O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, afirmou que sofreu ameaças durante as negociações para renovar o contrato do atacante Memphis Depay, incluindo mensagens com imagens de facas e revólveres. Segundo o dirigente, dados pessoais dele e de familiares foram divulgados nas redes sociais, além de contas bancárias terem sido invadidas.
Stabile relatou que a situação afetou também sua esposa e suas filhas. De acordo com o presidente, telefones de familiares foram vazados e houve tentativas de invasão de contas bancárias. Ele afirmou ainda que pessoas passaram a enviar mensagens pelo WhatsApp para sua família e disse estar tomando as medidas necessárias diante das ameaças.
Antes da reviravolta que levou à renovação do vínculo com Memphis, Stabile também havia sido alvo de protestos em frente à sua residência, em São Paulo. Faixas foram colocadas no portão da casa por opositores do dirigente, com pedidos para que ele deixasse o clube. As mensagens, assinadas pelo coletivo Pixadores da Fiel (PDF), defendiam uma intervenção judicial no Corinthians e afirmavam que a paz havia terminado no clube.
A negociação envolvendo Memphis avançou na noite de segunda-feira, durante uma reunião realizada no Parque São Jorge. Na ocasião, conselheiros do Corinthians orientaram e deram aval para que o contrato do atacante holandês fosse renovado por mais duas temporadas. Depois do encontro, Stabile confirmou que pretende assinar o novo vínculo.
O presidente afirmou que sempre considerou a situação financeira do clube como o principal ponto a ser analisado antes de qualquer acordo. Segundo ele, não seria adequado assumir um compromisso que o Corinthians não tivesse condições de pagar posteriormente.
Stabile também disse que sua preocupação está voltada para a instituição e para quem comandará o clube no futuro, já que o novo contrato terá duração de dois anos e ele não sabe se continuará na presidência durante todo esse período.
O dirigente declarou que teria sido mais fácil assinar qualquer contrato e deixar a responsabilidade para depois, mas afirmou que preferiu avaliar os impactos financeiros para o Corinthians.
O clube enfrenta atualmente três transfer bans ativos e possui uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões. Além disso, é alvo de inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.










