O zagueiro Nino, de 29 anos, revelou os bastidores da negociação que quase o levou ao Palmeiras no início de 2026. Atualmente no Zenit, da Rússia, o jogador confirmou que o clube paulista demonstrou interesse em sua contratação, mas as exigências dos russos impediram a transferência.
Em entrevista ao canal do ex-jogador Felipe Melo, no YouTube, Nino explicou que o Palmeiras e o Fluminense tentaram contratá-lo em dezembro de 2025. O principal obstáculo foi a decisão do Zenit de não negociar o defensor antes da definição do Campeonato Russo.
“O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação”, contou.
Segundo o zagueiro, o clube russo chegou a admitir a possibilidade de negociá-lo depois da conquista do título, mas manteve condições consideradas difíceis pelos interessados.
“Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles”, acrescentou.
Palmeiras chegou a ter acordo com Nino
A diretoria do Palmeiras avançou nas conversas com o jogador e chegou a um acordo sobre as condições contratuais.
O clube paulista também enviou um representante à Rússia para tentar convencer o Zenit a liberar o defensor.
No entanto, a negociação esbarrou nos valores exigidos pelos russos, que pretendiam receber aproximadamente R$ 120 milhões pela transferência.
Sem conseguir um acordo, o Palmeiras desistiu da contratação e voltou ao mercado em busca de outro zagueiro.
A diretoria acabou contratando Barboza, que estava de saída do Botafogo, por aproximadamente R$ 20 milhões.
O Fluminense, clube pelo qual Nino conquistou a Libertadores de 2023, também tentou repatriar o jogador.
“O Fluminense fez uma ótima proposta, mas eles pediram mais, e o Fluminense chegou no teto. As negociações não chegaram no ponto de eu dizer quero ir para este ou aquele, mas as negociações com o Zenit não avançaram”, explicou.
Filho pode ser decisivo para Nino voltar ao Brasil
Além das questões esportivas e financeiras, Nino revelou que considera retornar ao futebol brasileiro por motivos familiares.
O zagueiro é pai de Antônio, que tem síndrome de Down. Segundo ele, a família acredita que viver no Brasil pode oferecer condições mais favoráveis ao desenvolvimento do menino.
“Você, como meu amigo pessoal, sabe que tenho um filho, Antônio, com síndrome de Down. A gente pensa e sabe que, para ele, estar no Brasil seja melhor para o desenvolvimento dele, da fala, como um todo”, afirmou.
O defensor explicou que ele e a esposa passaram a considerar com mais atenção a possibilidade de voltar ao país desde o nascimento do filho.
“Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional. Então, sempre deixamos as portas abertas”, declarou.
Nino pode voltar ao Palmeiras?
Apesar de não ter conseguido deixar o Zenit na última janela de transferências, Nino não descarta uma volta ao Brasil no futuro.
O jogador tem contrato com o clube russo até junho de 2028 e negou que existam negociações em andamento para ampliar o vínculo até 2030.
“Essas notícias saíram aqui na Rússia também, mas, oficialmente, não teve nenhum contato. Eu tenho contato muito bom com a diretoria. Tenho contrato até junho de 2028, está caminhando da metade para o fim”, explicou.
Sobre o futuro, Nino ressaltou que a situação familiar continuará tendo peso nas decisões sobre sua carreira.
“É muito difícil saber o que vai acontecer daqui para frente, futebol muda muito rápido. Por meu filho, a gente não fecha nunca a porta de volta ao Brasil. A situação é que eu tenho dois anos de contrato e algo que venha a acontecer tenha que ser de acordo com o Zenit”, concluiu.











