Está em curso a operação de retirada de mais de 100 passageiros de um navio afetado por um surto de hantavírus, que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis. As imagens do momento são reveladoras do que se passa no local e lembram a pandemia da Covid-19.
O governo da Espanha descreveu a situação como “inédita” e “sem precedentes” — e é exatamente isso que mostram as imagens registradas neste domingo, 10 de maio, no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias.
A operação de retirada dos passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de Hantavírus que já matou três pessoas e infectou pelo menos seis, já começou e deve continuar até amanhã, segunda-feira, 11 de maio.
A operação de desembarque e repatriação das mais de 100 pessoas que estão a bordo do navio começou por volta das 9h30 (horário local e de Lisboa).
O primeiro grupo de pessoas, todas usando máscaras e roupas completas de proteção sanitária, foi retirado do MV Hondius em uma lancha que se aproximou do cruzeiro e levou os passageiros até o cais do porto industrial de Granadilla, na ilha de Tenerife.
Horas antes, por volta das 7h45 no horário local, já após o navio atracar no porto, uma equipe médica do serviço de Saúde Exterior do governo espanhol havia embarcado para testar todos os passageiros. O órgão tem como missão “organizar e garantir a prestação de assistência sanitária” a pessoas em trânsito internacional pela Espanha.
Somente após a avaliação dessa equipe médica o primeiro grupo de passageiros pôde deixar o navio.
Depois da travessia em pequenas embarcações até o porto de Granadilla, os passageiros embarcaram em um ônibus com destino ao aeroporto de Tenerife.
Em seguida, um avião irá transportá-los até Madri, onde deverão cumprir quarentena no Hospital Gómez Ulla.
Até o momento, apenas passageiros espanhóis deixaram o navio, mas em breve também serão retirados os passageiros que serão repatriados para os Países Baixos, entre eles um português.
Apesar das imagens vindas de Tenerife lembrarem o que o mundo viveu durante a pandemia de COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já garantiu várias vezes que não se trata de uma situação semelhante.






