Primeiro telefone dobrável da empresa foi anunciado para venda neste ano
As vendas do iPhone 18, modelo mais recente da Apple, iniciaram nesta sexta (18). Em conjunto com a linha, a empresa anunciou o primeiro telefone dobrável da marca, o iPhone Duo. Ele será vendido a partir do dia 16 de outubro, no Brasil. Contudo, nenhum número sobre o ciclo de dobras da tela foi divulgado.
A Apple não divulgou publicamente, nas especificações técnicas, na apresentação ou no relatório ambiental, uma classificação de durabilidade da capacidade de dobras da tela do iPhone Duo, em número de ciclos de abertura e fechamento (contagem de dobras).
Os detalhes sobre a construção do aparelho, contudo, são bastante detalhados. A empresa informou que o iPhone Duo tem certificação IP68, estrutura em titânio aeroespacial grau 5, cobertura da dobradiça produzida em titânio e um mecanismo para suportar o desgaste.
Ainda, diz que a camada de proteção da tela é 40% mais rígida do que o padrão da indústria. Em comparação com o segmento, porém, outros modelos apresentaram algum número sobre esse ciclo, com referências de cerca de a em testes de durabilidade.
A Apple inclusive explica um mecanismo que permite que diferentes camadas da tela deslizem umas sobre as outras, como páginas de um livro, para aliviar a tensão que a dobra provoca.
O iG procurou a Apple sobre a contagem de dobras do modelo, possíveis expectativas de vida útil da tela ou do aparelho celular, mas não obteve retorno. O espaço seguirá aberto.
O que significa “ciclos de dobras”?
Em telefones dobráveis, a tela passa por uma série de movimentos repetidos de abertura e fechamento durante o uso. Com isso, a resistência da dobradiça e do painel que compõe o aparelho se torna um dos pontos centrais da durabilidade do produto.
Isso não significa que a expectativa de vida útil do aparelho seja restrita somente ao ciclo de dobras da tela. Inúmeros outros fatores podem influenciar na durabilidade.
A métrica normalmente corresponde a uma referência obtida por meio de testes de resistência e pode ajudar o usuário a entender o comportamento esperado para a tela ao longo do uso.
O que foi detalhado pela Apple?
A Apple forneceu vários detalhes técnicos sobre a engenharia e construção do iPhone Duo, mas não publicou uma métrica de ciclos de dobra. No entanto, a ausência dessa quantificação não significa que a dobra ou a construção seja fraca.
Características técnicas de durabilidade
Conforme os anúncios da marca, o telefone possui:
- uma camada de cobertura de polímero;
- rigidez declarada até 40% maior que outros materiais usados no setor;
- vidro de alta resistência acima e abaixo do painel OLED;
- adesivos especialmente desenvolvidos para reduzir a tensão da dobra;
- uma placa de titânio abaixo do conjunto.
A empresa também dedicou parte de uma das divulgações para explicar o mecanismo inspirado em “páginas de um livro” para reduzir a tensão da dobra na tela e possíveis vincos (marcas ou aprofundamentos visíveis na tela).
A tela interna do iPhone Duo tem um design laminado multicamada que a mantém plana e aumenta sua resistência. Adesivos exclusivos permitem que essas camadas deslizem umas em relação às outras durante a dobra como as páginas de um livro, evitando que o painel se deforme com o tempo Apple, em notícia de apresentação do iPhone Duo
A resistência das telas é relevante também porque danos no display podem levar usurários a consertarem ou substituírem um smartphone.
Uma pesquisa da Allstate nos Estados Unidos aponta que 59% dos consumidores com problemas na tela optam por trocar de celular ao invés de pagar pelo reparo.
No Brasil, outra pesquisa encomendada pela Motorola aponta que quase metade da população já quebrou ou estilhaçou uma tela de celular. A maioria dos entrevistados manteve o uso do telefone mesmo com defeito.
Dentro do segmento dos telefones dobráveis, as dificuldades de conserto podem ser um obstáculo a mais em caso de problemas, já que exigem um nível técnico e investimento maior para o reparo.






