Nesta segunda-feira (5), o americano Karl Deisseroth, 54, e os alemães Peter Hegemman, 71, e Georg Nagel, 73, levaram o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina de 2026. O anúncio, feito pela Fundação do Prêmio Nobel, em Estocolmo, na Suécia, reconheceu o trabalho dos pesquisadores na descoberta de canais de íon fotossensíveis, que contribuíram para o desenvolvimento da optogenética.
Em 2025, foram reconhecidos com o mesmo prêmio o trio de cientistas Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi, por terem desenvolvido trabalhos acerca da chamada tolerância imunológica periférica, um dos processos pelos quais o organismo consegue distinguir entre ameaças reais vindas de fora e seus próprios componentes.
Já foram distribuídos, com a premiação desta segunda (5), 117 prêmios Nobel na categoria Fisiologia ou Medicina, desde 1901 -isso não ocorreu apenas nove vezes, de 1915 a 1918, em 1921, 1925 e de 1940 a 1942. Até hoje, nenhuma pessoa recebeu o prêmio nessa categoria mais de uma vez.
Os prêmios Nobel nasceram da vontade do químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel em doar a sua imensa fortuna para o reconhecimento de personalidades que prestassem serviços à Humanidade.
O inventor da dinamite expôs este desejo em um testamento redigido em Paris em 1895, um ano antes da sua morte. Os prêmios foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
As cerimônias de atribuição dos prêmios decorrerão no dia 10 de dezembro, data que assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel. Os laureados vão receber um diploma feito por um artista sueco ou por um norueguês e uma medalha de ouro. Além disso, há o prêmio de 11 milhões de coroas suecas, montante equivalente a R$ 5,73 milhões na cotação atual.










