Quem embarcar no tecnológico avião Z4 não vai encontrar janelas ao lado do assento, mas sim monitores. No lugar das tradicionais ventanas, dezenas de telas exibirão tudo que câmeras externas de alta definição captarem. A aeronave é um projeto da startup americana JetZero e foi batizada de avião-arraia por causa do formato achatado, sem separação nítida entre corpo e asas.
O projeto da asa integrada, nome técnico da aeronavegabilidade que o avião utiliza, não parte de uma ideia nova. A empresa McDonnell Douglas desenvolveu o conceito nos anos 1990, quando a NASA e a Boeing levaram adiante o programa X-48, que testou dois protótipos em escala entre 2007 e 2013. Apesar dos testes, nenhum virou avião comercial.

A JetZero nasceu em Long Beach, na Califórnia, diretamente das mãos de quem iniciou aquelas pesquisas. Mark Page, cofundador e diretor de tecnologia, foi engenheiro-chefe do programa da NASA e é apontado como um dos criadores do X-48. A startup mira a economia de combustíveis fósseis no uso da aeronave, visando alcançar as metas sustentáveis das companhias aéreas.

O Z4 deve levar cerca de 250 passageiros por mais de 9 mil quilômetros, autonomia considerada alta na aviação comercial. A cabine da aeronave será dividida em seis áreas, cada uma com um corredor próprio e doze fileiras. Além disso, cada assento terá compartimento individual de bagagem e a iluminação natural virá de duas claraboias.

Os motores da Pratt & Whitney ficarão na parte superior traseira, parcialmente encobertos pela estrutura da aeronave. Empresas como United Airlines, Delta e Alaska Airlines apoiam o projeto, visando a inauguração de uma fábrica em Greensboro, na Carolina do Norte.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos aplicou 235 milhões de dólares no demonstrador em escala real, previsto para voar em 2027. Concomitantemente, as projeções da JetZero para início das operações na aviação comercial visam funcionalidade a partir de 2030.








