Kylian Mbappé concedeu uma longa entrevista ao jornal espanhol As, que será publicada na íntegra nesta quinta-feira (17). Em trechos antecipados pelo veículo, o atacante do Real Madrid voltou a defender sua candidatura à Bola de Ouro e falou sobre alguns dos principais assuntos envolvendo seu nome nos últimos dias.
O francês, que atualmente trabalha sob o comando de José Mourinho no Real Madrid, afirmou acreditar que fez uma temporada que o credencia a conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo.
“Na minha opinião, este é um bom ano para vencer. Meu melhor advogado são os meus pés, por mais que eu fale. Para mim, o mais importante é que a Bola de Ouro volte ao Real Madrid. Ela deve voltar ao Santiago Bernabéu, aos madridistas. Que volte para dar ambição a todas essas pessoas. Essas pessoas merecem mais do que todo mundo”, afirmou.
Mbappé elogia Lamine Yamal, rival na disputa
Mbappé também falou sobre Lamine Yamal, do Barcelona, um dos nomes que aparecem ao lado do francês entre os principais candidatos ao prêmio.
“Eu acho que ele é um jogador de grande talento e tenho a sensação de que terá uma grande carreira. Desejo tudo de melhor para ele”, declarou.
A Bola de Ouro de 2026 será entregue em 26 de outubro. A lista de indicados conta com nomes como Mbappé, Lamine Yamal, Lionel Messi, Vinícius Júnior, Jude Bellingham, Erling Haaland, Ousmane Dembélé, Harry Kane e Lautaro Martínez.
Também estão entre os candidatos os portugueses Bruno Fernandes, Nuno Mendes, João Neves e Vitinha, além dos brasileiros Gabriel Magalhães e Marquinhos.
Mbappé explica gesto durante ação de apoio a Ceuta
Em outro trecho da entrevista, Mbappé explicou a polêmica ocorrida antes da vitória do Real Madrid sobre o Elche, quando ele, Vinícius Júnior e Konaté não vestiram completamente uma camisa usada em uma ação de apoio a Ceuta.
“Quero explicar bem, para que as pessoas entendam. Foi uma decisão dos clubes incluir a camisa, vestir a camisa. Nós, jogadores, também tínhamos que vesti-la. A primeira coisa que quero dizer é que tenho toda a solidariedade por Ceuta e por todas as vítimas, porque, antes de ser jogador, sou humano, mas também queria fazer um gesto e ter um pensamento por todos os imigrantes que perderam a vida e que também estão em condições difíceis”, afirmou.
O atacante disse que sabia que sua atitude poderia ser interpretada como falta de apoio a Ceuta, mas negou que tivesse essa intenção.
“Era uma posição que não era fácil, que era difícil, porque, no fim, as pessoas podem pensar que eu estou contra o povo de Ceuta, mas não, absolutamente não. Não tenho nada contra eles e os apoio 100% com meu pensamento, mas queria também ter um pensamento por todas as pessoas que sofrem, porque, no fim, sou humano e não quero colocar prioridades no sofrimento”, explicou.
Mbappé ainda afirmou que sua intenção foi transmitir uma mensagem mais ampla.
“Há pessoas que sofrem, e me dá muita tristeza ver isso no mundo. Sou um rapaz que quer o melhor para o mundo que temos. Quero enviar uma mensagem de otimismo e de paz e espero que isso seja resolvido rapidamente”, concluiu.
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