BUENOS AIRES, ARGENTINA (JORNAL DA TARDE) – Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru nesta terça-feira (28), 26 anos depois do fim da ditadura de seu pai, com um discurso duro em relação à segurança pública -em linha com a campanha que a levou ao poder após três tentativas frustradas.
“Vamos recuperar cada bairro, cada estrada, cada espaço público para as famílias peruanas”, afirmou a política no Congresso Nacional, onde seu partido, o Força Popular, tem maioria em ambas as Casas.
“Vamos usar todas as ferramentas que a Constituição põe à disposição do governo. Durante os estados de emergência, as Forças Armadas assumirão temporariamente a liderança das operações de segurança e controle interno”, afirmou, sob aplausos de seus apoiadores.
A declaração se deu após um diagnóstico duro da situação do país, que ela classificou de catastrófica, apesar do domínio de sua sigla nas diversas instituições da nação na última década, marcada pela instabilidade que levou nove políticos à Presidência.
Antes de seu discurso, membros da oposição, incluindo o Juntos pelo Peru, partido do derrotado nas eleições de junho, Roberto Sánchez, deixaram o plenário enquanto apoiadores aplaudiam a agora presidente.
A posse de Keiko marca a volta do fujimorismo em meio a uma onda de direita na América do Sul. Estavam presentes na cerimônia de Keiko muitos dos expoentes da tendência, como Daniel Noboa (Equador), Santiago Peña (Paraguai) Javier Milei (Argentina), José Antonio Kast (Chile) e Rodrigo Paz (Bolívia).
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está representado pelo chanceler Mauro Vieira. Já o Uruguai, um dos únicos países governados pela esquerda ao lado do Brasil na região, enviou seu presidente, Yamandú Orsi.










