Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides
A startup Tau Robotics passou a oferecer um serviço de limpeza residencial com robôs humanoides em San Francisco, nos Estados Unidos. A hora custa 30 dólares, cerca de R$ 160, conforme anúncio feito em 28 de julho pelo presidente-executivo e cofundador da empresa, Alexander Koch.
O atendimento é feito por meio de convites da própria empresa. Os interessados que não foram chamados devem se inscrever em uma lista de espera no site da Tau Robotics, transmitida de forma gratuita. Daí em diante, cada visita dura por volta de uma hora e exige a presença de um adulto no imóvel durante todo o período.
Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides
A startup vende em seu site três robôs diferentes, apelidados de Chelsea, Elon e Tony. Segundo a descrição da empresa, as máquinas aspiram os pisos, limpam as bancadas e superfícies, recolhem o lixo, retiram os objetos do chão e fazem a limpeza pesada em rodapés e rejuntes.
Apesar da avançada tecnologia, os robôs não operam de forma autônoma. Koch afirmou que um sistema de inteligência artificial controla os motores das máquinas, mas sempre sob orientação de um operador humano. O funcionário trabalha na sede da empresa e acompanha o interior da residência através de câmeras instaladas no equipamento.

Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides
Questionada a respeito da preservação de dados dos fregueses, a Tau Robotics informou que não divulgará imagens capazes de identificar clientes ou residências sem autorização por escrito. Em entrevista à ABC7, Koch disse que o objetivo é ampliar o mercado de limpeza doméstica.
Acho que muitos dos nossos primeiros clientes são pessoas que não tinham faxineiras, ou que não contratavam faxineiras humanas com frequência, então isso basicamente amplia o mercado. Alexander Koch, presidente-executivo e cofundador da Tau Robotics

Tau Robotics comercializa serviço de limpeza com robôs humanoides
Ken Goldberg, professor de engenharia da Universidade da Califórnia em Berkeley, avaliou que a tecnologia ainda não está pronta. Pesquisador da área há 40 anos, ele disse que recolher objetos do chão continua sendo um desafio para os robôs. O especialista também alertou que o vídeo poderia ter sido acelerado na edição.
Eu realmente acho que é cedo demais. Eu ficaria muito surpreso se essas máquinas conseguissem fazer algo próximo de um trabalho útil de limpeza de uma casa. Então, conseguir pegar objetos do chão ainda é um desafio para os robôs hoje. E conseguir varrer e limpar áreas de, sabe, bancadas e embaixo das coisas, isso é muito, muito difícil. Você não sabe se foi acelerado, não sabe se há um humano nos bastidores, não sabe se eles montaram o ambiente com muito cuidado exatamente do jeito certo, para que funcionasse naquela vez Ken Goldberg, professor de engenharia da Universidade da Califórnia
Contrariando o docente, Koch afirmou que as imagens estão em velocidade normal.

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