O dólar à vista recua na abertura desta sexta-feira (16), acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e devolvendo parte da alta acumulada de 2,04% nas últimas três sessões. Perto da abertura, às 9h13, o dólar à vista tinha mínima de R$ 5,0791, com queda de 0,15%.
Ontem, a divisa subiu 1,15%, para R$ 5,0868, mesmo com a queda do DXY, refletindo a cautela eleitoral e fiscal no Brasil. Em outubro, porém, ainda acumula baixa de cerca de 1,90% ante o real.
No cenário externo, o DXY está na mínima em duas semanas, favorecido pelo aumento das apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em outubro, de 72,3% para 85,1%, após declarações cautelosas de Kevin Warsh. O dirigente afirmou que o Fed reavaliará o cenário antes das decisões de outubro e dezembro e destacou as incertezas sobre os efeitos da inteligência artificial no emprego, na inflação e na estabilidade financeira. Apesar da perspectiva de manutenção neste mês, o mercado segue precificando altas de juros nos meses seguintes.
A pressão do petróleo, diante dos riscos no Estreito de Ormuz e das tensões no Mar Negro, também alimenta preocupações inflacionárias e contribui para a alta dos rendimentos dos Treasuries longos, limitando o alívio externo.
No Brasil, o Datafolha e o PoderData/Aya confirmaram uma disputa presidencial apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No Datafolha, Flávio aparece com 47% das intenções de voto totais, ante 45% de Lula. Nos votos válidos, a diferença é de 51% a 49%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Já o PoderData/Aya mostra empate de 50% a 50% nos votos válidos, após a distância cair de seis pontos percentuais para zero em duas semanas. O quadro, também indicado por Quaest e Indexa, mantém a incerteza eleitoral e pode limitar a queda do dólar, embora a confirmação de uma disputa equilibrada não represente necessariamente uma nova surpresa para os mercados.
As preocupações fiscais seguem no radar, sobretudo diante da proposta de tarifa zero no transporte público, com custo estimado em R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano, e da aprovação do fim da escala de trabalho 6×1.
Nesta sexta-feira, os investidores acompanham ainda a pesquisa CNT/MDA, a entrevista de Flávio Bolsonaro à Rede Globo, à noite, e a produção industrial dos Estados Unidos, às 10h15. O IBC-Br de agosto, por sua vez, subiu 0,3%, acima da mediana das estimativas, de 0,12%, após queda de 0,22% em julho.
As preocupações fiscais seguem no radar, sobretudo diante da proposta de tarifa zero no transporte público, com custo estimado em R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano, e da aprovação do fim da escala de trabalho 6×1.
Nesta sexta-feira, os investidores acompanham ainda a pesquisa CNT/MDA, a entrevista de Flávio Bolsonaro à Rede Globo à noite e a produção industrial dos Estados Unidos (10h15). O IBC-Br de agosto, por sua vez, subiu 0,3%, acima da mediana das estimativas, de 0,12%, após queda de 0,22% em julho.










