domingo, 15 de março de 2026
JORNAL DA TARDE
  • Login
No Result
View All Result
JORNAL DA TARDE
No Result
View All Result
Home BRASIL

Processo sobre produção de cloroquina pelo Exército está parado há mais de 3 anos no TCU

Redação by Redação
setembro 27, 2025
in BRASIL
A A

O caso foi aberto em julho de 2020, a pedido do Ministério Público no TCU, que solicitou ao tribunal que avaliasse o risco envolvido na decisão pelo aumento da produção do fármaco em 84 vezes na pandemia, sem haver comprovação médica ou científica do medicamento para a Covid-19.

CONSTANÇA REZENDE
BRASÍLIA, DF ( JT) – O processo que apura a regularidade na produção de cloroquina pelo Comando do Exército para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 está parado há mais de três anos, sem desfecho no TCU (Tribunal de Contas da União).

O caso foi aberto em julho de 2020, a pedido do Ministério Público no TCU, que solicitou ao tribunal que avaliasse o risco envolvido na decisão pelo aumento da produção do fármaco em 84 vezes na pandemia, sem haver comprovação médica ou científica do medicamento para a Covid-19.

O MP também requisitou que o órgão averiguasse a responsabilidade direta do então presidente Jair Bolsonaro (PL) na orientação do incremento dessa produção. Crítico das vacinas, Bolsonaro apostava no uso da droga usada no combate à malária para o tratamento da Covid-19 e anunciou diversas vezes que o Exército iria intensificar a produção de cloroquina em seus laboratórios.

Em sua peça inicial, o subprocurador-geral Lucas Furtado apontou, a partir de reportagens jornalísticas, que a unidade militar havia comprado, sem licitação, insumos para a produção do remédio por preço seis vezes maior do que o pago pelo Ministério da Saúde no período.

Furtado disse que tal circunstância, aliada à ausência de comprovação de eficácia do medicamento contra a Covid-19, importava em possível desperdício de recursos públicos, o que deveria ser devidamente apurado pelo TCU.

Em seu último despacho do caso obtido pela Folha de S.Paulo, de abril de 2022, o relator Benjamin Zymler determinou a sua suspensão até que o tribunal concluísse outro processo aberto em 2020 que apura a inclusão de medicamentos sem autorização da Anvisa no protocolo do Ministério da Saúde.

Apesar disso, o ministro solicitou, na ocasião, diligências com pedidos de informações ao Ministério da Saúde e ao Exército.

A última análise do caso feita pela unidade técnica, em maio daquele ano, concluiu que o Ministério da Saúde ainda não havia respondido ao órgão quem havia autorizado o uso de comprimidos de cloroquina para tratamento da Covid-19, adquiridos no âmbito de política pública contra malária. O tribunal também afirmou que a pasta não forneceu o documento que embasou a decisão.

O parecer afirmou que, caso não existissem esses documentos formais autorizando o uso de comprimidos de cloroquina, seria necessário avaliar a necessidade de responsabilizar servidores que eventualmente tenham dado tal destino sem autorização.

Há várias peças relativas a este pedido nos autos, mas não houve ainda qualquer análise. A última movimentação do processo é de 31 de janeiro de 2023, um procedimento burocrático de troca de setores da mesma unidade.

Uma nota técnica do Ministério da Saúde juntada no processo afirmou que, de 3,7 milhões comprimidos de cloroquina 150 mg produzidos em 2020 pela Fiocruz, 670 mil foram encaminhados à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, “apesar de 99% dos casos anuais de malária se concentrarem na região Amazônica do Brasil”.

Em fevereiro de 2021, o Exército, que havia produzido 3,2 milhões de comprimidos de cloroquina a partir de solicitações dos Ministérios da Defesa e da Saúde, afirmou à Folha de S.Paulo que o gasto foi de R$ 1,16 milhão. O Laboratório Químico Farmacêutico do Exército fez pelo menos nove dispensas de licitação para adquirir insumos e o princípio ativo da droga.

