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Dólar abre em leve queda nesta quinta à espera de leilões anunciados pelo BC

Alisson Sakamoto by Alisson Sakamoto
agosto 27, 2026
in ECONOMIA
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SÃO PAULO, SP (JORNAL DA TARDE) – 

O dólar abriu em leve queda nesta quinta-feira (27), com investidores à espera dos leilões cambiais anunciados pelo Banco Central, enquanto, no exterior, a moeda norte-americana sustenta ganhos ante outras divisas fortes.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as negociações entre EUA e Irã sobre o controle do estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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Às 9h07, a moeda norte-americana caía 0,12%, cotada a R$ 5,1473. Na quarta-feira (26), a moeda americana fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,152, com investidores reagindo a dados de inflação no Brasil e nos EUA. A Bolsa encerrou estável, sem variação em relação ao pregão anterior, aos 174.586 pontos.

O comportamento doméstico da moeda americana acompanhou o do exterior. Lá fora, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a seis outras divisas fortes, avançou 0,23%, a 99,15 pontos.

Por aqui, o IPCA-15 veio abaixo do esperado, enquanto, nos Estados Unidos, a inflação permaneceu acima da meta do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA).

O resultado brasileiro reforçou as apostas de cortes na taxa básica, a Selic, o que tende a aumentar o apetite dos investidores por risco. Nos EUA, por outro lado, o índice PCE alimentou as apostas em altas dos juros, fortalecendo o dólar.

No Brasil, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve deflação em agosto, ao registrar taxa de -0,4%, apontaram dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta.

A deflação foi a primeira do índice em um ano, desde agosto de 2025 (-0,14%), e a maior em quatro anos. O IPCA-15 caiu mais do que o previsto pelo mercado financeiro, cuja mediana das estimativas era de -0,32%, conforme a agência Bloomberg.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,24% até agosto, abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA.

A queda reforçou a expectativa de cortes na taxa de juros brasileira, a Selic, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, em setembro.

Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, o resultado é positivo para a Bolsa. “A leitura é que o dado é um fator de apoio à expectativa de ciclo de cortes de juros mais consistente e beneficia, especialmente, setores mais sensíveis à taxa, como varejo e construção.”

Nos EUA, o índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até julho, repetindo a taxa de junho, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio durante a manhã. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE.

A inflação anual dos Estados Unidos permaneceu bem acima da meta de 2% do Federal Reserve, o que será analisado pelo banco central americano para tomar a decisão de manter ou aumentar a taxa de juros do país.

Participantes do mercado estão precificando um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros americanos até o final do ano, de acordo com dados da LSEG.

“O resultado mostra que a inflação pelo PCE segue rodando bem acima da meta de 2% do Fed, com o núcleo mantendo ritmo elevado na comparação anual. O resultado, contudo, não deve alterar a leitura do mercado, que segue apostando em manutenção de juros na reunião de setembro, com uma possível alta ficando para outubro ou dezembro”, diz Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

Para Araújo, da Zero Markets Brasil, o dado não traz surpresa negativa, mas confirma que a inflação americana segue pressionada, “mantendo o banco central sem espaço para cortes de juros mais agressivos no curto prazo e sustentando o dólar firme”.

Investidores também mantêm no radar as negociações envolvendo a guerra no Irã. Nesta quarta, Teerã anunciou ter chegado a um acordo com Omã para controlar o estreito de Hormuz, a estratégica via marítima por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do atual conflito.

Segundo o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes do arranjo sejam finalizados, o que ainda não ocorreu. A declaração aumentou a dúvida sobre o anúncio, já que, segundo a Guarda Revolucionária, a medida só será implementada quando os EUA concordarem com seus termos.

Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra no fim de fevereiro, já disseram se opor a qualquer solução para Hormuz que não passe por seu controle.

Na segunda-feira, os EUA anunciaram a ampliação das sanções contra o Irã e contra países que mantiverem relações comerciais com a República Islâmica. Adotando termos vagos, o governo Donald Trump chamou a operação de “Dia D Econômico”, sem impor medidas imediatas de retaliação ao país persa.

A operação de Washington contra Teerã, segundo o governo Trump, deverá ampliar as sanções contra setores essenciais à economia do país persa, como ativos digitais, tecnologia, aviação e transporte marítimo.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, fez o anúncio, mas não especificou as medidas nem os prazos para elas. Ele também não forneceu detalhes sobre quais países ou empresas podem ser atingidos.

“Ninguém deu mais chances à República Islâmica do Irã de chegar a um acordo do que eu. Tragicamente para eles, eles não aproveitaram. Por isso, estou anunciando a operação econômica mais esmagadora jamais empreendida contra qualquer país”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

Também não está claro se ele se refere a aliados mais próximos do Irã, como Rússia e China, ou a parceiros comerciais da República Islâmica em geral, grupo que inclui o Brasil, que exporta principalmente milho e soja ao país persa, e também aliados dos EUA, como Turquia, Índia e Paquistão.

Anatel afirma que a falência da Oi não interrompe automaticamente os serviços e orienta clientes a manter os pagamentos enquanto houver prestação. Consumidores devem acompanhar apenas canais oficiais e podem precisar habilitar créditos no processo falimenta

Folhapress | 09:00 – 27/08/2026

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