O cantor espanhol afirma que ainda não é o momento de falar publicamente sobre as acusações de agressão sexual e tráfico humano, mas garante que trabalha com sua equipe jurídica para responder às denúncias apresentadas na Espanha.
Sob acusações graves que abalaram sua imagem pública, Julio Iglesias rompeu parcialmente o silêncio após ser citado em denúncias de agressão sexual e tráfico de seres humanos apresentadas à Justiça espanhola. O cantor afirmou que ainda não é o momento de se pronunciar publicamente, mas confirmou que prepara sua defesa com cautela e atenção a cada detalhe.
Em entrevista à revista Hola!, o artista limitou-se a dizer que acompanha o caso de perto. Pessoas do círculo íntimo de Iglesias também evitaram declarações oficiais, mas, segundo a publicação, negam as acusações em conversas privadas e dizem estar surpresas com as denúncias.
As acusações contra Julio Iglesias
As denúncias foram apresentadas no dia 5 de janeiro ao Ministério Público da Audiência Nacional da Espanha por duas ex-funcionárias do cantor, que afirmam ter sido vítimas de agressões sexuais e de um esquema de tráfico humano. As mulheres são representadas pela organização não governamental Women’s Link, cujas advogadas confirmaram que ambas serão ouvidas pelas autoridades espanholas.
Os relatos vieram a público após uma investigação jornalística de três anos conduzida pelo jornal elDiario.es e pela emissora norte-americana Univision Noticias. Segundo as denúncias, os episódios teriam ocorrido entre janeiro e outubro de 2021, em residências de Iglesias na República Dominicana e nas Bahamas.
Uma das mulheres trabalhava como empregada doméstica e a outra como fisioterapeuta. Ambas relatam que o cantor, então com 77 anos, mantinha comportamentos descritos como controladores, abusivos e baseados em assédio e abuso de poder. Uma delas afirma ter sido coagida a manter relações sexuais, além de relatar agressões físicas, incluindo tapas e penetração sem consentimento.
“Ele me usava todas as noites. Eu me sentia como um objeto, como uma escrava”, declarou a ex-funcionária doméstica. Segundo o depoimento, os abusos teriam ocorrido, em alguns momentos, na presença de um funcionário em posição hierárquica superior.
As denúncias também apontam possíveis crimes relacionados a tráfico de seres humanos com fins de trabalho forçado e servidão. Entre os elementos citados estão jornadas de até 16 horas diárias, controle de comunicações pessoais, monitoramento de mensagens em celulares e a imposição de exames médicos.






