Navio que fazia trajeto entre a Argentina e Cabo Verde teria já registrado sete casos de hantavírus
As autoridades de saúde internacional creem que a síndrome respiratória que já matou três pessoas a bordo de um cruzeiro, que navega no Atlântico, estaria se propagando entre os passageiros da embarcação.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), médicos vão entrar, esta terça-feira (5), no navio Hondius a fim de retirar dois doentes.
A informação surge momentos depois de a OMS ter afirmado que o risco de uma infecção global era mínima. Porém, admite-se agora, poderá estar a se verificando vários casos de infecção de humano para humano a bordo do navio, como entre pessoas que estabeleceram contatos diretos com outras pessoas infectadas.
Os passageiros que vão ser retirados são dois tripulantes que apresentam sintomas respiratórios, um leve e outro grave, e que precisam de assistência médica urgente.
Detectados 7 casos a bordo
O navio de cruzeiro está de quarentena em Cabo Verde depois de se ter confirmado um segundo caso de hantavírus no navio e outros cinco casos suspeitos.
Os dois casos confirmados são o de uma mulher que teve contato próximo com o passageiro que morreu no dia 11 de abril e o de um passageiro, de nacionalidade britânica, que foi retirado do navio e transportado para Joanesburgo, onde está em estado grave nos cuidados intensivos.
Os restantes cinco casos suspeitos, ainda não confirmados em laboratório, são os dois passageiros que morreram a 11 de abril (um homem) e a 2 de maio (uma mulher) e os três casos que estão a bordo com sintomas gastrointestinais e/ou febre alta, dois deles elementos da tripulação.
Navio pode atracar em Espanha
O navio, com 147 pessoas a bordo, poderá estar a caminho das ilhas Canárias. A diretora de prevenção e preparação para epidemias e pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, afirmou em Genebra que esta organização está “trabalhando com as autoridades espanholas” e deu como certo que as Canárias “acolherão o navio [e a Espanha] realizará uma investigação exaustiva, uma investigação epidemiológica completa, uma desinfecção total do navio e, claro, avaliará o risco dos passageiros a bordo”.
Contudo, segundo o El Pais, o Ministério da Saúde espanhol ainda não teria confirmado esta situação.
OMS atenta à situação
A OMS garantiu estar trabalhando com as autoridades locais e a operadora de cruzeiros Oceanwide em uma “avaliação completa de risco para a saúde pública”.
“Estão em curso investigações detalhadas, incluindo mais testes laboratoriais e investigações epidemiológicas”, disse a organização, frisando que “cuidados médicos e apoio estão a ser prestados aos passageiros e à tripulação”.






