FÁBIO LÁZARO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians encerrou a janela de transferências com sete reforços. Mesmo sem conseguir o “cereja do bolo” nos últimos dias, a avaliação interna foi positiva.
Em contato com a reportagem, o executivo de futebol Marcelo Paz destacou a criatividade do departamento para encontrar alternativas em diferentes mercados, especialmente diante da necessidade de cumprir a reestruturação financeira do clube, que impunha contratações sem pagamento de taxas.
O Corinthians, portanto, priorizou atletas livres no mercado ou por empréstimo. Ao todo, chegaram o lateral Pedro Milans e o zagueiro Gabriel Paulista (ambos livres), os volantes Allan e Matheus Pereira (emprestados), os meias Jesse Lingard e Zakaria Labyad (livres) e o atacante Kaio César (emprestado).
“Conseguimos trazer sete nomes nessa condição (financeira), o que precisa ser considerado um êxito, com muita criatividade. Vieram jogadores que estavam no Uruguai, na China, na Coreia, na Turquia, além de clubes como Flamengo e Fortaleza. Mapeamos o mercado inteiro para encontrar oportunidades de qualidade, que agregassem ao Corinthians e preenchessem lacunas a custo zero. Se compararmos com outros clubes, nossa relação custo-benefício é excelente”, disse Paz.
SUPERAÇÃO DE ENTRAVES E REESTRUTURAÇÃO
Outro ponto celebrado pelo dirigente foi o contexto em que o clube iniciou a janela: impedido de contratar. O Corinthians estava sob transfer ban devido a uma dívida com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, atualmente emprestado ao Internacional.
Antes de registrar novos atletas, a diretoria precisou atuar para derrubar a punição. Ainda em janeiro, o clube também quitou uma dívida com Rojas, que já estava em tramitação na Fifa e na Corte Arbitral do Esporte (CAS), evitando uma nova sanção.
“A gente tem que considerar que o Corinthians iniciou a janela com transfer ban, sem perspectiva de contratação. Conseguimos evitar uma nova punição, quitar outra, abrir a janela e fazer movimentações dentro de um novo modelo financeiro, com o menor custo possível”, afirmou Paz, à reportagem.
MANUTENÇÃO DO ELENCO FOI PRIORIDADE
Internamente, outro aspecto valorizado foi a manutenção da base do elenco. O Corinthians encerrou o período sem perder jogadores considerados importantes, embora alguns tenham recebido propostas.
Um dos casos mais emblemáticos foi o do volante André. A negociação esteve praticamente acertada, mas foi interrompida após repercussão negativa e posicionamento público do técnico Dorival Júnior contrário à venda.
A reportagem apurou que a decisão foi vista pelo presidente Osmar Stábile como correção de rota.
NEGOCIAÇÕES FRUSTRADAS NO MERCADO
Apesar do saldo positivo, o clube também acumulou tentativas sem sucesso. O Corinthians esteve próximo de contratar o volante Alisson, atualmente no Fluminense, mas não conseguiu atender às exigências financeiras do São Paulo, mesmo com o negócio avançado e o jogador tendo ido ao Parque São Jorge.
A busca por um goleiro reserva para Hugo Souza também não teve desfecho positivo. João Ricardo, do Fortaleza, chegou a acertar com o clube, mas foi reprovado nos exames médicos.
Nos últimos dias da janela, o Timão ainda tentou reforçar o ataque, porém esbarrou nas negociações com Botafogo e Portuguesa por Arthur Cabral e Renê, respectivamente.






