RIO DE JANEIRO, RJ (JORNAL DA TARDE) – A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de um homem espancado em uma rua de Copacabana, zona sul da cidade. Segundo relatos da família e de moradores da região, ele foi agredido após ser acusado de furtar uma bicicleta.
Cláudio Rafael Landeiro, 37, teria sido atacado por entregadores de aplicativo que circulavam na região, após ser abordado por um segurança que faz vigilância de bares e restaurantes do bairro, no último dia 12.
Segundo a família da vítima, a acusação é injusta, pois a bicicleta pertencia a uma irmã de Landeiro.
O caso foi relatado em vídeo por Fabiana Motta Landeiro Hansen, irmã de Cláudio Rafael.
Ela diz que moradores da região relataram que o vigilante apontado como responsável pela abordagem ao jovem circula à noite por estabelecimentos entre as ruas Belford Roxo e Duvivier.
Cláudio Rafael teria sido interpelado pelo segurança às 22h. Segundo a irmã, ao ser questionado se a bicicleta era sua, o jovem negou, e a partir daí teria sido acusado de roubo.
Em seguida, o segurança teria imobilizado a vítima. Ainda no relato da irmã, entregadores de aplicativos foram chamados e levaram Cláudio Rafael à rua Felipe de Oliveira, região mais isolada do bairro, onde foi espancado.
Ele chegou a ser levado ao hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu.
A família de Cláudio Rafael compareceu à delegacia para denunciar a morte. A Polícia Civil disse que a investigação está em andamento na 12ª DP (Copacabana) e que “agentes realizam diligências”, sem detalhar quais são.
Também não confirmou o nome do vigilante, nem se ele já prestou depoimento.
Nas redes sociais, moradores de Copacabana apontaram que o suposto vigilante já teria cometido agressões a outras pessoas, muitas em situação de rua.
Também nas redes, pessoas que se apresentam como colegas de Cláudio Rafael, conhecido no bairro como Bart, chamaram o caso de “crueldade”.









