RIO DE JANEIRO, RJ (JORNAL DA TARDE) – Juliette Freire, 36, usou as redes sociais nesta quinta-feira (18) para esclarecer uma declaração feita no programa Saia Justa, do GNT, na noite anterior. A cantora havia afirmado que não se sente obrigada a convidar os companheiros de suas madrinhas para o casamento com o atleta Kaique Cerveny, previsto para acontecer ainda neste ano, em Recife.
Após a repercussão do assunto, a campeã do BBB 21 explicou que se referia a um caso específico envolvendo uma amiga próxima. Segundo ela, a situação tem relação com um episódio de violência contra a mulher em um relacionamento, informação que não foi explicitada durante a atração ao vivo.
“Usei as palavras ‘algo muito ruim’ e ‘não concordo com essa relação’. Não deveria. Em vez disso, eu deveria ter usado a palavra ‘violência'”, afirmou e continuou explicando: “Em uma determinada pergunta: ‘quando uma pessoa fala mal do ex ou aconteceu alguma coisa e a pessoa volta para esse ex, o que vocês fazem? Vocês são amigos de fulano?’. No impulso, lembrei de uma situação e falei que uma grande amiga minha provavelmente não seria madrinha porque vou colocar a condição de o cônjuge dela não ir”.
Ela disse que evitou entrar em detalhes para não expor as pessoas envolvidas, mas reconheceu que a escolha dos termos no programa ao vivo abriu espaço para interpretações equivocadas. Para ela, o episódio serviu de aprendizado sobre a importância de tratar situações de violência de forma mais clara.
Juliette também ressaltou que deixar uma relação abusiva nem sempre é uma decisão simples. “Pessoas que passam por essa situação sabem muito bem disso e o mais importante é que os agressores, essas pessoas violentas, sejam estigmatizados”, declarou.
A cantora ainda criticou quem saiu em defesa do comportamento do agressor. “Ficaria mais explícito e já economizaria o trabalho da defesa dos machos e dos oprimidos, que ficam moendo o meu juízo. O que a gente tira de aprendizado dessa situação: primeiro, às vezes, é melhor usar a palavra explícita mesmo em situações como esta. Segundo, nem sempre é fácil sair de uma relação abusiva”, completou.










