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'Finalmente vou fazer uma mulher que transa e bebe', diz Marjorie Estiano sobre Ângela Diniz

Redação by Redação
outubro 20, 2025
in FAMA
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Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série da HBO Max, que revisita o assassinato da socialite e expõe o machismo dos anos 1970. A atriz fala sobre o desafio de retratar uma mulher livre e a urgência de discutir a violência de gênero no Brasil atual.

SÃO PAULO, SP ( JT) – Marjorie Estiano vive um dos papéis mais intensos da carreira em ‘Ângela Diniz: Assassinada e Condenada’, série da HBO Max inspirada no podcast Praia dos Ossos, da Rádio Novelo. A produção, que estreia no dia 13, revisita o caso da socialite mineira morta a tiros pelo então companheiro, Doca Street, em 1976 –um crime que marcou a história do país e escancarou a violência de gênero e o machismo da época.

Após anos mergulhada em personagens densos, como a médica Carolina de Sob Pressão, a atriz conta que chegou a desejar uma comédia para aliviar o peso emocional da carreira. “Pensei: ‘Não posso emburacar em outra coisa tão densa”, lembra. Mas o destino tinha outros planos: depois da minissérie Fim (2023), do Globoplay, ela foi convidada a dar vida à mulher que ficou conhecida como “Pantera de Minas”.

Ângela era sinônimo de liberdade nos anos 1970 –frequentava festas da alta sociedade, bebia, fumava, falava o que pensava e não se encaixava nos padrões femininos impostos. “Embora a Ângela tenha sido assassinada, pensei: ‘Finalmente, vou fazer uma mulher que transa, bebe e é dada ao prazer'”, diz Marjorie em entrevista ao O Globo. “Foi uma trabalheira: muito figurino, cabelo, maquiagem, mas eu estava me divertindo, brincando de boneca com a caracterização.”

Dirigida por Andrucha Waddington, a série de seis episódios equilibra erotismo, crítica social e reflexão sobre o papel da mulher. Segundo o diretor, Marjorie foi a primeira e única opção para o papel. “A Ângela precisava ser vivida por alguém capaz de incorporar sua complexidade. Não haveria melhor pessoa para isso”, afirma.

A sensualidade da personagem, explica Marjorie, não está apenas nas cenas de sexo –filmadas com acompanhamento de uma coordenadora de intimidade–, mas na postura, no olhar e na autoconfiança. “O Andrucha chegou a me perguntar se eu estava malhando mais, mas não. Era a forma como eu me colocava em cena”, conta.

Para a atriz, o maior desafio foi retratar uma mulher livre sem reduzir sua história ao erotismo. “Tivemos cuidado para não objetificar a Ângela. Era uma mulher que foi morta porque não se submetia a nada –não porque era bonita ou provocava ciúmes”, afirma.

O assassinato de Ângela Diniz ganhou repercussão nacional não apenas pela brutalidade, mas pela forma como o réu foi tratado pela Justiça. Doca Street foi absolvido em 1979 com base na tese de “legítima defesa da honra”, só declarada inconstitucional pelo STF em 2023. O caso gerou mobilização de movimentos feministas e um novo julgamento, no qual o assassino recebeu pena de 15 anos.

“Essa história continua urgente”, diz Marjorie. “Continuamos morrendo por feminicídio. Ainda precisamos pensar na roupa que vestimos, no horário em que saímos, nas aparências que somos obrigadas a sustentar. É um cerceamento que não acabou.”

Hoje, aos 43 anos, a atriz diz estar em uma fase mais leve, dividindo a vida com o médico Márcio Maranhão. “A adolescência foi terrível. Depois, quando entrei na TV, também foi difícil. Hoje, com terapia, exercícios e alimentação, encontrei um prazer em estar viva. Eu me interesso por outros pensamentos, realidades – até em relação ao sexo ainda há muito o que descobrir”, reflete. “Não estou na vida a passeio.”

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