Charles Spencer, irmão da princesa Diana, falou sobre a relação estremecida entre os príncipes William e Harry e deixou claro que não pretende escolher um lado no conflito entre os dois sobrinhos.
O conde Spencer, de 62 anos, abordou o assunto durante uma entrevista à BBC divulgada no domingo (20), enquanto promovia o livro Swan Song: Diana, My Sister, lançado nesta terça-feira (22). A obra reúne suas lembranças sobre Diana e também apresenta novos relatos sobre os acontecimentos que cercaram a morte da princesa, em 1997.
Questionado sobre a percepção de que teria se aproximado mais de Harry nos últimos anos, Charles rejeitou a ideia de que apoie apenas um dos irmãos.
“Penso que existe uma percepção nos meios de comunicação de que estou do lado do Harry. Bem, estou do lado dos filhos da minha falecida irmã, de ambos”, afirmou.
“E se algum deles quisesse alguma coisa, estaria igualmente disponível para os apoiar. E nunca me envolvo num ou noutro lado, exceto como uma figura benigna, espero”, acrescentou.
“Espero que um dia isto se resolva”
Charles Spencer reconheceu que existem questões complexas por trás do afastamento dos sobrinhos e afirmou que não conhece tudo o que aconteceu entre eles.
Segundo o irmão de Diana, há “muitas razões de ambos os lados” para que a relação tenha “chegado a este ponto”.
“Espero que um dia isto se resolva”, declarou.
“Mas não sei de tudo”, continuou Spencer. “Certamente não sei o que se passou nos pormenores e, por isso, sentir-me-ia intrusivo se me envolvesse mais do que dizer que, claro, uma mãe quer que os seus dois filhos sejam felizes juntos e se amem.”
A declaração ocorre em um momento em que William e Harry continuam sem contato direto, apesar das mudanças recentes na vida do duque de Sussex.
William e Harry continuam afastados
Harry e Meghan Markle voltaram a viver no Reino Unido no fim de agosto, depois de cerca de seis anos nos Estados Unidos. Os filhos do casal, Archie e Lilibet, também se mudaram com os pais e começaram a frequentar uma escola britânica. Apesar do retorno, Harry e Meghan não retomaram as funções de membros seniores da família real.
A mudança também não teria provocado, até agora, uma reaproximação entre os irmãos.
Segundo a revista People, fontes próximas à família real afirmam que William e Harry continuam sem contato direto. A historiadora Amanda Foreman descreveu a situação como uma passagem de uma “guerra quente” para uma “guerra muito, muito fria”.
A revista também relatou que William e Kate Middleton ainda carregariam ressentimentos relacionados às declarações públicas feitas por Harry e Meghan desde que deixaram os compromissos oficiais da monarquia em 2020.
Uma fonte próxima ao casal afirmou anteriormente que “foi muito difícil para eles” e acrescentou: “Eu não culparia William por ser cauteloso”.
Harry, por sua vez, já declarou publicamente que gostaria de se reconciliar com a família.
Relação com o pai deu sinais de melhora
Embora a distância em relação a William permaneça, a relação de Harry com o pai, o rei Charles III, apresentou sinais de mudança nos últimos meses.
Em julho, Harry, Meghan, Archie e Lilibet se encontraram com Charles e a rainha Camilla em Highgrove House. Segundo a People, pai e filho também voltaram a manter algum contato depois desse encontro. William não participou da reunião.
A volta dos Sussex ao Reino Unido, porém, não significa uma retomada do antigo papel dentro da monarquia. Em setembro, o Palácio reiterou formalmente que Harry e Meghan continuam sendo membros não atuantes da família real e serão tratados como cidadãos privados em questões oficiais.
Charles Spencer também falou sobre tratamento dado a Harry e Meghan
Na mesma entrevista à BBC, o irmão de Diana afirmou enxergar semelhanças entre a cobertura da imprensa sobre Harry e Meghan e o tratamento recebido por sua irmã antes da morte.
Spencer classificou como “desagradável” parte da cobertura dedicada ao casal e afirmou que ela “ecoava” a experiência vivida por Diana. Também defendeu que Harry tenha proteção oficial quando estiver no Reino Unido.
Apesar das declarações, Spencer insistiu que sua proximidade com Harry não significa que tenha se afastado de William.
Livro foi apresentado aos dois irmãos ao mesmo tempo
Charles Spencer também revelou à People que manteve a produção de Swan Song: Diana, My Sister em segredo durante boa parte do processo.
Segundo ele, William, Harry e as irmãs de Diana, Lady Sarah McCorquodale e Lady Jane Fellowes, foram avisados sobre a obra “exatamente ao mesmo tempo”, quando o livro já estava bastante avançado.
Harry teria perguntado ao tio apenas se havia algo no conteúdo que pudesse constrangê-lo.
Spencer disse que respondeu que não e afirmou ter procurado preservar a privacidade dos sobrinhos.
O livro traz lembranças da infância de Diana, de seu casamento com Charles e dos acontecimentos posteriores à morte da princesa. Algumas das alegações sobre o atual rei foram contestadas pelo Palácio de Buckingham, que sugeriu que o impacto do luto pode ter afetado as lembranças de Spencer. O irmão de Diana, no entanto, mantém sua versão dos fatos.
Diana morreu aos 36 anos em um acidente de carro em Paris, em 31 de agosto de 1997. Na época, William tinha 15 anos e Harry, 12.











