O jogador Nicolas Bosshardt, de 19 anos, foi colocado em liberdade provisória nesta terça-feira após ser preso pelo atropelamento que matou um homem de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo. O lateral-esquerdo integra as categorias de base do São Paulo.
O acidente ocorreu por volta das 21h53 de segunda-feira. A vítima atravessava a rua quando foi atingida pelo BMW conduzido pelo atleta.
Antes do atropelamento, Nicolas havia jantado em um shopping com os também jogadores Igor Felisberto e Ryan Francisco. Após o encontro, os três deixaram o local em veículos separados.
Os dois companheiros retornaram ao perceber o acidente e, segundo os relatos apresentados, ajudaram no atendimento à vítima. Nicolas permaneceu no local, acionou o resgate e depois foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Uma testemunha afirmou à polícia que os três veículos circulavam em alta velocidade. Os atletas negaram essa versão e disseram que trafegavam a aproximadamente 50 km/h. Também declararam que nenhum deles havia ingerido bebida alcoólica durante o jantar.
Após passar por audiência de custódia no Tribunal de Justiça de São Paulo, Nicolas recebeu autorização para responder ao processo em liberdade. A Justiça suspendeu a Carteira Nacional de Habilitação do jogador e o proibiu de obter uma nova permissão para dirigir até outra decisão.
O atleta também deverá comparecer mensalmente à Justiça, manter o endereço atualizado e não poderá se ausentar da região onde mora por mais de oito dias sem autorização judicial.
Em nota, a defesa afirmou que o idoso atravessava a via fora da faixa de pedestres e em um ponto considerado inadequado para a travessia.
“A defesa do atleta Nicolas informa que, na noite da última segunda-feira, ele se envolveu em um acidente de trânsito no momento em que uma pessoa atravessava a via fora da faixa de pedestres e em local inadequado para a travessia”, declarou.
Os advogados também destacaram que o jogador permaneceu no local e colaborou com as autoridades.
“Imediatamente após o ocorrido, Nicolas permaneceu no local, prestou toda a assistência, acionou o serviço de resgate e, posteriormente, compareceu à delegacia de polícia para prestar os devidos esclarecimentos. Na ocasião, foi constatado que ele não havia ingerido bebida alcoólica e que sua Carteira Nacional de Habilitação estava regular”, informou a defesa.
A nota acrescentou que o atleta já prestou depoimento e será representado pelo advogado Guilherme Pacheco durante a investigação.
“O caso encontra-se sob a defesa do advogado Dr. Guilherme Pacheco, que está adotando todas as medidas jurídicas necessárias e acompanhando integralmente a apuração dos fatos, buscando demonstrar sua inocência”, diz o comunicado.
A defesa também manifestou solidariedade aos familiares da vítima e pediu cautela até a conclusão das investigações.
O São Paulo informou, em nota oficial, que Nicolas não havia consumido bebida alcoólica e estava com a documentação para dirigir regularizada.










