Luiza Brunet e ex-marido
Dez anos após o episódio de violência que marcou sua vida, Luiza Brunet, de 64 anos, obteve uma nova vitória na Justiça. O empresário Lírio Parisotto, ex-companheiro da modelo, foi condenado a pagar R$ 150 mil por danos morais em razão das agressões ocorridas em maio de 2016, em Nova York, nos Estados Unidos.
A sentença foi assinada em 8 de outubro de 2026 pela 36ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo UOL Splash, o valor deverá ser acrescido de juros desde a data do episódio e de correção monetária. Apesar disso, Parisotto ainda pode recorrer.
O caso aconteceu em 22 de maio de 2016, durante uma viagem do então casal aos Estados Unidos. Na ocasião, Luiza relatou ter sido agredida fisicamente por Parisotto. As lesões incluíram quatro costelas fraturadas, além de hematomas no rosto e em outras partes do corpo.
O episódio também teve desdobramentos na esfera criminal. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do empresário pelo caso. A Justiça reconheceu a gravidade das lesões e o sofrimento decorrente da violência.
Luiza Brunet
Justiça negou parte dos pedidos de indenização
Embora tenha determinado o pagamento de R$ 150 mil por danos morais, a Justiça rejeitou os pedidos de reparação por danos materiais e lucros cessantes, que correspondem a ganhos que a pessoa afirma ter deixado de receber. De acordo com as informações, esses pedidos foram negados por falta de provas suficientes.
A modelo havia apontado possíveis prejuízos financeiros e profissionais relacionados à repercussão do episódio. No entanto, a decisão não reconheceu o direito à indenização por esses danos específicos.
Na tarde desta terça-feira (13), a ex-modelo fez um post em sua conta pessoal do Instagram falando sobre a decisão. Luiza Brunet comentou a condenação e afirmou que a decisão não representa uma vitória.
A Justiça reconheceu a violência que sofri. Mas reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa. A indenização foi fixada em R$ 150 mil. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. Luiza Brunet, ex-modelo e atriz.
Na sequência a mãe de Yasmin Brunet seguiu questionando a real eficácia dessa condenação.“Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave?”, disse.
“Não se trata de colocar preço na dor. Nenhum dinheiro apaga uma agressão, devolve a tranquilidade perdida ou repara integralmente as marcas físicas e emocionais deixadas pela violência. Trata-se de compreender que uma indenização precisa ter significado também para quem é condenado. Quando seu valor é insignificante diante da capacidade econômica do agressor, sua eficácia como instrumento de responsabilização e prevenção fica comprometida”, escreveu.
“Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou“, afirmou a famosa.






