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Premiê da França sobrevive a 2 votações no Parlamento que visavam derrubá-lo

Redação by Redação
janeiro 14, 2026
in MUNDO
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Sessões ocorreram por iniciativa dos dois extremos, esquerda e direita, em protesto pela aprovação do acordo UE-Mercosul; o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, acusa oposição de sabotagem; Legislativo ainda não aprovou orçamento de 2026

PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O gabinete do primeiro-ministro Sébastien Lecornu sobreviveu, nesta quarta-feira (14), a duas moções de censura na Assembleia Nacional, apresentadas separadamente pela ultraesquerda e pela ultradireita. O motivo de ambas foi a aprovação na semana passada, pelo Conselho Europeu, do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

No sistema político francês, a moção de censura é um instrumento para a oposição derrubar o governo. É necessário o voto favorável da maioria absoluta dos 575 deputados em exercício -ou seja, 288 votos. O primeiro voto, proposto pela esquerda, obteve 256 votos, e o segundo, da direita, atingiu apenas 142. Com isso, Lecornu fica no cargo.

As tentativas de derrubar o primeiro-ministro foram votadas em separado porque a agremiação da ultraesquerda LFI (França Insubmissa) se recusou a apoiar a proposta apresentada pelo partido de ultradireita RN (Reunião Nacional). Ainda assim, mesmo unidas, as duas siglas não teriam os 288 votos necessários para aprovar a moção.

Lecornu acusou os dois extremos do plenário da Assembleia Nacional de sabotagem e de enviar ao mundo a imagem de uma França dividida em um momento de tensão global, em meio às crises da Venezuela, do Irã e da Groenlândia.

“Neste momento, protocolar moções de censura tem um impacto, e ele será pago pelo povo francês. É o momento de privar a França de estabilidade?”, perguntou.

Tanto esquerda quanto direita acusam Lecornu e o presidente Emmanuel Macron de terem traído os agricultores franceses ao não barrarem o tratado UE-Mercosul. A França foi voto vencido no Conselho Europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, é aguardada em Assunção, no Paraguai, no sábado (17), para a assinatura formal do documento.

Os produtores rurais ocuparam Paris com tratores duas vezes nos últimos dias e continuam bloqueando estradas em alguns pontos do país. Eles também se queixam das medidas draconianas para conter a dermatose nodular contagiosa, uma zoonose que atingiu parte do rebanho bovino francês.

O governo prometeu propor em breve uma lei que reforce ainda mais a proteção aos agricultores, embora eles já recebam subsídios bilionários da União Europeia.

O resultado das votações desta quarta era esperado, já que o Partido Socialista, da esquerda moderada, havia anunciado que não apoiaria nenhuma das moções. Os 69 deputados do PS eram indispensáveis para a vitória da oposição -faltaram 32 votos para que a moção da ultraesquerda fosse bem-sucedida.

Embora não façam parte do governo, os socialistas decidiram apoiá-lo pontualmente, a pretexto de arrancar concessões. A principal delas foi o congelamento da reforma das aposentadorias, cuja idade mínima passaria de 62 para 64 anos, e agora está em 62 anos e 9 meses. Além disso, o PS teme uma dissolução do governo e convocação de novas eleições neste momento -pesquisas apontam que a sigla elegeria apenas 20 deputados se houvesse um pleito hoje.

Lecornu é o premiê da França desde setembro. Governa graças a uma frágil coalizão de centro-direita, que não dispõe da maioria parlamentar. Neste momento, ele enfrenta problemas para aprovar o orçamento de 2026.

“Estamos em 14 de janeiro, a França não tem orçamento. Os dois grupos que protocolaram as moções de censura são os que mais fizeram obstrução”, acusou o primeiro-ministro.

No início da semana, Lecornu aventou a possibilidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, caso uma das moções de censura fosse aprovada. A atitude foi vista como uma forma de pressionar a oposição moderada a apoiá-lo, já que as pesquisas apontam a RN de ultradireita, como favorita em caso de eleições legislativas antecipadas.

A RN é o partido de Marine Le Pen, líder nas sondagens para a eleição presidencial de 2027. No ano passado, porém, ela foi condenada a cinco anos de inelegibilidade por desvio de fundos do Parlamento Europeu. O julgamento de seu recurso começou na terça (13) e a sentença deve levar meses para ser anunciada.

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