maneira.
O especialista em reparação automotiva Eduardo Martinez Camara, com mais de uma década de experiência no setor, explica os fatores que precisam ser considerados antes de escolher o método.
O segredo por trás dos carros sem amassados
Em uma produção audiovisual, pequenos detalhes podem fazer diferença na aparência dos veículos que aparecem diante das câmeras.
Arranhões, deformações e alterações na carroceria podem exigir intervenções para que os automóveis mantenham as características desejadas pela equipe de produção.
Entre as possibilidades de reparação está o PDR, método que permite recuperar o formato de determinadas áreas da lataria sem recorrer à repintura.
O procedimento utiliza ferramentas específicas para trabalhar a deformação da peça, respeitando as condições do material e da pintura.
Embora a técnica possa parecer simples quando apresentada em vídeos, sua aplicação exige uma avaliação cuidadosa.
Eduardo Martinez Camara explica como determinados amassados podem ser corrigidos sem alterar a pintura original.
Como um amassado desaparece sem precisar pintar?
A principal diferença entre o reparo sem pintura e alguns métodos convencionais está na maneira como a deformação é corrigida.
Em vez de remover o acabamento original e realizar uma nova pintura, o PDR procura devolver à superfície seu formato anterior por meio de intervenções controladas.
A possibilidade de utilizar o método depende de fatores como a profundidade do amassado, sua localização e o estado da pintura.
Segundo Eduardo Martinez Camara, também é necessário considerar o acesso à região danificada e as características da peça.
Um amassado superficial em determinada área pode apresentar condições favoráveis ao procedimento, enquanto uma deformação semelhante em outra parte do veículo pode exigir uma solução diferente.
Por que nem todo carro pode receber o mesmo reparo?
A fabricação dos automóveis envolve materiais e estruturas que variam conforme o modelo.
Peças de aço e alumínio, por exemplo, apresentam características diferentes e exigem cuidados específicos durante a reparação.
Nos veículos mais modernos, sensores e componentes eletrônicos também podem estar instalados próximos às regiões afetadas.
Por isso, antes de iniciar qualquer intervenção, é importante identificar as características da carroceria e os elementos que podem interferir no procedimento.
Com experiência em trabalhos realizados na América do Sul, América do Norte e Europa, Eduardo Martinez Camara acompanha diferentes métodos utilizados na recuperação de veículos.
A técnica de cola também pode retirar amassados?
Uma das alternativas utilizadas quando o acesso à parte interna da carroceria é limitado envolve sistemas de tração por adesivo.
Popularmente conhecido como reparo com cola, o procedimento utiliza acessórios próprios para exercer força controlada sobre determinadas deformações.
A técnica pode ser uma opção em situações específicas, mas não funciona para todos os tipos de dano.
A condição da pintura, a profundidade do amassado e o material da peça influenciam a escolha do método.
Em alguns casos, a reparação convencional continua sendo necessária.
O que Hollywood revela sobre os cuidados com os veículos?
A utilização do reparo sem pintura em trabalhos ligados ao cinema mostra que os bastidores de uma produção envolvem atividades que vão muito além da atuação e da direção.
A conservação dos automóveis é uma dessas etapas, especialmente quando a aparência de um veículo precisa ser preservada.
Fora das telas, o mesmo procedimento pode ser aplicado em carros utilizados no dia a dia, desde que o dano apresente condições adequadas.
A principal vantagem possível é preservar o acabamento original da peça. Isso, entretanto, depende da avaliação de cada caso.
Assim, o segredo para recuperar determinados amassados não está apenas nas ferramentas utilizadas, mas também em reconhecer quando a técnica é indicada e quando outro tipo de reparação será necessário.






