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Dólar cai para R$ 5,15, menor valor em dois anos, com tarifas dos EUA em foco; Bolsa renova recorde

Redação by Redação
fevereiro 24, 2026
in ECONOMIA
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Em uma sessão marcada pela implementação da nova política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado de câmbio foi embalado por cautela. A alíquota estipulada pelo governo norte-americano foi de 10%, segundo aviso emitido pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, na sigla em inglês), e não de 15%, como anunciado por Trump no sábado.

SÃO PAULO, SP () – O dólar reverteu os ganhos do início das negociações desta terça-feira (24) e fechou em queda de 0,26%, a R$ 5,154, renovando a mínima em quase dois anos.

Em uma sessão marcada pela implementação da nova política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mercado de câmbio foi embalado por cautela. A alíquota estipulada pelo governo norte-americano foi de 10%, segundo aviso emitido pela CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras, na sigla em inglês), e não de 15%, como anunciado por Trump no sábado.

A imposição de uma taxa mais baixa gerou confusão entre os agentes econômicos, e nenhuma explicação foi fornecida pelas autoridades americanas. Passada a cautela inicial, que levou o dólar ao pico de R$ 5,184, a moeda perdeu força e passou a refletir o maior apetite por risco por parte dos investidores globais.

Na mínima do dia, chegou a R$ 5,142. A última vez em que o dólar rondou esse patamar foi em 28 de maio de 2024, quando esteve cotado a R$ 5,160.

O apetite por risco também se traduziu no desempenho da Bolsa brasileira, que fechou em forte alta de 1,39%, a 191.490 pontos. Trata-se de um novo recorde para o Ibovespa, acima dos 191 mil pontos no fechamento pela primeira vez na história. Na máxima do dia, chegou a 191.780, nova marca durante o período de negociações.

“Diante da diminuição da alíquota, temos visto valorizações de moedas e de ações de mercados emergentes. É um cenário de apetite por risco que tende a favorecer, principalmente, economias com juros mais altos e retornos atrativos, como o Brasil”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

Em meio ao fluxo de capital para emergentes, operadores aguardam mais informações sobre a alíquota final. O Deutsche Bank, em nota, lembrou os clientes de que Trump fará um discurso às 23h (horário de Brasília) e possivelmente indicará os próximos passos da política comercial dos Estados Unidos.

A nova taxa é uma reação à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou as tarifas anunciadas no “Dia da Libertação” ilegais. O tarifaço anterior tinha como base jurídica a IEEPA -Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional-, que permitia a aplicação de sobretaxas de importação a todos os países sem aprovação do Congresso.

Os juízes discordaram que a lei, criada em 1977 para situações de emergência, de fato concedia ao presidente esse poder. O placar da decisão foi de 6 votos a 3.

A nova carga tarifária se ampara, dessa vez, em um dispositivo de 1974. A seção 122 dá a Trump poder para impor temporariamente taxas de até 15% sobre importações quando houver déficits significativos na balança de pagamentos.

Nesse caso, a taxação expira em 150 dias, a menos que o Congresso aprove uma extensão. O governo trabalhará na emissão de tarifas “legalmente admissíveis” no paralelo, afirmou Trump.

A cobrança coloca em dúvida os acordos negociados recentemente pelos EUA com parceiros comerciais, já que a nova tarifa pode se sobrepor aos termos já estabelecidos. Na segunda, Trump advertiu países contra algum recuo nos entendimentos, dizendo que, se o fizerem, ele adotará tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

O Japão solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifário seja tão favorável quanto no acordo existente. Tanto a União Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos já firmados.

Carsten Brzeski, chefe global de macroeconomia do ING, observou que, mesmo com o limite de 150 dias do atual conjunto de medidas, a incerteza comercial provavelmente não desaparecerá tão cedo.
“Porque teoricamente a próxima coisa que Trump poderia fazer é, com a interrupção de um dia, sempre renovar indefinidamente por mais 150 dias”, disse ele.

A China, por sua vez, instou Washington a abandonar suas “tarifas unilaterais”, sinalizando que está disposta a realizar outra rodada de negociações.

Em meio às dúvidas sobre o cenário, o dólar ganhou terreno ante o iene, o euro e a libra. O índice DXY, que o compara a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,13%, a 97,87 pontos.

No Brasil, porém, o cenário é outro. Há uma leitura de que as novas tarifas podem ser benéficas ao país, já que são significativamente menores do que a carga que antes incidia sobre alguns produtos brasileiros.

Essa visão aumenta a atratividade do mercado nacional, já beneficiado pelo fluxo de investidores estrangeiros para praças emergentes.

“Sob a ótica técnica, a cotação ainda rompeu o suporte em R$ 5,20, faixa que concentrava posições compradas relevantes. A perda desse nível desencadeou ajustes de portfólio e amplificou o movimento de apreciação do real, com redução tática de exposição à moeda americana”, diz Jaqueline Neo, especialista de câmbio e crédito da be.smart.

Já o Ibovespa se recuperou da queda da véspera. “As tensões envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã voltaram a puxar o petróleo para cima e Petrobras está acompanhando o ritmo, empurrando o Ibovespa. O setor bancário avança após um pregão de realizações na segunda, e há ainda o fluxo de estrangeiros para o mercado brasileiro, o que colabora para que o dólar siga se desvalorizando”, diz Rodrigo Moliterno, chefe de renda variável da Veedha Investimentos.

Praças europeias fecharam em estabilidade, como o DAX e o FTSE, e Wall Street avançou, com os principais índices embalados por ações de tecnologia. A Anthropic anunciou dez novas ferramentas de inteligência artificial, impulsionando o setor.

Dólar cai para R$ 5,15, menor valor em dois anos, com tarifas dos EUA em foco; Bolsa renova recorde

Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

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