Já a análise da contratação da empresa Sulminas Suplementos e Nutrição para fornecer o insumo da cloroquina para o Exército, sem licitação, foi desdobrada para um processo, que concluiu que ela não teria porte para isso. A empresa sofreu a sanção de não contratar com o poder público por um ano.

Procurada, a empresa respondeu que participou de tais licitações “em razão de erro interpretativo de seus contadores, que a enquadraram como empresa de pequeno porte” e que o superfaturamento da compra não foi comprovado.

Em nota enviada à Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (26), o Exército afirmou que o laboratório ampliou a produção de cloroquina “motivado pela emergência de saúde pública declarada pelo governo federal em razão da pandemia de Covid-19”.

Sobre o aumento da produção em 84 vezes em relação aos anos de 2017 a 2019, disse que a decisão foi tomada para atender às solicitações legítimas dos ministérios da Saúde e da Defesa.

Afirmou que isso foi feito ‘buscando sempre adquirir insumos pelo menor preço possível, sem exceder necessidades reais, considerando o contexto emergencial e extraordinário, conforme orientações do Ministério da Saúde em duas notas informativas de 2020″.

A Força disse que o processo de aquisição do insumo difosfato de cloroquina foi conduzido em conformidade com a lei que permite dispensa de licitação em caráter emergencial, “sempre com suporte de pareceres da AGU e da Consultoria Jurídica do Ministério da Defesa”.

Acrescentou que toda a documentação relativa às aquisições foi juntada no processo do TCU, “demonstrando que não houve superfaturamento” e que aguarda as deliberações subsequentes relativas às medidas que porventura venham a ser recomendadas pelo tribunal”.

O TCU respondeu que o processo estava sobrestado (suspenso), aguardando a conclusão do processo que apura a inclusão de medicamentos sem autorização da Anvisa e que este foi apreciado na sessão do último dia 3 de setembro. “A partir dessa decisão, será retomada a análise do primeiro processo”, disse à Folha de S.Paulo.

O Ministério da Saúde disse que “condena o negacionismo adotado pelo governo anterior, que comprou com recursos públicos e incentivou o uso de medicamento comprovadamente ineficaz para o tratamento de Covid-19, ao mesmo tempo em que fez campanhas contra a vacinação, agravando a crise sanitária no país que culminou em 700 mil vidas perdidas”.

Processo sobre produção de cloroquina pelo Exército está parado há mais de 3 anos no TCU

Veja Também

Mega-Sena acumulada sorteia neste sábado prêmio de R$ 75 milhões

março 14, 2026

Governo Trump propõe que Brasil receba estrangeiros capturados nos EUA

março 13, 2026

Dengue desacelera, mas mata 28 pessoas no Brasil em 2026

março 13, 2026

Em decreto 'Justiça por Orelha', governo Lula eleva multas por maus-tratos a animais

março 13, 2026
Previous Post

Conmebol denuncia Bruno Henrique, do Flamengo, por gestos obscenos

Next Post

João Fonseca desiste do Masters 1000 de Xangai e encerra a temporada em 4 torneios na Europa

Related Posts

BRASIL

Mega-Sena acumulada sorteia neste sábado prêmio de R$ 75 milhões

março 14, 2026
BRASIL

Governo Trump propõe que Brasil receba estrangeiros capturados nos EUA

março 13, 2026
BRASIL

Dengue desacelera, mas mata 28 pessoas no Brasil em 2026

março 13, 2026
BRASIL

Em decreto 'Justiça por Orelha', governo Lula eleva multas por maus-tratos a animais

março 13, 2026
BRASIL

Lula revoga visto de assessor de Trump que queria visitar Bolsonaro

março 13, 2026
BRASIL

Paciente tenta fugir pelo teto de hospital e despenca em enfermaria no RJ

março 13, 2026
Next Post

João Fonseca desiste do Masters 1000 de Xangai e encerra a temporada em 4 torneios na Europa

JORNAL DA TARDE

contato@jornaldatarde.com

  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo

No Result
View All Result
  • BRASIL
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTES
  • FAMA
  • LIFESTYLE
  • MUNDO
  • NEWS
  • POLÍTICA
  • TECNOLOGIA

© 2025 Jornal da Tarde - Notícias do Brasil e do mundo

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies.